sábado, 30 de maio de 2009

Dia 1, 2ªf, no Canal ARTE - rectificação


Der Freischütz , de C. M. von Weber, live de Baden Baden
Nova produção de Robert Wilson

Mahler Chamber Orchestra, em instrumentos da época, dirigida por Thomas Hengelbrock

18h00 no Arte, 2ªf, dia 1


Também é possível ver online por este streaming.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

A dança do dólar : como fintar a crise

Um post atípico !

Euro/Dólar

Engraçados, estes altos e baixos do dólar (ou do euro). Isto não é a minha especialidade, claro, mas porque será que ninguém fala do assunto?
É que se as bolsas andam desanimadas, nas cotações de moeda vai uma grande animação. Já imaginaram quanto é possível ganhar com isto ? Vejamos.
Investindo 4000 € em dólares, com o euro a 1.40 USD, e vendendo os dólares quando se reapreciarem até o euro estar a 1.30 USD (variação apenas de 10 cêntimos por dólar), significa ganhar cerca de 300 €:

compra 4000 € x 1.40 = 5600 USD

venda 5600:1.30 = 4307 €

Saldo: ganhou 4307-4000=307 €

Parece pouco? repare que 307:4000=7.6% , foi o "juro" obtido às vezes em apenas 1 mês! Se se repetisse 12 vezes ao ano dava um juro de ... !!!!!! eh eh, não se repete, claro.

Mas mesmo assim imagine um tipo rico, árabe do petróleo, a comprar não 4 000 mas 4 000 milhões de euros. Ganhava num mês ... 307 milhões de euros! Acham que não há quem esteja a aproveitar?
Eu, modestamente, faço o que posso. Já repeti a coisa 3 vezes, ganhei 1 800 € quase sem trabalho nem despesa (basta um telefonema para a Caixa, uns 3 € ).

Recentemente recebi um mail de marketing da Caixa a anunciar, entre outros, um investimento em Coroas Norueguesas que renderia 15% em 3 anos. Ora ! Grande novidade. Basta uma pessoa comprar, por sua conta e risco, as ditas coroas, e revendê-las passados uns tempos. Porque de certeza que mais mês, menos mês, os ganhos aparecem nesta montanha russa das cotações.

Para quem tenha uns milhares de euros para investir, não há melhor maneira de FINTAR a crise. Sobretudo porque o imoral da história é que há quem ganhe fortunas com ela.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Ciclo Árvores e Poesia - XII

"What potent blood hath modest May."
- Ralph W. Emerson




segunda-feira, 25 de maio de 2009

Julian Bream, The Julian Bream Consort

John Dowland (1563-1626), "Now, O Now, I Need Must Part"



Now, oh, now I needs must part,
Parting tho' I absent mourn;
Abscence can no joy impart;
Joy once fled cannot return.

Sad dispair doth drive me hence
This dispair unkindness sends.
If that parting be offence,
It is she which then offends.

While I live I needs must love;
Love lives not when hope is gone,
Now at last despair doth prove:
Love divided loveth none.

Sad dispair doth drive me hence
This dispair unkindness sends.
If that parting be offence,
It is she which then offends.

domingo, 24 de maio de 2009

Ler e Reler: Ondine

Ondine, de Friedrich de la Motte-Fouqué

Ondina, o espírito das águas que recebe uma alma ao casar com um humano. Ondina é um arquétipo, é a ligação dos homens com a natureza. Devia ter lido este livro em criança. mas não se perde nada com uma leitura adulta.
Baseado numa lenda medieval germânica sobre ninfas, floresta, água e a alma, Motte-Fouqué escreveu um conto de fadas trágico sobre a natureza humana e a procura da espiritualidade. Com delicada fluência e trabalho da palavra , conseguiu um grande sucesso no séc XIX , e tornou-se num clássico da literatura romântica mitológica.

Ondine inspirou várias obras de teatro, ópera, bailado, cinema.
Excelente estudo de Franciele Bete Petry aqui.


sábado, 23 de maio de 2009

Brahms - uma noite en cheio na Casa da Música

Mozart e Brahms por Sequeira Costa e a ONP dirigidos por Christoph König, hoje, 23-05-2009.


