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segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Outono no Parque, no dia de mudança de hora


Cada vez com mais 'patine', o Parque da Cidade. Face à degradação e fealdade crescente da baixa *, à populaça invasiva em Serralves, à sujidade ruidosa das ribeiras, a Foz e o Parque são cada vez mais o que me resta do Porto. Fóra os lugares secretos, claro.

Mas serve o presente post para celebrar um pouco de Outono na paz desse bosque urbano.

Verão índio







Para quem possa achar útil aqui fica uma lista básica das árvores do Parque (muitas, como o Carvalho, com diversas variedades):

Acácia, Ácer, Alfarrobeira, Amieiro, Bétula, Carvalho, Castanheiro, Cedro, Choupo, Cipreste, Eucalipto, Faia, Figueira, Freixo, Japoneira, Medronheiro, Nogueira, Pinheiro bravo, Pinheiro manso, Plátano, Rododendro, Salgueiro, Sobreiro, Tilia, Tulipeiro.

Assim devia ser a nossa floresta. Um dia destes (S. Nunca) vou começar uma recolha de folhas e fotos para ter um guia meu de árvores.
Era, digamos, giro, não ?

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* Agora para ir à Lello comprar um livro é preciso tirar um talão (tiquê) na porta ao lado e ir para a fila. A fila são turistas para tirar fotos. A mesma coisa nos eléctricos: não se consegue um lugar sem ir para a longa fila, e depois lá dentro é sardinha em lata. As esplanadas, cada vez mais todas iguais, também são para eles. E as ruas são para o diacho dos autocarros turísticos, os monstros de dois andares que atravancam as ruas estreitas.

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Árvores ? Floresta? Escolham ! e torçam para que vingue...


Quem vai estrada fora por esse país sabe muito bem que pinheiros bravos e eucaliptos são uma praga, uma floresta feia e paupérrima prontinha para a fogueira. Não tenho nada contra UM eucalipto, poderá ser até belo, aromático e tudo; um PEQUENO pinhal, na orla junto à praia, pode ser magnífico, como são muitos na Galiza.

Pinhal de praia, El Grove, Galiza

Mas floresta mista de pinheiro e eucalipto no interior - essa, devia estar banida na Constituição.

Acontece que de árvores há grande variedade, mesmo em território nacional. Já para não falar de árvores de frutos de pequeno porte - figueiras, mui lindas; cerejeiras, amendoeiras, oliveiras, nogueiras, todas elas dão belas plantações... - aqui vai uma lista breve de árvores que fazem magníficas florestas e bosques, de preferência mistos:

carvalhos
castanheiros
pinheiros mansos
azinheiras
alfarrobeiras
sobreiros
faias
bétulas
choupos
plátanos
amieiros
abetos e ciprestes

- mais as árvores isoladas de grande porte: freixos, ulmeiros, tulipeiros e tílias
- e ainda as decorativas: magnólias, teixos, jacarandás, rododendros...

Vamos aos bosques:

Bosque de Carvalhos
O maior e mais preservado é na Mata de Albergaria, Gerês.

Bosque de Bétulas (Vidoeiros)
O mais lindo fica também no Gerês, na Mata de Albergaria

Bosque de Faias
Ordesa, Navarra, tem a mais belas matas de faia e bétula da península.

Bosque de Amieiros
Tal como os plátanos, os amieiros gostam da beira-rio: aqui, o rio Côa.

Bosque de Sobreiros
Montado de sobreiros. O sobreiro é a única árvore devidamente protegida e amplamente plantada no nosso país, graças à rentabilidade da cortiça.



Bosque de Plátanos
Avenida dos Plátanos, Ponte de Lima

Bosque de Castanheiros
Nas Médulas (Galiza interior), esta floresta magnífica deve-se aos Romanos, que trouxeram o castanheiro para alimentação dos mineiros das minas de ouro.

Souto em Vinhais.

Bosque de Freixos
O grande freixo mítico aparece quase semopre isolado, mas seria possível plantar bosques (mistos). A madeira tem muito valor.

Regiões florestais da Península


Na zona atlântica (verde-amarela-lilás), a floresta é do tipo eurosiberiano. Caracteriza-se pelo clima húmido, sob influência oceânica, com inverno temperado e uma estação seca pouco acentuada. A sua principal área estende-se pelo norte de Portugal, a maior parte da Galiza, Astúrias, Cantábria, País Basco, noroeste de Navarra, e Pirenéus Ocidentais.

"A vegetação está representada por florestas decíduas de carvalhos-brancos (Quercus petraea) e carvalhos-vermelhos (Quercus robur), com freixos (Fraxinus excelsior) e castanheiros. O solo montanhoso caracteriza-se pela presença da faia (Fagus sp.), bétula e, mais raramente, por abetos (Abies alba). Estas faias e abetos ocupam as ladeiras frescas e com solo profundo das elevações de pouca altitude."

Nesta zona atlântica norte, não há razão para grandes incêndios. Os terrenos e o ar são húmidos e as espécies resistentes, desde que os bosques sejam bem geridos. O problema mais difícil é nas zonas laranja e azul, com a presença abundante dos pinheiros, solos secos e altas temperaturas. O mapa - onde se ignora a presença de eucaliptos ! - mostra como Portugal é vulnerável, sobretudo ao centro, junto com a Estremadura espanhola e partes da Andaluzia.

