Um bom exemplo de "estudo social" à moda nos nossos dias: em entrevista ao "Público" do dia 27, a socióloga da educação Alice Mendonça conclui que a escola beneficia as raparigas e prejudica os rapazes, com abundantes estatísticas e quantificações como é de bom tom.
Para a socióloga, os rapazes são mais contestatários, portam-se mal , ergo não aprendem; as raparigas são mais integradas e conformistas, fazem tudo como lhes é pedido, não admira que tenham mais sucesso.
Para além da idiotice pegada que é o estudo, a socióloga sai-se com esta pérola: "Continuam a nascer mais rapazes do que raparigas (em cada 100 nascimentos, 105 são do sexo masculino). Por causa disso o seu número é superior nos primeiros anos de escolaridade."
Coitada, suicidou o seu próprio estudo! Mas como este, há muitos , e às vezes bem pagos, e às vezes por todos nós...
PATEADA !


5 comentários:
Mas se as raparigas têm tanto sucesso, parece que a socióloga afinal tem o género trocado, pois a matemática não é certamente o seu forte.
Só falta que queiram promover a troca de sexo com vista ao sucesso escolar...
Não sei se estão a ver o perigo que está subjacente à expressão "são mais contestatários logo não aprendem" ...
Tem razão, isso fez-me cócegas, a senhora socióloga deve querer concluir que a escola só aproveita a quem é conformista. Nem sei se há alguma verdade nisso. É provável que os inconformados aprendam mais noutro lado. Mas assumir isso como tese é muuuito perigoso - para a escola.
Contudo, o disparate matemático não foi a coisa mais disparatada que disse.
Aquele estudo parece que foi feito de encomenda para ilustrar a ideia (de Richard Feynman) de que as Ciências da Educação e algumas investigações da Psicologia e da Sociologia são ciências do "culto da carga".
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