Va caguer à Endoume parece-me apropriado.
NOTA: não apaguei os comentários antigos, à primeira publicação
NUM GRÃO DE AREIA
O MUNDO INTEIRO VER
Hurra! Coisa bem feita!
Os meus heróis da BD - III
Um cartoon que saía no Primeiro de Janeiro dos domingos, nos anos 60, da autoria de Otto Soglow (1900 - 1975).
Este monarca gorducho e pouco convencional estava mal na sua pele: ingénuo, simples e algo poeta, desejava a vida normal dos seus súbditos. Cometia gaffes, brincava como uma criança. O seu reino também não era deste mundo...
Próxima do cinema mudo, a banda desenhada de Soglow nunca deu a palavra ao Rei, silencioso e imperturbável. Na corte de ministros, lacaios, guardas e rainha, o único que destoava era ele próprio, excêntrico e metido em situações embaraçosas.
"The Little King" foi publicado regularmente como tira em jornais americanos e europeus.
O Livro de Areia passou o cabo das 20000 visitas. Para festejar, e como tenho andado a revisitar comics, cá vai uma deliciosa curta metragem do Simon's Cat. Bom proveito !
Os meus heróis da BD - II
Nunca fui assíduo dos Pato Donald , Mickey e semelhantes. Personagens banais, histórias banais. Há contudo alguns rasgos de invenção , raros mas que só por si valiam a leitura; Madame Min, o fantástico Mancha Negra, o atabalhoado primo jornalista Peninha, e o divertido detalhe do Lampadinha, ajudante do prof. Pardal (em inglês, Gyro Gearloose, "caixa desconjuntada"...). O Gyro's helper era um robozinho que pontuava discretamente mas com brilhante humor e design as intervenções chatas do dono, uma criaturazinha adorável com cabeça de bolbo elétrico.
O seu uso foi tão casual que nem chegou a ter nome - era apenas o Gyro's Helper. Nasceu em 1956 da mão do criador Carl Barks, sem qualquer explicação. Mais tarde, Barks afirmou que ele se destinava a disfarçar o vazio dos quadradinhos e das histórias..." Sentava-se para ali sozinho, a falar consigo próprio, ou em pequenos gags a um canto do quadradinho, preenchendo um vazio emocional..."
Depois o Lampadinha evoluiu, intervindo cada vez mais com o seus gags, metendo-se com animaizitos, e tornou-se um malicioso salva-desastres do mestre. Talvez tenha sido um precursor das célebres carochas de Gotlib...
Os meus heróis da BD
Nunca me interessei muito pelos super-heróis da BD, salvadores do mundo de vários tipos, modelos de moral e inteligência, mas ria a bom rir com os anti-heróis. O Ran-tan-plan era um dos meus favoritos: um cão particularmente destituído de inteligência mas que surpreendia em momentos cruciais. O desenho que Morris lhe deu é de um cómico irresistível. E confesso que ainda hoje muitas vezes me revejo nele nos meus momentos menos bem sucedidos...
Os cães são dos mais frequentes personagens de BD: a Lassie, o Rin-Tin-Tin, o Milou, o Idéfix, Cubitus. Mas nenhum deles tem a personalidade marcada e a comicidade do Ran-tan-plan. Trapalhão, dado a todo o tipo de acidentes e apaixonado por Joe Dalton (que lhe tem um ódio visceral), é o contraponto para o super-dotado cavalo Jolly Jumper. Mas quem se lembra do Jolly Jumper?
Na Gronelândia, pai e filho tentam recuperar de acontecimentos familiares trágicos e misteriosos. Uma história de sofrimento e palavras não ditas, no silêncio dos espaços e sons glaciares.
A sabedoria inuit, os desertos de gelo, as noites brancas, criam o pano de fundo para uma bela história de reconciliação.

"Le moteur tourne bien rond, il est juste ponctué par les chocs des blocs de glace sur la coque... "
“O motor ronrona , punctuado apenas pelo choque dos pedaços de gelo contra o casco...”
Gostei do livrinho: embora o desenho da figura humana seja muito tosco , consegue criar ambientes e situações com algum grau de intensidade dramática. Simpático.
Le Chant du Pluvier, de Laprun (autora), Behe (texto) e Surcouf (desenho)
Ed. DELCOURT (Dez 25 2009)
ISBN: 978-2756010830
Fazem falta histórias assim. Banda desenhada de Harold Foster, O Príncipe Valente educou gerações nos valores que hoje se diz “em crise” – coragem, honradez, cavalheirismo, defesa do mais fraco...


"The Little King" foi a personagem que o tornou mais conhecido, tendo sido publicado regularmente como tira em jornais americanos e europeus.