Infelizmente há outros factores que podem dar cabo da floresta: as pragas, as doenças das árvores, como tem acontecido com pinheiros, palmeiras, castanheiros (as vespas). A floresta é uma longa construção em que a natureza coloca tudo o que pode, incluindo factores conflituosos e destrutivos. Nenhuma floresta está ganha para sempre.

Não me faz falta diversidade de fauna; mas diversidade no reino vegetal sim, é a que mais me preocupa, é a mais vital para a saúde quer local, quer planetária. Que falta fazem animais em Marte ? Fazem falta, sim florestas e prados!



segunda-feira, 4 de maio de 2015

Um post frondoso: tantas árvores à minha volta.


De uma coisa não me posso queixar: de falta de verdura à minha volta. Ruas e arruamentos que por aqui passam estão felizment bem providos de arvoredo.
Choupos e carvalhos, sobretudo, mas também figueiras, japoneiras, magnólias, palmeiras, pinheiros... calha bem sobretudo no verão, quando consigo fazer o percurso casa-jornal-café em grande parte à sombra destas amigas todas.


Começo pelo Largo aqui em frente. Duas filas de choupos bem crescidos, da variedade tremedor (tremula), escaparam à razia que dizimou estas árvores mais adiante na rua, por causa, dizem, da tubagens que eram destruídas pelas raízes. Sorte ter sobrado este resto de alameda que embeleza toda a área.


As urbanizações que foram crescendo também reconheceram valor e préstimo ao mundo vegetal.  Temos mais choupos no redondo da curva, um deles bem grande a antigo.

A figueira :

Pelo caminho, dois lindos pinheiros mansos :

Uma grande e sombria magnólia no meio de um "triângulo" de esquina ( agora arredondado), objecto habitualmente árido.

Uma palmeira logo em frente no meio de um relvado público :

Grande variedade de arbustos:

O caminho para o café :

Voilà


Na volta, pelos arruamentos mais privados, não faltam carvalhos ainda jovens, muito bonitos em todas as estações, de folhagem tenrinha nesta altura.




São os meus preferidos.


E à minha porta...


Como se não bastasse, desço 300 metros e estou no Parque:




Cada árvore é um ser para ser em nós

Cada árvore é um ser para ser em nós
Para ver uma árvore não basta vê-la
a árvore é uma lenta reverência
uma presença reminiscente
uma habitação perdida
e encontrada
À sombra de uma árvore
o tempo já não é o tempo
mas a magia de um instante que começa sem fim
a árvore apazigua-nos com a sua atmosfera de folhas
e de sombras interiores
nós habitamos a árvore com a nossa respiração
com a da árvore
com a árvore nós partilhamos o mundo com os deuses


                                                                                  António Ramos Rosas

domingo, 1 de junho de 2014

O café do Jardim Botânico de Akureyri


Mais um dos meus sítios improváveis.


Akureyri fica muito perto do círculo polar, a 65º N de latitude. Não são de esperar jardins botânicos e muito menos cafés ao ar livre.

Pois... mas mais uma vez, é de coisas assim que se faz o gosto que ainda vou tendo pela raça: um sítio que é um sucesso de civilização. Ver para crer.


Akureyri tem a sorte de gozar um clima relativamente ameno para aquelas paragens, mas mesmo assim, numa ilha sem floresta, feita de terrenos ermos, pedregosos ou lamacentos, quando não de lavas, e de muito frio e neve, que Jardim Botânico pode haver?

Este:

O 'Lystigarður Akureyrar'

Delphinium


Capuchinha e Lobélia






Delphinium de coração preto

Delphinium branco

Amor-perfeito

Colombina (Aquilegia)

Dictamus Albus (Fraxinela, Sarça ardente)

Flôr do cardo

Morango sivestre

Papoilas

Tristonha e cinzenta, a Islândia ?

Mas o que me deixou aos pulos, quando vi na net, e com vontade de embarque imediato, foi o café no Parque. Ah Islândia, bendita sejas (e já Borges * te bendizia! ), és uma belo pedaço de Europa.

O ' Café Björk '.

Esplanada a 65º N.



A janela panorâmica do Björk, em sintonia com os caules de árvores circundantes


Depois disto tudo quis saber alguma coisa de Akureyri. Não é nada de especial, cidade piscatória de que sobram algumas casas de madeira do estilo nórdico tradicional; mas, que tem Akureyri no centro e que é a maior atracção, onde se reúne toda a gente sobretudo em dias soalheiros ? O edifício mais icónico?

Um café ! O Bláa Kannan :

O centro de Akureyri "é" o Café Bláa Kannan (Caneca Azul).

Estou conquistado !

A primeira vez que li o nome 'Akureyri' foi no Tintin, "A Estrela Misteriosa" :



Akureyri, um dia destes, vou aí provar uns cafezitos.

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*  'A Islandia', de J L Borges :

De las regiones de la hermosa tierra. 
Que mi carne y su sombra han fatigado. 
Éres la más remota y la más íntima, 
Última Thule, Islandia de las naves.