Raros, momentos de tão intensa musicalidade. Foi um deslumbre para os ouvidos o que se passou nesta noite memorável na Casa da Música. Já o concerto para piano nº 9 , Jeune Homme, de Mozart, esteve proximo da perfeição - nem sequer é habitual este reportório em Sequeira Costa. A conjunção com a ONP era quase miraculosa - König mostra bom trabalho e sabedoria - e Costa desempenhou na perfeição, tão mais contagiante que cheguei a vê-lo - juro - a dançar com a cabeça, sorrindo.



Mas o verdadeiro assombro veio com o nº2 . op.83, de Brahms. Mille millions de mille sabords, diria Haddock, eu não estava à espera disto. A orquestra tocou divinamente - o andante foi do outro mundo! e que violoncelo! - sopros magníficos, entradas muito precisas e belíssimas, - mas o piano de Sequeira Costa estava naqueles dias em que tudo sai bem. O pianíssimo do andante foi dos melhores momentos da minha vida de ouvinte clássico.


Claro que há aqui uma parcialidade minha: eu acho que este concerto de Brahms é não só a melhor obra para piano e orquestra jamais escrita, uma das 10 obras primas imprescindíveis para a ilha deserta, uma das 20 obras primas da humanidade. De uma dimensão e complexidade que exige habituação, de uma intensidade dramática que vai aos dois extremos fortissimo e pianissimo em transições de luminosa beleza, de melodias, harmonias e ritmos surpreendentes, inacreditáveis, de estranhas interpenetrações do piano com a orquestra , de instantes mágicos e sublimes como aquelas quase gotinhas de água, apenas afloradas ao piano, no momento mais belo do andante - este concerto é puro êxtase dos sentidos.


Obrigado, ONP e König ! Obrigado, Sequeira Costa! Parabéns, many happy returns!

terça-feira, 19 de maio de 2009

Aaah! Cafèzinho em Braga

Só agora lá voltei...

"A Brasileira" de Braga, o café com mais patine da cidade, reabriu depois de realizar obras de restauro e ampliação.


O café, que fez recentemente 102 anos, era frequentado por pessoas de várias gerações, e conhecido por servir o tradicional «café de saco» (café de coador), o seu toque de diferença.
No meu tempo bracarense era "queque" ir à Brasileira - além do mais era caro para um estudante. Mas ainda lá marrei para os testes, li jornais e tive grandes discussões sobre o socialismo, o social-fascismo e a existência de Deus...


Agora tem duas novas salas, uma para fumadores e outra para salão de chá. Mais moderno e a cheirar a novo, mas com a decoração anos 1900, continua a servir um bom "cimbalino" bem tirado, ou se preferirem, um de saco...

domingo, 17 de maio de 2009

Melancolia de uma tarde de domingo

Sol desmaiado, chove, paira um lamento, a depressão bate à porta.
Aleluia! com Purcell e Emma Kirkby no seu melhor.



Now, now that the sun
hath veild his light
And bid the world goodnight;
To the soft bed my body I dispose,
But where shall my soul repose?
Dear, dear God, even in Thy arms,
And can there be any so sweet security!
Then to thy rest, O my soul!
And singing, praise the mercy
That prolongs thy days.

Hallelujah!

sábado, 16 de maio de 2009

2009 - Ano Gusmão

Uma aventura no céu de Lisboa

2009 é ano Darwin, ano Haydn... e também é o ano Gusmão, Bartolomeu de Gusmão: passam 300 anos sobre a famosa aventura de 1709, em Lisboa, em que o padre jesuíta, estudante em Coimbra e na altura com apenas 24 anos, realizou a primeira ascensão de um objecto mais pesado do que o ar, o aeróstato que ficou conhecido por "Passarola".

Antes, a 8 de Agosto de 1709, perante uma importante assistência presente na Sala dos Embaixadores da Casa da Índia que incluía o Rei, a Rainha e o núncio Apostólico, Bartolomeu de Gusmão fez voar um balão cheio de ar quente, que subiu até ao tecto da sala, para o espanto geral.
Depois da espectacular demonstração, Gusmão inicia o desenvolvimento de uma versão tripulada e maior do seu balão. Esse desenvolvimento vem culminar num balão de enormes dimensões baptizado "Passarola". O enorme balão é lançado da Praça de Armas do Castelo de S. Jorge em Lisboa, tripulado provavelmente pelo próprio inventor, e faz uma viagem de cerca de 1 Km, vindo aterrar no Terreiro do Paço.
Gusmão escreveu um "Manifesto" sobre o seu invento, guardado na Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra. Nele consta uma cópia da petição que o padre dirigiu ao rei D. João V para lhe ser concedido o privilégio de só ele poder fabricar máquinas para voar. A linguagem da petição é deliciosa valendo a pena saborear um bocado:

