domingo, 30 de dezembro de 2012

Luz na noite

Gosto muito desta foto de Carl Skou, um professor dinamarquês que "emigrou" para Kullorsuaq, Gronelândia, onde o Sol estará ausente mais dois meses.

Que quentinha, aquela luz acolhedora na semi-escuridão (mesmo sem sol, há uma difusa luminosidade, o gelo não é negro...).

Gostava de ver 2013 assim: escuridão inevitável mas com fim à vista, e um abrigo de luz e calor num lugar próximo, à beira do caminho.


Obrigado, Carl :)

sábado, 29 de dezembro de 2012

† 2012

(...)
Doze meses dão para qualquer ser humano 

Se cansar e entregar os pontos. 
Aí entra o milagre da renovação 
E tudo começa outra vez, com outro número. 
E outra vontade de acreditar 
Que daqui por diante vai ser diferente.

O ano,  C. Drummond de Andrade


quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Blogs do ano

Os melhores sítios que frequentei pela primeira vez, e com muito gosto e proveito, em 2012:

Auror' Art and Soul
A la découverte des Arts et de la culture en France et à travers le monde… http://aurorartandsoul.com/

Artigos recentes:
 - Visions Victoriennes : XIXe siècle et art Préraphaélite de la collection John Schaeffer.
 - Une maison d’artiste à Londres : The Leighton House Museum. 
 - L’Impressionnisme et la Mode au musée d’Orsay.
 - Judith et Holopherne : des Saintes Ecritures à l’iconographie

Seeking Beauty  (Art Gallery)
http://elle-belle10.livejournal.com/

Artigos recentes:
 - George Hitchcock In Holland/Dutch Women 
 - History of Art:Lowell Birge Harrison ( 1854-1929) 
 - Stepan Fedorovich Kolesnikov ( 1879-1955) 

Wanderer's Blog
http://musicofilia.wordpress.com/

Artigos recentes:
 - “Schumanniana” con Martha Argerich e Antonio Pappano...
 - NEUJAHRSKONZERT 2013 dei Wiener Philharmoniker: Ecco il programma!!! 
 - “Siegfried” di Wagner (Scala,2012) su Rai 5

domingo, 23 de dezembro de 2012

É Natal: o Capuchinho Vermelho segundo S. Google

Desta vez guardei a obra de "arte" do Google que comemorou os 200 anos dos Contos Para as Crianças dos irmãos Grimm (1812): uma curta BD baseada no Capuchinho Vermelho, mas revista pelo "educativamente correcto".

O lobo mau não é morto à machadada, vai antes preso. Coitado. Mas algumas vinhetas estão muito bem conseguidas, gosto em particular das 2ª, 7ª e 12ª. A autoria é da equipa dos Doodlers chefiada pelo webmaster Dennis Hwan.




















As 3 vinhetas do lobo em Raios X ficavam melhor em sequência horizontal, mas é difícil nesta página: 


Vários sites disponibilizam o slideshow original, por exemplo:

http://www.google.com/doodles/200th-anniversary-of-grimms-fairy-tales

E... bom Natal, com a quase impossível alegria que se deseja.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Prendinha de Natal atípica: Edward Hopper

Edward Hopper enquadra-se na perfeição neste Livro de Areia onde Borges e Blake são modelos fundadores.

Como Borges, Hopper retrata desesperançados e ficções de nenhures, de forma sempre luminosa, está ai o génio deles.

Fica aqui a homenagem. Bem poderia publicar uma obra dele por dia.



“Maybe I am not very human - what I wanted to do was to paint sunlight on the side of a house. ”

Edward Hopper

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Telemann alla polaca

Não sei explicar porquê, mas no Natal sabe-me bem música para guitarra. Não é época de sinfonias ou ópera - só corais e cravo ou, pronto: guitarra.

Esta "Bourée alla Polaca" foi escrita por Telemann para cravo e transcrita para instrumento de cordas dedilhadas. Toca John Williams.

video

Gravação: 
John Williams And Friends, 1976, LP CBS 73487. 
Reeditado em CD em 1990, MK 35108

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Adagio, segundo Max Bruch

Da sinfonia nº3 de Max Bruch, não consta que seja obra maior nem sequer popular. Mas o Mestre dos adagios tem aqui um dos seus melhores.

Em youtube e em colunas de plástico não se vai com certeza tirar grande sonoridade. Mas experimentem ouvir isto numa boa aparelhagem. É contagiante, apetece cantar, entusiasma. O crescendo é irresistível, e Bruch mostra nesta peça como sabe jogar com as várias secções orquestrais.

