sábado, 30 de junho de 2012

9 days in London, a farewell

Little Venice √

Regents Canal boat trip √

Camden Town Market √

Portobello road and Notting Hill village √

The Coronet (movie theatre) √ - “Moonrise Kingdom” by Wes Anderson, fabulous*****

The Lido, Serpentine, Kensington Gardens √ , Serpentine Gallery √ - Yoko Ono, “To the light” ***

Royal Albert Hall √ - Bernstein’s orchestral score for West Side Story, with the Royal Philarmonic ***

The Barbican Gallery √ - Bauhaus, Art as Life ****

Millenium Bridge , The Globe Theater √, The Taming of the shrew ***

Regent Park √ , in a warm sunny day !!!

Football in a pub √ : Germany vs. Greece at King’s head, Notting Hill

Food at a pub: Shepperd’s pie √, Yorkshire pudding

Colin Davis conducting Berlioz at St. Paul’s cathedral √ , awesome*****

London underground Circle Line delayed by power failure √ aaargh

Terrible traffic jams in central London √√√ aaargh

Posh
at Covent Garden for the Royal Ballet √ (The Prince of Pagodas *** )

The Thames bridges and banks and the city lights at twilight √ *****

A surprise essay of Bach music at St. Martin-in-the-fields √ ****

Rain and wind and sun spells and sticky humid weather √

Crowds and crowds and crowds everywhere (almost) √

Crowd also at the huge and ugly Royal Festival Hall for Salonen conducting Mahler’s second **** √

Completely exhausted, having a smooth return, on time and according to plan √

London at 9.30 p.m. 23-06-2012

(I promise to write in portuguese back again when I'll be able to recall it)

quarta-feira, 20 de junho de 2012

A bronzear sob a chuva inglesa

Até dia 29 !

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Londres, a terminar: Mahler pela Philarmonia

Isto de fazer posts de antecipação de viagem é um bocado absurdo, o balanço posterior poderá ser bem diferente. Mas entretém-me e ajuda a pôr as coisas em perspectiva.

Londres foi para mim, primeiro, uma utopia intensamente desejada, depois, uma revelação avassaladora, mais tarde uma cidade quase de adopção, acolhedora e sempre deslumbrante. Iria para lá viver, sim, em Mayfair ou Chelsea, num desses bairros lindos de morrer, com crescentes e jardins, lojas de antiguidades e pequenas livrarias, tea room, fachadas eduardianas...

Seria a minha ruína, rapidamente, não só por ser uma cidade cara, mas sobretudo porque não resistia à agenda cultural - é rara a semana em que não há nada imperdível.


E depois, há as livrarias, centenas, de todos os tamanhos e especialidades, normalmente irresistíveis. E depois, Oxford e Cambridge estão ali a menos de uma hora...

Nesta semana cada vez mais próxima tentarei concentrar o máximo de tudo isso, já aqui falei de St. Paul's e Covent Garden, no Royal Albert Hall e no Globe Theater.

A 28, na véspera do regresso, será a minha estreia do Royal Festival Hall com a Philarmonia dirigida por Esa-Pekka Salonen na 2ª de Mahler.

Salonen já tem algum currículo, gravou a 4ª, a 6ª e a 9ª pelo menos. Parece-me que terei um Mahler nórdico, um pouco à Sibelius. Veremos. Canta Monica Groop, que não me deixará ficar mal.

Um exemplo: o adagio da 9ª com, justamente, a Philarmonia.



Quanto a Monica Groop, mezzo finlandesa, aqui está, com Salonen, mas no Liebst du um Schönheit de Mahler:
(no embedding)

A segunda de Mahler é uma obra enorme. Não consigo imaginar a energia e o talento necessários para pôr mãos à obra num trabalho destes, só uma portentosa inspiração o pode explicar. Reflecte com certeza uma dura peregrinação interior. Mahler escreveu sobre o último andamento: “A tensão crescente, em construção até ao clímax final, é tão tremenda que nem eu próprio sei, agora que está pronta, como fui sequer capaz de a escrever.”

No dia seguinte apenas terei tempo para um breve adeus, talvez definitivo. Sim, estou a pensar que será definitivo, damn.

domingo, 10 de junho de 2012

Hermanos


Era há pouco voz comum "Espanha está na moda", "Espanha caso de sucesso".

Que raio de tempo histórico é este em que países de sucesso passam directamente à bancarrota em poucos anos ? Não haverá claro exagero, quer no diagnóstico de sucesso, quer no de bancarrota?

Porque no fundo, no fundo, está tudo na mesma. Somos todos Europa rica ( e não Albânia), vivemos todos muito melhor do que se vive na América Latina ou na Ásia. Pagamos e enchemos festivais caros de música pop, campeonatos caros de futebol.

O desemprego enorme é uma tragédia, claro. Mas algum desempregado nosso preferia a Colômbia? O Quénia ?

Há gente a enriquecer desmesuradamente. Imoralmente. Não houve sempre?

Há uma grande desigualdade entre o Norte e Centro da Europa e nós, os periféricos PIGS. Não houve sempre? E porque nos hão de ajudar a nós em vez de ajudar África - quem se atreve a dizer que Irlanda ou Itália são países pobres ?

Gritaria a mais, me parece. Que cada país faça trabalho sério e haja cooperação onde pode e deve. De resto, tudo na mesma.

O restaurante onde costumo ir estava apinhado, ruidoso, muitas famílias, fila de espera e muito marisco e garrafas de vinho nas mesas. "Dia em cheio, não, Marco?" disse eu. " É a crise!", respondeu.


Mire vuestra merced,” respondió Sancho, “que aquellos que allí se parecen no son gigantes, sino molinos de viento"

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Adagios para a chuva: Max Bruch


Um dos maiores compositores de sempre para violino, Max Bruch expira romantismo por todos os poros. Consegue do violino o máximo de lirismo e de pathos, que os nazis detestavam, e por isso (e por ser suspeito de judeu) o baniram. Tanto mais razões porque eu o considero um dos melhores. E então em fim-de-semana chuvoso...

Dois exemplos muito belos (já nem cito o concerto nº1, por demais conhecido), com linhas melódicas fabulosas. Dirige um dos maiores bruchianos, Kurt Masur.

Romance Opus 42


Adagio appassionato Op.57


O adagio do concerto nº1, :) vá lá, aqui

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Vénus transitou frente ao Sol


Nestes últimos dias, astrónomos amadores e fotógrafos andaram muito entusiasmados com o "Trânsito de Vénus", um fenómeno raro que consiste em vermos o planeta Vénus a passar frente ao Sol, em contra-luz, como uma pequena bola preta deslizando sobre a esférica labareda. A aplicação de filtros solares permite variados efeitos de côr e luz.


Como as dimensões de Vénus são muito próximas das da Terra, podemos observar o efeito que teria o nosso planeta face ao Sol - uma minúscula bolinha, ainda assim ampliada pela proximidade relativa. Naquela bolinha, estamos nós, aos milhares de milhões, acompanhados de árvores e bicharada... estaríamos assados vivos, claro, na temperatura de Vénus (~460º, nem o forno do fogão lá chega).

Bem, mais uma lição de pequenez e também da improbabilidade de cá estarmos...

O fenómeno acontece, com intervalos de mais de um século, 2 vezes separadas por 8 anos. Este par foi 2004 - 2012, o próximo será 2117 - 2125 ! ou seja, já não voltaremos a ver nenhum..

Que pena!


terça-feira, 5 de junho de 2012

O Jubileu e o orgulho britânico

Espantoso, o cenário em que Londres viveu, com perto de um milhão de pessoas alegres, sorridentes, felizes talvez, horas e horas a pé em filas só para verem e aplaudirem a sua Raínha. Sossegadamente, sem gritaria nem atropelos. Em paz.

Em mais nenhum país do mundo seria possível. Nenhuma monarquia goza deste prestígio junto do seu povo, e o mais certo é que nenhum presidente da república consiga tão comovente homenagem. Oitenta por cento de aprovação também fazem inveja a todos os republicanos em democracia. Até me parece que só as ditaduras conseguem obter percentagens tão elevadas - mas por manipulação, não por tão espontâneo sentimento de pertença e simpatia.

Isto sem falar dessa imensa Commonwealth que a reconhece...

Viva a Raínha, pois. De certa forma, ela é também a minha Raínha. Já era quando nasci, sei lá se ainda me sobrevive. Se todos os poderosos fossem como ela, não havia mal no mundo.

Os pedantes republicanos franceses dirão, "que piroseira!". Há gente que nunca mais aprende: sonhar também é um direito fundamental.

P.S. Aqui sonha-se com a selecção. Também vive em fausto à nossa custa. Mas não faz nada de jeito, só dá desgostos, entretém escândalos e alimenta palavrões. É feia.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Londres III : Bernstein ao vivo com o melhor videoclip de sempre

Uma "matinée" em Londres ao som de Bernstein pela Royal Philarmonic, já não era mau; mas vou assistir à projecção HD em écrã gigante do West Side Story com som digitalizado, num simultâneo que as novas tecnologias permitem.

Imagino que será de arrepiar o America dançado no écran com a orquestra ali mesmo a tocar... no Royal Albert Hall.


Ah, os anos 60! ...

sábado, 2 de junho de 2012

Chuva e cerejas

Sábado tristonho, não fossem as cerejas. Ao longo da marginal, uma banquinha e um guarda-sol (chuva), vários vendedores de cerejas "de Resende", em concorrência livre.

Comprei a dois vendedores, preços bem diferentes, sabor diferente. Tudo Resende ? Não interessa: coloriu um dia para esquecer.

P.S.- Não paguei IVA, nem eles. Bem feito.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

O Príncipe dos Pagodas

Outra das minhas noites culturais em Londres vai ser o bailado The Prince of the Pagodas, no próximo dia 27, na ROH Covent Garden, com o Royal Ballet.

The Prince of the Pagodas foi criado em 1957, tendo a música sido composta por Benjamin Britten para texto e coreografia de John Cranko. Mas foi a coreografia de Kenneth MacMillan em 1989 que tornou o bailado num sucesso.

Cranko inspirou-se no Rei Lear de Shakespeare. Um imperador tem de decidir qual das filhas casar para garantir descendência; a feia e má, Épine, ou a bonita e bondosa, Rose. Convida reis dos quatro cantos do mundo, que escolhem Rose, mas Épine faz um golpe palaciano e expulsa Rose, que é levada por magia ao reino do Príncipe de Pagoda (Birmânia?), transformado em salamandra. O príncipe é devolvido à forma humana e ajuda Rose a derrotar a peste da Epine, casam e pronto.

Há ainda várias ambiguidades, duplicidades e piscadelas aos clássicos que enriquecem o texto.

Britten incorporou elementos de música do Bali na partitura, para conseguir exotismo oriental, recorreu à escala pentatónica e usou "estratificação polifónica", uma técnica frequente na música asiática, também designada por heterofonia: uma linha melódica em simultâneo com uma ou mais variações sobrepostas. Britten usou-a com frequência.

Extractos :





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