sexta-feira, 31 de agosto de 2012

O pintor Joensen-Mikines (1906-1979)

O pintor Sámal Joensen-Mikines (1906-1979) nasceu em Mykines, a mais remota das ilhas Faröe, no Atlântico Norte. Reconhecido sobretudo nos países nórdicos, tem muitas obras reproduzidas nos selos postais das Faröe. Descobri-o há poucos dias.

Tualsgården, 1957

Mikines começou a pintar pela década de 1920, em tons escuros e num estilo expressionista.

Dança feroesa, 1944

Mikines é frequentemente sombrio. Os quadros mais dramáticos surgem a partir de 1934, um ano fatídico para a ilha. A aldeia ficou em sofrido luto quando toda a população masculina, embarcada, se afogou num naufrágio após colisão de dois barcos.

Junto ao leito da morte, 1940

Dois dos meus quadros preferidos datam do final desta fase:

"Uma mulher de pé numa arriba sobre o mar lança um último olhar ao navio onde o marido acaba de partir. O quadro pertence a um conjunto dedicado a "mulheres famosas", na realidade mulheres anónimas a quem Mikines presta homenagem"

A partida dos barcos, 1947

Este Nascer do Sol parece-me uma das suas obras mais belas - um expressionismo melancólico mas ainda assim esperançado no novo dia:

O Sol da Manhã (Morgunsól), 1947

Nas obras mais tardias tendeu para temas mais idílicos e luminosos e um estilo mais naturalista, com um desenho e colorido mais preciso e definido:

Vista da ilha de Mykines, 1959

Passava o Verão na sua aldeia natal de Mykines, a desenhar e a pintar, mas também a a fazer rascunhos que mais tarde trabalhava e pintava em Copenhaga, onde se fixava nos meses de inverno.

Mykines, 1959

Mykines é a ilha mais ocidental das Faröe , e também é o nome da sua única e linda povoação - casinhas coloridas em cores vivas ou em branco luminoso, com cobertura de turfa, como a antiga Igreja, e entre as quais passa uma pequena corrente de água descendo a encosta.

A aldeia de Mykines num entardecer violeta, 1955

Casas em Mykines, 1950

As últimas obras combinam dramatismo e colorido mais esbatido.

Vento Norte (Nordwind), 1957

Ondas a quebrar, 1952
(clic para ampliar)

O navio postal, 1955

A Faröe Islands Art Gallery de Tórshavn dedica grande parte do seu espaço à exposição de obras de Sámal Joensen-Mikines , que podem ser vistas no Listaskálin, onde fazem parte da colecção permanente; mas também há algumas no Parlamento, nalgumas agências bancárias pelas ilhas, outras ainda fora do arquipélago, no "Statens Museum for Kunst" de Copenhaga.

4 anos 4

Comecei a 31 de Agosto de 2008. Este Livro, com quatro aninhos apenas, já parece velhote, gasto, esgotado. O tempo online é relativista ao contrário - corre muito mais depressa, talvez porque, contra a intuição, a net é mais imóvel que a vida, pois é uma coisa inanimada e sem extensão espacial... Ou se calhar porque a net é hiperbólica - um espaço aberto, infinito, em expansão lenta - e na nossa curta e rápida vida deixámo-la facilmente ficar para trás.

Eu é que sinto que estou a ficar "parado", quando navego e fico a ver fugir essa flechada temporal. Lamento o muito que esteve em projecto mas não cumpri; satisfaz-me mesmo assim o que, escrito por impulso de momento, resultou às vezes mais autêntico.

Não há agenda para 2012-13, portanto. A não ser: gostar disto :), até ver.

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O meu post comemorativo, já a seguir a este, vem de longe, mas da Europa mesmo assim, embora fora do euro. Existe uma ilhota, no muito nórdico arquipélago das Faroé (talvez o mais belo do mundo !) onde só há uma aldeia com o mesmo nome - Mykines - e onde nasceu o pintor Sámal Joensen-Mikines. Gostei à primeira vista. São estas descobertas entre o fantástico e o remoto que me fazem continuar.

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Mas antes , não podia faltar música para celebrar.

Im abendrot, canta Anja Harteros, próxima da perfeição !
Mariss Jansons dirige a Bayerischen Rundfunk em estado de graça.
Nunca ouvi melhor.



É uma maneira de agradecer a todos os visitantes a atenção recebida...

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Peixinhos no verão: um (raro) post gastronómico

Oh como sabe bem um peixinho bem cozinhado servido numa esplanada à beira mar. Aí está um luxo que só alguns países podem gozar - e Portugal é um desses sortudos. Os austríacos bem se podem morder de inveja.


Mas o que me apetece agora referir é : a minha lista de peixes preferidos.