Kölner Philarmoniker, dir. James Conlon
Bruch, Sinfonia nº 3 Op.51 (1882)
Adagio ma non troppo aos 12:16 min. - 22:52

sábado, 15 de dezembro de 2012

Longa noite, só no Ártico

Lá, o Sol só volta em Fevereiro, ou mesmo Março. Mas, com sorte, há luar.


Sorte, muita, temos nós: mesmo com invernos chuvosos, há sempre um ou outro lindo dia de sol.

Por enquanto, não paga IRS nem taxas. Por enquanto, ainda é um "direito adquirido".

[Foto: Carl Skou, Kullorsuaq, Gronelândia]

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Queridos velhotes! O Townsend, então...

Desculpem, não resisto. Isto quase me faz chorar.
Éramos tão felizes, mesmo pobres...

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

A Hopper

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Tomar, a terminar.

Et voilà


sábado, 8 de dezembro de 2012

Vamos lá para o offshore

Jersey, Caimão - o HSBC e o Barclays têm muita oferta, de acesso fácil.

Cortem 50% da ADSE e da pensão, e verão para onde vai a minha colecta de IRS.

Ou devolvem-me o que descontei durante 33 anos ?

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Ninguém se entende! 12, 20 ou 21 ?




É que eu preciso mesmo de saber, ok ?

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Uns dias na octogonal Tomar (2)

O AQUEDUTO DE PEGÕES

Da Wikipedia:  

O Aqueduto dos Pegões, foi construído com a finalidade de abastecer de água o Convento de Cristo em Tomar, e tem cerca 6 km de extensão. A sua construção foi iniciada em 1593, no reinado de Filipe I de Portugal, sob a direcção de Filipe Terzio, (arquitecto-mor do reino) e foi concluída em 1614, sob Filipe II, por Pedro Fernando de Torres. O aqueduto tem 58 arcos de volta inteira, na sua parte mais elevada, sobre 16 arcos ogivais apoiados em pilares. A sua altura máxima é de 30 metros. Nos extremos apresenta casas abobadadas, que têm no centro, uma larga pia destinada à decantação da água.

Sempre me senti emocionado junto a este troço de Pegões, não só pela arquitectura em pedra , também pelo local, um vale rico em variedades arbóreas - pinheiros mansos, ciprestes, oliveiras sobretudo. O conjunto parece obra planeada.











Mais aqui:
http://aquedutoconventocristo.visittemplarios.com/en/recursoturistico-1819-1311935037

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Uns dias na octogonal Tomar (1)

Uma das riquezas "deste país" podia ser uma rede de cidades pequenas mas com boa qualidade de vida, centro histórico cuidado e acessos razoáveis.

Chaves, Guimarães, Aveiro, no Norte, são disso exemplos. Dá gosto percorrê-las e sentir o modo de vida tranquilo e a bonita arquitectura urbana do centro. Até o comércio mostra alguma diversidade e imaginação, dispensando centros comerciais de periferia.

Mais para sul, Tomar é uma das minhas favoritas. Já lá não ia há dez anitos, e foi com satisfação que reencontrei uma cidadezinha bem tratada, limpa, melhorada, para além da exuberância de um património construído há muito reconhecido.

Comecemos pelo núcleo urbano antigo.


Entra-se pela ponte de D. Manuel sobre o rio Nabão. Ao longe, a muralha, no topo de uma encosta lindamente arborizada. À esquerda, os antigos moínhos, em vias de recuperação, pelo menos caiados. Como vista de entrada, nada mau.

Em frente, a rua da Corredoura, principal rua comercial, agora renomeada Serpa Pinto e de cara lavada. Logo à entrada, uma torre octogonal (1) encima a casa do historiador Vieira Guimarães. 


Uma estranha casa "neo-manuelina".

Depois, Art déco:

Casa Havaneza



Painéis de azulejo:


Desenho minucoso, num painel da cerâmica de Aveiro.

O Café Paraíso:


No antigo qiuosque, desactivado, ainda permanecem a Flama, a Eva (!!!) ...

E chegamos à Praça da República, sala de visitas.


A praça vive do portal gótico manuelino da Matriz; felizmente, há uma esplanada ao sol para desfrutar. Podia haver mais - nas horas melhores, está cheia.


A invulgar torre octogonal (2), decorada com baixo-relevos, e este relógio meio esculpido, meio pintado:



Lá dentro, um magnífico púlpito octogonal (3) em pedra calcárea, trabalhada em manuelino:



Assim, a principal artéria do núcleo urbano, agora pedonal, estende-se em linha recta entre duas torres octogonais. Curioso.

Outra entrada da cidade, que agora vai servir de saída, quem vai para Ourém, igualmente bonita, tem a ermida também octogonal (4) de S. Gregório e a linda Vila Tomé:




Continuo a reportagem amanhã. Mais octogonalidades...