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sexta-feira, 21 de outubro de 2011

E hoje é Vaugham Williams

Ralph Vaughan Williams nasceu a 12 de Outubro de 1872

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Valha-nos Verdi

Nasceu em 10 de outubro de 1813.

Amor e liberdade, os motti verdianos, che altro ?

Don Carlo, dueto Dio,che nell'alma infondere amor
Roberto Villazon, Dwayne Croft.
Royal Concertgebouw Orchestra, Ricardo Chailly.


Dio, che nellalma infondere
amor volesti e speme,
desio nel core accendere
tu déi di libertà,

Deus, que na alma instalar
amor quiseste, e esperança,
deves acender no coração
o desejo de liberdade.

domingo, 11 de setembro de 2011

Em nome do Islão


Não me venham dizer que foi tudo uma tenebrosa conspiração.

Não me venham dizer que a maldade humana não tem côr, raça, religião ou época.

Massacres premeditados a frio e assumidos, contra pessoas, só porque por acaso habitam edifícios simbólicos, num país simbólico, que de tão modelar e exemplar abertura, democracia e defesa de valores se transforma, para tiranos e cretinos, em culpado e demónio de todas as causas:

Não: a maldade foi estúpida, feia, negra, árabe, islâmica, bárbara no século XXI. Veio das areias secas do deserto, onde a verdura estiola. Não tem perdão.

Árvores para cada vítima, cada sobrevivente, cada humano de Nova Iorque. A beleza vence.


Nunca Sounds of Silence soou tão comovente:


[hoje, há pouco, no Ground Zero]

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Tchii, passei os 50 000 sem dar conta

Nem sei se festeje... ao fim de quase 3 anos ainda nem um estádio enchi...

Bom, seja lá, aos 50 000, obrigado !




sábado, 9 de julho de 2011

O último Atlantis, arte do séc XXI


Despedida de uma das mais complexas e perfeitas obras da humanidade. Não podia haver maior contraste com o post anterior, e contudo só passaram uns 36 000 anos. Um breve suspiro no tempo.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Ruhevoll

Esta é dedicada a moi même...



em dose dupla !

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Like I 'd never been made


I'm just a painted flower on silk brocade
Left in the sun I will slowly fade
Fade to nothing like I'd never been made
Like I'd never been made

I'm just a painted flower, a frozen bloom
Left alone in some forgotten room
A fly in amber, I pose in my tomb
I pose in my tomb

I'm only drops of paint in a silver frame
Without an aim and without a name
Gathering dust, every day just the same
Every day just the same

Stephen Merrit/ Magnetic Fields - Realism

domingo, 20 de março de 2011

Bem-vinda


Equinócio, Primavera, ontem,


Árvore, dia dela, hoje

La cueillir quel dommage !
la laisser quel dommage !
Ah ! cette violette

Naojo

Dans l'eau que je puise
scintille le début
du printemps

Ringaï

Quand le jardin
fut balayé de frais
tombèrent des fleurs de camélia

Yaha

Arbres en fleurs,
Illuminent le tramway,
Multicolores.

Antonin Subtil


sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

2010 / 2011

Não sei como encerrar ... talvez com o mar, eterno retorno, o mar da madrugada, vento leste, sol nascente, dourando as cristas que o sopro levanta...


Homme libre, toujours tu chériras la mer!
La mer est ton miroir; tu contemples ton âme
Dans le déroulement infini de sa lame,
Et ton esprit n'est pas un gouffre moins amer.


Charles Baudelaire



Que 2011 traga novos mares de descoberta mas também de embalo e bonança para todos vós.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

faleceu Górecki (1933 - 2010)

Henryk Gorecki, nascido em Czernica, na Silésia, Polónia, em 1933, foi um dos grandes compositores da segunda metade do séc XX. O seu trabalho notável com a London Sinfonietta e o Kronos Quartet, depois da sua demissão de professor de música em Katowice por oposição ao regime, ficará como o seu melhor legado.

Tendo começado ao estilo modernista comum na época, na linha de Bartók e Webern, adoptou mais tarde uma linguagem mais minimalista e ao mesmo tempo contemplativa e mística, numa linha próxima de Arvo Part.