À cabeça, a perca e o cherne. Grelhados deliciosos, bifes do mar, suculentos e gostosos. A alguma distância, goraz, pargo, dourada, linguado - mais insípidos, só mesmo à falta de melhor, ou por dieta.
Tudo, claro, com batata a murro e legumes, e uma tacinha de branco.

Fritos, vem a faneca a abrir a lista, e a marmotinha de rabo na boca logo a seguir. Petiscos sem requinte, desdenhados por gente fina, só se encontram em restaurante popular da beira mar. Mas que sabor, acompanhados de um arrozinho malandro de legumes, ou de tomate. Com a vantagem de ser peixe abundante, barato - devia haver uma campanha em favor da faneca, peixe magro rico em proteínas e sais minerais, acessível à pesca artesanal. Desvantagem (?) : não se pode congelar. Só fresca. Viva ela.

Depois há a pescada, sobretudo nas apetitosas variantes espanholas - à galega, à romana, a la plancha, a la vasca... à posta, sempre, fica também muito bem estufada com ervas e louro, com molho espesso , e puré.

Do bacalhau e do atum não falo. Isso não é bem peixe. É, digamos, comida.

Estragar peixe é o mais fácil. Há muitas maneiras de estragar peixe, prática em vigor nos chamados restaurantes "gourmet".

Há ainda outra maneira de apresentar peixe intragável: chama-se sushi e anda muito na moda porque fica barato ao cozinheiro e mete muita vista - exige decorações e temperos pois não sabe a nada. Ainda por cima não se sabe que raio de coisa viscosa é aquela que nos põem na frente.

Já estou à espera de "a mim bastam-me sardinhas !". Sou alérgico.

terça-feira, 28 de agosto de 2012

varrer o lixo

as touradas
o fado
fátima
futebol
telenovelas brasileiras
enlatados de mau gosto
telejornais miseráveis
telejornais de 2 horas
telejornais de escândalos
propaganda sabuja
reportagens aos gritos
entrevistas vira-o-disco-e-toca-o-mesmo
a prata-da-casa rotativa à exaustão
erros crassos de português
os genéricos dos filmes cortados
intervalos de 15 minutos de publicidade em filmes
josé rodrigues dos santos arrrghh
transmissões interrompidas em momentos críticos
o festival da canção

e pior que tudo,

o repelente prós e contras

a horrenda câmara clara

e ainda há quem defenda, quem queira mais daquilo ?

Vai-te, rtp, raios te partam, de vez, que não deixas saudades.

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Nadir Afonso: depois de Roma, Veneza !

PRÓXIMA ETAPA VENEZA

Roma rende omaggio a questo incredibile e poliedrico artista. Seguirà, a Venezia, una seconda mostra italiana che, in occasione della Biennale Architettura, metterà in risalto la figura di Nadir Afonso quale architetto e artista, e la sua collaborazione con due grandi architetti: Le Corbusier e Oscar Niemeyer.


Fonte: aqui

Irei ver a exposição pois estará aberta já para a minha visita próxima em Setembro, de que falarei em breve, a minha estreia do La Fenice...

Terá lugar no muito central e bonito Palazzo Loredan, onde está instalado o Istituto Veneto di Scienze, Lettere ed Arti.

(www.istitutoveneto.it/)


Palazzo Loredan, Campo San Stefano

sábado, 25 de agosto de 2012

A Ray of Sunlight (The Cellist)


John White Alexander, 1898

luz, côr, música... bom fim de semana.

fonte: La peinture du week-end, Radio Classique

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Birdsong, finalmente



Só agora tive oportunidade de ver a mini-série de 2 episódios para a BBC-TV "Birdsong", baseado num romance histórico de Sebastian Faulks.

O melhor e o pior do estilo BBC num só filme: actores impecáveis, bem dirigidos, que constroem as suas personalidades com espantosa autenticidade; enredos fluentes, sem aborrecer nem sobressaltar; cenários ricos e bem documentados. Por outro lado, um estilo anémico e quase escolar, de manual, que os torna todos semelhantes, privados de alma e de espanto, quase tudo vagamente expectável ou amenamente inesperado. Parece que tiram o sangue e alma às obras literárias, como uma versão em "abridged english for beginners". Está lá o "essencial" , dir-se-á, mas é o essencial da historinha - faltam os exageros, destemperos, desequilíbrios, brutalidades ou mesmo chatezas próprios de uma obra literária. Falta chama.

Mas gostei muito de ver, foi um bom entertainment para duas noites de mau tempo, e há sem dúvida rasgos de humanidade em desespero (1ª grande guerra) de grande sensibilidade, bem narrados e enquadrados, momentos de beleza cinematográfica q.b.; in the end, a beleza cinematográfica de um estagiário competente com bom gosto.

Por cá, enfim, nem isso.


(obrigado, Cor em Movimento ! )

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Que bem cantou a Kožená !