"Senhor, diz Bartolomeu Lourenço que ele tem descoberto um instrumento para se andar pelo ar, da mesma sorte que pela terra e pelo mar, e com muito mais brevidade, fazendo-se muitas vezes 200 e mais léguas de caminho por dia, no qual instrumento se poderão levar os avisos de mais importância aos exércitos e terras mui remotas quase no mesmo tempo em que se resolverem: o que interessa a Vossa Magestade muito mais que a nenhum dos outros Príncipes pela maior distância do seu domínio, evitando-se desta sorte os desgovernos das conquistas, que procedem em grande parte de chegar muito tarde a notícia deles a Vossa Magestade."

O despacho régio foi favorável ao pedido.
A Passarola antecede 74 anos o famoso balão dos Montgolfier. Bartolomeu de Gusmão, "o Padre Voador", merece ser comemorado como um dos mais importantes pioneiros da aeronáutica mundial.

A imagem falsa e a imagem verdadeira

Gravura tardia, imaginosa e até pouco prestigiante, que se popularizou pela Europa no final do século XVIII

A imagem do balão do Padre Bartolomeu de Gusmão que se mostra abaixo continua praticamente desconhecida.

O desenho estava solto e terá desaparecido algures entre 1935 e 1997, quando o bibliotecário da secção de manuscritos deu pela sua falta e mandou executar uma reprodução para a substituir. A sua reprodução é livre de direitos, e o desejo da Biblioteca é que seja reproduzida muitas vezes, até para contrariar a visão falseada que ainda se tem do invento do "Padre voador".

Imagem anexa ao manuscrito de Bartolomeu de Gusmão.

Fonte citada: blog "De Rerum Natura"

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Ano Haydn na Casa da Música


Nada mau, o concerto inaugural do Ano Haydn e estreia da Real Filarmonia da Galiza na Casa da Música.
Sem a energia esfuziante nem o impacto de uma orquestra barroca, a Real Filarmonia da Galiza impressionou pela suavidade e acerto das cordas e pela afinação, surpreendendo a sedosa sonoridade obtida pelo maestro Theodor Guschlbauer, a quem cabe certamente grande parte do mérito. Já a soprano Soojin Moon apenas cumpriu sem brilho - uma voz seca, inflexível, inexpressiva, a fugir para o esganiçado nas notas mais agudas, mas ainda assim em geral limpa e de timbre agradável. A óptima coordenação com a orquestra deixa a impressão de um concerto bem ensaiado.
Nunca pior, direi, tendo em conta a ausência quase total de orquestras barrocas no ano Haydn...
F. J. Haydn:

Sinfonia núm. 77
Aria "Son pietosa, son bonina"
Marcha para a Royal Society of Musicians
Cena de Berenice
Sinfonía núm. 97

Sala a 3/4 , público impecável (muitos espanhóis!).

terça-feira, 12 de maio de 2009

Contos e Lendas do Norte - IV

Mais um conto, desta vez da zona ártica do Canadá. Curioso como a moral se aproxima dos paradigmas de interculturalidade actuais.


Kiviuq um dia deparou com uma mulher a banhar-se. Era a mulher mais linda que tinha visto em toda a vida. Mas perto, pousadas no chão, estavam as suas roupas – eram só penas de pássaro! A bela senhora era uma mulher - ganso !

Kiviuq decidiu que tinha pouca importância que ela fosse um pássaro. Queria-a para esposa, por isso foi e escondeu-lhe as roupas de penas. Depois pediu-lhe que casasse com ele. Ela concordou.

Com o tempo, na mulher cresceu o amor por Kiviuq. Tiveram filhos. Ela gostava de ser ganso, mas era infeliz : gostava da comida de erva e areia em vez da comida de gente como caribu e carne de foca. Kiviuq insistia para ela comer o que ele trazia da caça.
Um dia, a mulher- ganso decidiu que havia de comer o que quisesse, e assim fez. Kiviuq zangou-se.

Outro dia, enquanto ele caçava, ela encontrou o sítio onde estava escondida a roupa de penas. Vestiu as penas, juntou as crianças e voou com elas para longe em direcção a Sul. Antes de conhecer Kiviuq, voava para Sul todos os invernos.