Depois da famosa e muito ouvida Sinfonia nº 3, deixa uma 4ª sinfonia acabada mas ainda não estreada.

Henryk Mikołaj Górecki
Nº. 1 de "Três peças ao estilo antigo"


quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Bela ISS


À sua maneira bela, sim. Foi composta, como uma sinfonia, tem texturas e dinâmicas, como um quadro, e habitam-na várias personagens, como num romance. Baila no espaço, como no 2001 de Kubrik, e é obra eternamente inacabada, como arte moderna que se preze.


Pode não ser muito útil - é arte, pois. Pode ter sido caríssima - como a Casa da Música...

Mas é arte acima de tudo porque é orgulho do Homem e me dá imenso prazer que exista, testemunho mais avançado da civilização, como um farol, a dizer - vejam só onde já chegamos, nós, as formiguinhas lá de baixo.

Fez 10 anos, tem mais outros tantos pela frente. Parabéns. Para bem.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Perseidas , lá vêm elas !


Aí estão as estrelas cadentes /2010. Noites de 11, 12 (máximo) e 13, a partir das 22h00, na constelação de Perseu.

Dizem que vai ser um bom ano, sobretudo devido à Lua, que não se vê porque se põe muito cedo (ao pôr do sol), e a uma média de 50 meteoros por hora ( a maioria invisíveis a olho nu).

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Gustav Mahler, 7/07/1860

Fez-se luz:

Janet Baker, Urlicht, da 2ª sinfonia

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Dispenso Papas - 4

Em cada aldeia, há um homem que levanta a chama - o professor - e outro que tenta apagá-la - o clérigo.

Vítor Hugo


Questionemos mesmo a própria existência de Deus; porque, se Deus houver, deve aprovar muito mais uma homenagem da razão do que o medo cego.

Thomas Jefferson

Os homens nunca fazem Mal tão intensamente e empenhadamente como quando o fazem em nome da convicção religiosa.

Blaise Pascal

Nota
"Atheist Bus" é uma campanha contra a crença religiosa que tem percorrido vários países da Europa (ao que sei, Inglaterra, Espanha, Alemanha, Holanda, Itália - mas só em Génova! -, Finlândia), vários estados americanos, Canadá, Austrália, Nova Zelândia.

A campanha foi lançada pela British Humanist Association.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Dispenso Papas - 2

Graças a Deus, sou ateu !

Salvador Dali

Quando é que descobri que sou Deus ? Bem, estava a rezar e de repente tomei consciência de que estava a falar comigo próprio.

Peter O'Toole

Fotos da campanha Atheist Bus

domingo, 9 de maio de 2010

Futebol, Fátima e país Falido

Dispenso Papas - 1

Com receio de ser desagradável, pelo que desde já peço desculpa (costumo ser tão consensual...), vou começar aqui uma pequena campanha anti-papal. Irrita-me tanto a vinda do Papa como o jogo da bola ou o Tony Carreira, mas neste caso a histeria nacional, o decretar de feriados, o arregimentar de criancinhas em T shirts - tal como para a apoiar a Selecção, claro -, as despesas idiotas com palanques, cerimónias, guarda policial, tudo isto reveste um tal grau ZERO de civilização e racionaldade que não consigo ficar indiferente.

A receita para um país falido, e não apenas economicamente, falido como país, como nação, já Salazar a tinha: fado, fátima e futebol. Circo para o povo, mas não um circo qualquer - um circo ideológico que comunica conformação com valores e dogmas, e dá escapes emocionais às frustrações. Um circo que está na base do atraso, da recusa do progresso, da indiferença pela elevação cultural.

A vinda do Papa e a vitória do Benfica vêem mesmo a calhar num período coberto de cinzas vulcânicas como o que atravessamos, com os poderes internacionais ao mesmo tempo paralizados face ao pandemónio económico e delirantes com a oportunidade de encher os bolsos à custa dos mais fracos, pois o caos reinante é o meio ideal para manobras especulativas e o desenho de novas estratégias lucrativas.

Aleluia, vem o Papa! Aleluia, o Benfica ganhou! A festaça vai ser grande, a ressaca talvez ainda maior. Portugal não é uma nação, não tem futuro, não tem projecto, não tem alma ? Ora, paleio de velhos do restelo, miserabilistas e traidores. Então e o Ronaldo, e o Mourinho, e a Kátia? Hã? Grandes portugueses, hã? E vem aí o 13 de Maio, aleluia, esqueçam essas perrices. E depois vamos a ver quem ganha , se o Cavaco se o Alegre. Ambos grandes homens, pensadores de escol!

Vou por isso começar uma pequena campanha nesta semana que para mim é de luto e doença, física e mental. Não tenho culpa de ser ateu, é daquelas evidências que dois dedos de racionalidade me impoem. Não é a pessoa do Papa que ponho em causa: são as crenças e crendices, as manipulações em massa, as mentiras passadas como verdades, o jogo sarcástico dos poderosos com a ignorância dos povos.

Dispenso Papas - 1


"Se Deus existe, espero que tenha uma boa desculpa !"
Woody Allen

domingo, 25 de abril de 2010

Liberdades

A liberdade, para ter sentido numa sociedade organizada tem de consistir numa amálgama de hierarquias de liberdades e de restrições.
Samuel Hendel

A liberdade vive no coração, na acção e no espírito dos homens, por isso tem de ser diariamente conquistada e refrescada – senão, como uma flor cortada das raizes, definha e morre.
Dwight D. Eisenhower

A minha definição de sociedade livre é uma sociedade onde não corre perigo quem é impopular.
Adlai Stevenson

A liberdade diminui à medida que o homem evolui e se torna civilizado.
Salazar

A grande meia verdade: liberdade.
William Blake

A renúncia é a libertação. Não querer é poder.
Fernando Pessoa

É verdade que a liberdade é preciosa. Tão preciosa que deve ser cuidadosamente racionada.
V. Lenin

Ser livre não é fazer o que se quer, mas querer o que se pode.
J.P. Sartre

O problema de haver eleições livres, é que nunca se sabe quem vai ganhar.
L. Brezhnev

Se uma nação dá mais valor a alguma coisa do que à liberdade, vai com certeza perder a sua liberdade; e a ironia é que se o que valoriza é o conforto ou a riqueza, vai perder isso também.
Somerset Maugham

Ninguém é livre, até os pássaros estão engaiolados no céu
Bob Dylan.

Os irresponsáveis vêem a liberdade como a fuga a qualquer lei, a qualquer constrangimento; os sábios vêem na liberdade, pelo contrário, a poderosa Lei das Leis.
Walt Whitman

Lascia ch'io pianga
mia cruda sorte,
e che sospiri la libertà.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Livros em dia ?

... and to write !

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Cortés, herói ou bandido ?

Hernán Cortés de Monroy y Pizarro (1485 – 1547) foi o conquistador espanhol que chefiou a expedição que arruinou o império Azteca e entregou a maior parte das terras mexicanas ao Rei de Castela, no séc XVI.

Em 1518 Velázquez, governador de Hispaniola (Cuba), atrapalhado com falta de terras cultiváveis e mão de obra escrava, entregou a Cortés o comando de uma expedição para explorar, negociar e controlar o interior do México para a sua colonização.

Cortés tinha 19 anos , e deixara a Espanha após um breve período de estudo das Leis. A sua ambição e forte personalidade causaram desconfiança a Velásquez, que acabou por o retirar da missão, mas Cortés ignorou as ordens e, com 11 barcos, 500 homens, 13 cavalos e alguns canhões, desembarcou na Península de Yucatan. Mas não tencionava apenas explorar, negociar e libertar alguns prisioneiros cristãos: ambicionava a conquista do México.

Avançou para o interior e descobriu Tenochtitlan, capital do império Azteca. Apoiado por vários povos indígenas aliados, que forneciam guias e intérpretes, a expedição duraria 3 meses ao longo de 300 difíceis quilómetros.

O império Azteca era relativamente jovem - datava do séc XIV - e encontrava-se numa fase próspera e de franca expansão. Tenochtitlán era um esplêndido complexo de construções, templos, lagos, canais, um grande centro de civilização.

A população da cidade começou por se iludir, julgando Cortés descendente da dividade Quetzalcoatlin, de pele branca. A profecia previa o regresso de Quetzalcoatlin para reclamar a sua autoridade sobre os Aztecas. Moctezuma, o imperador, acolheu Cortés como um deus, com grandes oferendas aos espanhóis.

Mas, a pretexto de barbaridades cometidas pelos selvagens, Cortés aprisionou Moctezuma; e depois de um período confuso de escaramuças, os espanhóis finalmente cercaram Tenochtitlán em 1521 e invadiram a cidade, destruindo tudo e todos de tal maneira que dela pouco restou senão as escassas marcas que os turistas hoje visitam.

Os tesouros dos Aztecas vieram para Espanha, e Cortés foi recebido como herói, nomeado governor da nova colónia, mas acabou por cair em desgraça, e voltou a Espanha para morrer pouco depois.

A acção de Cortés foi a maior contribuição de um só indivíduo em terras e tesouros para a coroa espanhola.

Assim se escreveu uma daquelas irreversíveis páginas da História, que transformaria para sempre a América do Sul numa imitação pobre da Europa mediterrânica, por vezes até com grande dignidade (Buenos Aires, Borges...), outras vezes numa triste palhaçada de civilização ocidental. Fica a dúvida, contudo: entregue a si própria, não se teria tornado antes numa outra África paupérrima, tribal e corrupta? Só tenho uma certeza: os europeus podiam ter-se comportado bem melhor, tanto mais que apregoavam belos valores cristãos, e promovido muito mais riqueza e desenvolvimento, em vez de se dedicaram à roubalheira e à escravatura. Não será isto tão vergonhoso como Auschwitz ou o Gulag ?

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Jules Gabriel Verne, Nantes, 8 de Fevereiro de 1828, génio

O Castelo dos Cárpatos


A Volta ao Mundo em 80 dias

As 20000 léguas submarinas

Robur, o Conquistador

Da Terra à Lua

Cinco semanas em Balão

A obra máxima de Verne foram as 54 "Voyages Extraordinaires": Cinco semanas em Balão (1863), Viagem ao Centro da Terra (1864), Da Terra à Lua (1865), 20000 léguas submarinas (1869–1870), O Raio Verde (1872), Volta ao Mundo em 80 Dias (1873), Robur o Conquistador (1887)...
Verne escreveu sobre temas de estudo científico - o ar, o espaço, o fundo do mar, o gelo, a lua, o interior da Terra, o ártico - e para todos imaginou viagens e aparelhos que só muitos anos mais tarde seriam possíveis.

O Capitão Nemo é talvez a mais famosa das suas criaturas, um antiherói que ficou na história da literatura. Amador das artes, humanista, antiesclavagista e defensor dos povos oprimidos, era na versão original de Verne um refugiado polaco que vingava as humilhações impostas à sua pátria. Admirador de Poe, Verne ficou impressionado com o Maëlstrom, e é lá que o Nautilus se vai afundar para sempre.

Escreveu também novelas de aventura heróica como Miguel Strogoff (1876) , estranhamente premonitória do extermínio nazi, dos batalhões suicidas de presos políticos, da batalha de S. Petersburgo. E dramas como O Castelo dos Cárpatos (1892) sobre a ópera, as divas e imagens holográficas. Estão entre as suas melhores obras.

Em 1863, escreve uma das últimas obras, Paris no século XX, sobre uma cidade de arranha-céus de vidro, automóveis, combóios de alta velocidade, computadores, uma rede global de comunicações parecida com a Internet !!! Não foi publicada porque as pessoas eram descritas como profundamente infelizes , o que era uma visão demasiado pessimista do futuro... o homem era mesmo um génio visionário!

As suas obras podem ser lidas online no Projecto Gutemberg. Mas não há nada como o livro, de preferência em francês, bien entendu.