O vídeo desta semana (para mim):

Madalena Kožená , em grande forma,

Parto ma tu ben mio
de La Clemenza di Tito



Concerto de gala do Festival de Salzburg - 2006
Daniel Harding dirige a Wiener Philharmoniker

Parto, ma tu ben mio,
Meco ritorna in pace;
Sarò qual più ti piace,
Quel che vorrai farò.

Guardami, e tutto oblio,
E a vendicarti io volo;
A questo sguardo solo
Da me sì pensera.
Ah, qual poter, oh Dei!
Donaste alla beltà.

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

O "nosso" Christoph König dirige a LA Phil live

na 2ª de Brahms, neste momento na ClassicFM

L' Ippolito de F. A. Almeida

L'Ippolito
Serenata a seis vozes
Francisco António de Almeida (1702-1755)
Orquestra Barroca - Casa da Música - 23 de Setembro

Direcção e cravo: Laurence Cummings
Ana Quintans (sop.) no papel principal (Ippolito)
Encenação : Martin Parr
Coprodução Casa da Música (Porto), Festival de Sablé, Centre Culturel de Rencontre / Festival d'Ambronay



L'Ippolito é uma quase-ópera de 1752, inspirada na Phaedra de Séneca e destinada a comemorar o aniversário da infanta Maria Bárbara de Bragança, raínha de Espanha por casamento com Fernando VI, e grande apreciadora e protectora da música da época.

Uma des raras obras cujo manuscrito sobreviveu ao terramoto de 1755, foi a última obra de Almeida. Jamais levada a palco desde a estreia, só agora poderá voltar a ser apreciada.

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Época balnear em pores-do-sol

Nevoeiro

Pôr do sol com barracas e barco

Pôr do sol com jogger

Pôr do sol com ciclistas

Pôr do sul tipo Turner

Pôr do sol bíblico antes da chuva

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Imagens olímpicas

Algumas das melhores imagens que encontrei, até agora, dos terminados olímpicos.

Equipa de vela feminina australiana

Ginasta rítmica russa

Norueguesa celebrando vitória no andebol.

Os antigos Gregos nem sabem o que perdiam :)

(clicar para ampliar e ver a fonte)

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Impressões de primeira audição: a Nona de Glass

Acabei há pouco de ouvir na ClassicFM, em directo de Los Angeles e com a LA Phil dirigida por nada menos que John Adams, a recente 9ª sinfonia de Philip Glass, estreada em Janeiro.

"Ambiciosa" foi como Glass a descreveu. É de facto a mais poderosa, imponente e complexa. Escrita para uma grande orquestra, as cordas soam cheias mesmo nas sequências repetitivas. Mas este é um Glass de "fusão" : já não se limita a ondular acima e abaixo, para a frente e para trás, mais rápido e mais lento. E o edifício construído, tendo a marca dele evidente, é bem mais abrangente, ortodoxo mesmo.

Não me pareceu genial, não. Não ouvi nada que me pusesse pele de galinha e cabelos em pé. A música flui num estilo pastelão-bruckneriano, aqui e ali com mudanças de ritmo que podem surpreender (ou não), quebras, fortíssimos, muito cinemática.

Não deixarei de ouvir segunda vez. Tal como Bruckner, precisa de uma aparelhagem a puxar bem um par de colunas potentes para arrasar com a vizinhança. :)

Depois do deboche catártico, voltarei à doce música barroca e ao meu "aimez-vous" Brahms.

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NOTA: a noite do concerto foi em cheio: o concerto para violino do próprio John Adams, a homenagem a Britten de Arvo Pärt, e a nona de Glass. Quem, e onde, leva ao palco um programa assim?

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Um CD para o Verão: Echoes de Ludovico Einaudi

Quere-se música leve, curta, que embale as noites suaves.

É o que nos dá "Echoes" de Ludovico Einaudi, no piano solo.

Um temazito cantável, um desenvolvimento na base do repetitivo que se vai tornando mais complexo de harmónicos e floreados. Com sorte, uma variação, dentro da mesma simplicidade rítmica primária.

Nada de memorável. Música daquela que serve para embalar sonhos, de preferência "Midsummmer night's"...

Salienta-se Le Onde, o tema de abertura, mas sobretudo este I Giorni.



domingo, 5 de agosto de 2012

Um post de Verão: ilustrações vitorianas das grandes viagens ao Ártico

Ao longo do séc. XIX, no reinado da Raínha Vitória, os britânicos viveram intensamente uma aventura naval nos mares do Ártico, procurando aceder ao Pólo por nordeste e, a noroeste, uma passagem do Atlântico para o Pacífico via estreito de Bering.

Algumas obras de arte são o melhor testemunho dessa aventura.


O Reino Unido entrou na "idade do gelo" em 1818, ainda sob William IV (o Rei Navegador), e até ao fim do século a Royal Navy enviou mais de 20 expedições ao Ártico - umas por mar, com navios, outras por terra combinando trenós e canoas.

"A caminho do mar de Weddell"
James Weddell, A voyage towards the South Pole, 1825.

"The Advance and Rescue entering Lancaster Sound"
Elisha Kent Kane, The U.S. Grinnell Expedition, 1854.

Publicavam-se histórias assombrosas de coragem, heroísmo e sacrifício , mas também resultados científicos - cartografia de regiões nunca visitadas, novos animais (sobretudo marinhos) e plantas, a descoberta antropológica das populações inuit ("esquimós")...

"Cabanas de neve dos Boothianos*”
John Ross,Narrative of a Second Voyage, 1835.

Tudo isto era ilustrado com magníficos desenhos e pinturas de marinheiros-artistas, como nunca antes se vira. Grande parte do fascínio público era induzido por essas imagens, publicadas em jornais e revistas como The Quarterly Review, The Examiner, The Illustrated London News, The Times, o News of the World.

"Uma passagem através do gelo",
John Ross, A Voyage of Discovery, 1819.

"Encalhado no gelo no Northumberland Sound, sob a luz de um paraselene."
Edward Belcher, The Last of the Arctic Voyages, 1855.

Muitos dos oficiais eram contratados pelos dotes artísticos; assim as narrativas eram ricamente ilustradas, por vezes coloridas, e os leitores eram brindados com imagens gloriosas de icebergues, caçadores de foca inuit, navios encalhados no gelo ou "congelados" no porto de inverno, casas de gelo, morsas, ursos polares, e mapas.

Edward Belcher's Arctic Exploring Expedition,
Illustrated London News, 1852

“The Dolphin squeezed by Ice”,
John Franklin, Narrative of a Second Expedition, 1828.

Homens do mar como John Barrow, John Franklin, John e James Clark Ross, Robert McClure, John Rae, Edward Parry, William Scoresby, Edward Belcher, eram largamente admirados e recebiam honras públicas. Ajudaram a dar conhecimento ao mundo de uma enorme área do planeta, inóspita e perigosa mas de beleza incomparável.

"HMS Hecla in Baffin Bay",
Parry, Journal of a Voyage, 1821.

"Repairing the Esk at Spitsbergen",
William Scoresby, An Account of the Arctic Regions, 1820.

O "romance do gelo" culminou no desaparecimento da expedição de John Franklin. Tendo partido em 1845 à procura mais uma vez da Passagem do Noroeste, perdeu contacto e nunca regressou; após 3 anos de ausência, começaram a partir expedições de busca.

A rota da expedição John Fraklin

Mas só ao fim de 11 anos e 36 expedições seria revelado o trágico fim de Fraklin e dos seus homens, capturados pelo deserto branco e morrendo aos poucos na desesperada fuga a pé para sul.

"Sepulturas de três membros da tripulação de Franklin em Beechey Island",
Elisha Kent Kane, The U.S. Grinnell Expedition, 1854

No processo de buscas, a rota da Passagem do Noroeste foi finalmente encontrada por Sir Robert Mclure no Investigator, e a costa do Ártico e do seu arquipélago explorada e mapeada.

"Os rochedos fumegantes ('Smoking Cliffs') de Franklin Bay",
Robert McClure, The Discovery of the North-west Passage by H.M.S. Investigator, 1856.

Fazendo uma leitura no sextante
George Back, Narrative of an Expedition in H.M.S. Terror, 1838

Dez narrativas oficiais das aventuras marítinas no Ártico foram publicadas, profusamente ilustradas. No imaginário das pessoas nasciam cenas impensáveis - passar um inverno inteiro sem luz solar, acampar na calote gelada vários meses sob 40º negativos...

"Visitando um icebergue invulgar",
John Ross, A Voyage of Discovery, 1819.

"Roupas de inverno dos oficiais e dos marinheiros",
Letters written during the Late Voyage of Discovery, 1821.

As aventuras no Ártico contribuíram também para o renascer do mito da Ultima Thule na era vitoriana. Nunca na História terá tido tanto apelo e fascínio a procura das terras remotas do extremo Norte.

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Uma exposição excelente de muitas das gravuras dessa odisseia teve lugar na Linda Hall Library, Kansas City, em 2010. Muitas das imagens aqui publicadas foram encontradas no catálogo dessa exposição - Ice, a Victorian Romance.

[post adaptado do original inglês, AQUI ]


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* habitantes da península de Boothia, inuits

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Breve passeio no Douro

Reflexos, a poesia do rio.








Ponte da Ferradosa na bruma ao nascer do dia

Esta é especialmente para o Paulo do Valquírio :)
(Quinta da Avessada, Alijó)