Quando Kiviuq regressou, a família tinha desaparecido. Procurou por toda a parte. E procurar por toda a parte demora muito tempo. Um dia encontrou um velho a rachar lenha. Chamava-se Eqatlejok. Com o machado, esculpia peixes na madeira. Kiviuq pediu ajuda a Eqatlejok. O escultor de peixes acedeu, e fez um grande peixe de madeira para transportar Kiviuq pelo mar até ao sítio onde a família vivia.

Kiviuq trepou para cima do peixe, que o levou pelo mar fora. No fim do dia, encontraram a família. A mulher disse que era bem melhor quando Kiviuq estava junto dela, e Kiviuq decidiu não se importar mais com a comida. Resolveram viver juntos de novo e deixar que cada um fosse como realmente era.

Brahms - campanha de voto II

Ora bem, parece que Schumann ganhou apoio, vamos lá a ver se também consigo convencer alguém da sublime excelência dos concertos para piano de Brahms. Refiro-me, claro, à votação no blog "Diz que não gosta de música clássica?".

Para defender a minha dama, fartei-me de procurar videos que fossem decentes. Não faltam gravações de Ashkenazy, Baremboim, Schiff, Pollini -nenhuma delas faz jus à obra. Baremboim é particularmente "pastelão", Pollini parece tocar Chopin, Ashkenazy martela as teclas e Schiff é ... enfim, não se toca Brahms com espírito barroco.

Arrau é muito, muito bom; infelizmente o som é deplorável e não ia convencer ninguém.
O intérprete de eleição é Arturo Benedetto Michelangeli, que me levou ao firmamento: não está disponível em vídeo.

O melhor compromisso foi Kissin, Evgeny Kissin, e aqui vai em 2 partes:






Conselho: ouça de novo, com silêncio à volta, de preferência Michelangeli ou Arrau em CD. A nova edição com Nelson Freire também é aceitável.
Por falar em Michelangeli: disponível dele está o concerto de...Ravel ! O 2º andamento, genial, está aqui. (som distorcido)

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Savall no Wigmore Hall

Do Intermezzo recolhi estas belas imagens de música...quase se ouve!



Vale a pena ler o artigo em
http://intermezzo.typepad.com/intermezzo/2009/05/jordi-savall-wigmore-hall.html

domingo, 10 de maio de 2009

Príncipe Valente ( Prince Valiant)

Fazem falta histórias assim. Banda desenhada de Harold Foster, O Príncipe Valente educou gerações nos valores que hoje se diz “em crise” – coragem, honradez, cavalheirismo, defesa do mais fraco...

Situadas na Inglaterra ficcional de Camelot, desde o séc V mas com vários anacronismos propositados, as aventuras do Príncipe Valente contam histórias de bravura, justiça, camaradagem e conflito em várias regiões , desde toda a Inglaterra e ilhas adjacentes (Orkneys, Shetlands, Hébridas) até terras mais longínquas – a mítica Thule situada na costa norueguesa, a Islândia e mesmo até ao Novo Mundo (América do Norte) ! Contactos com outros povos – Hunos,Vikings, Muçulmanos ....

Todo o programa da série em BD é o da aventura heróica clássica em que os “bons” e “bonitos” ganham e os “maus” e “feios” são vencidos. Só que também há maus entre os bons e bons entre os maus, e os valores mais nobres é que são os verdadeiros vencedores. Sempre presentes estão ideais e mitologias como o Graal, Thule, a Távola Redonda...

Publicado entre nós n´ O Primeiro de Janeiro de domingo e no Mundo de Aventuras, é mais uma das memórias que de vez em quando sabe bem revisitar.

fim de semana caseiro

flor da minha varanda


a lua nasce sobre o prédio




pôr do sol da minha varanda





rebentos de primavera à porta

sábado, 9 de maio de 2009

Peyroux, Bare Bones: addictive

Quanto mais se ouve, mais se gosta. Entranha-se.
Já os discos anteriores revelavam uma voz estranhamente quente que ligava às maravihas com "soft jazz". Mas faltava ainda atingir o nível global de excelência de "Bare Bones". Indispensável, para ouvir em silêncio, à noite ou à beira mar, para curar neuras ou ajudar na solidão. Uma espécie de Leonard Cohen no feminino.

Há pelo menos quatro canções memoráveis, "Damn the circustances", "Our lady of Pigalle", "I must be saved", "Somenthin´Grand", todas com uma mãozinha de Peyroux na composição.
É verdade que os textos são simples e tendem para ver o lado bom das coisas. Nestes dias, quem se queixa?

Nota: todos os youtubes live de Peyroux são de má qualidade, achei excusado incluir algum aqui.

A alegria de tocar Schumann ( campanha de voto!)


Decorre no blog Diz que não gosta de música clássica? uma votação para os melhores concertos para piano.


Defendo a minha causa:
Helene Grimaud interpreta o 3º andamento do concerto para piano de Schumann, com a Staatskapelle Dresden dirigida por Esa-Pekka Salonen.

Os dois jovens intérpretes sorriem , cúmplices na alegria de fazer grande música.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Violência verbal - texto de Desidério Murcho

No blog "De Rerum Natura":

http://dererummundi.blogspot.com/2009/05/violencia-verbal.html

"(...) o que é preciso explicar, pois é isso que é raro e precioso, é o comportamento racional, paciente, epistemicamente virtuoso que só alguns seres humanos exibem. "

Ano Haydn - I

Uma pérola, este duetto e ária ! Atentem ao humor de Haydn, o que ele devia gozar a escrever estas coisas geniais.

Duettino for Eurilla & Pasquale & Aria for Pasquale - "Quel tuo visetto amabile" & "Ecco spiano , de Orlando Paladino (1782), o seu maior êxito operático em vida.




Atentem, a partir do minuto 3.22, à ária Ecco spiano :

Ecco spiano
Ecco il mio trillo
non la cedo a nessun grillo
al fagotto e alloboè
Come arpeggio
Che staccate
Senta queste sincopate
il furioso, landantino
e ancor questo gruppettino
contrattempi, lobbligato

Ah, che un musico castrato
como me non canta affè.
Che ne dice, che le pare?
Torno larco a impegolare,
ed il resto suonerò.
Che biscrome! che terzine!
Oh che belle volatine!
Oh che acuto! oh che basso!
Che pasaggio, che fracasso!
Che ne dice, che le pare?
Questo è il modo di suonare.
La saluto, e me ne vo.

Cantam Elly Ameling e Domenico Trimarchi
Orchestre de Chambre de Lausanne, Antal Doráti

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Passeio de domingo






O vento leste, contra o quebrar da crista das ondas, levanta a espuma; assim as ondas ainda são mais bonitas.
Boa semana!

domingo, 3 de maio de 2009

Crepúsculo, hoje


Também este crepúsculo nós perdemos.
Ninguém nos viu hoje à tarde de mãos dadas
enquanto a noite azul caía sobre o mundo.
Olhei da minha janela
a festa do poente nas encostas ao longe.
Às vezes como uma moeda
acendia-se um pedaço de sol das minhas mãos.
Eu recordava-te com a alma apertada
por essa tristeza que tu me conheces.
Onde estavas então?
Entre que gente?
Dizendo que palavras?
Porque vem até mim todo o amor de repente
quando me sinto triste, e te sinto tão longe?
Caiu o livro em que sempre pegamos ao crepúsculo,
e como um cão ferido rodou a minha capa aos pés.
Sempre, sempre te afastas pela tarde
para onde o crepúsculo corre apagando estátuas.

In Vinte Poemas de Amor
e Uma Canção Desesperada


Pablo Neruda

sábado, 2 de maio de 2009

Otche Nash, de Kedrov

Uma das mais bonitas peças da liturgia ortodoxa. Valha-nos O Pai Nosso, quando tudo o resto parece falhar.



Youth Choir of Petcherskaja Lavra Kiev
Dir. Olena Solovey
Synagogue of Augsburg, Germany

Otche nash, izbe esi na Nebesynkh
Da evyatitsya imya tvoe
Da priidet tsaratvie tvoe
Da budet volya tvoya
yako na Nebesi, i na zemli

Khlyab nasli nasnshtnii
dazhd nam does :
I ostavi nam dolgi nasbya

I ne wedi nas vo isku- shenie:
No izbavi nas ot lukavago.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

From Russia With Love


To be born Russian, to remain Russian
And save this happiness,
When and wherever to wander
– Such as grandfathers ,to lay down in earth.

Nikolai Yevseyev

Excelente blog russo: