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quarta-feira, 27 de abril de 2016

Excursão anual à FCG: Tom Koopman + ? CNB


Primeira passeata desde a malfadada operação de Março, este ano vou à capital para um programa de luxo na Gulbenkian dirigido por Tom Koopman. Depois conto.
Tenciono também ir ao Teatro Camões para o Romeu e Julieta de Shakespeare (excertos??) com a C.N.B., uma incógnita algo suspeita.

Como apetizer, daqui fica o belíssimo Laudate dominum das Vesperae Solennes de Confessore K339 de Mozart.
Canta Barbara Schlick, com a Orq. Barroca de Amsterdam, dir. Tom Koopman.


Infelizmente Koopman não traz a Lisboa a sua Amsterdam Baroque...  e quanto a solistas, nomes pouco conhecidos:
Yetzabel Fernandez, soprano
Bogna Bartoszmezzo/contralto

Com Bartosz, Koopman já trabalhou, por exemplo aqui em Bach (BWV 243a):


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Como extra turístico, quero ver se desta vez faço a carreira 28 Estrela acima, Estrela abaixo.


quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Windows * / Janelas


Da minha estada recente em Guimarães, uma preciosa colecção de janelas na luz bonita do sol outonal.







A morning-glory at my window satisfies me more than the metaphysics of books.
                                                             
                                                                                                  Walt Whitman













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* Tenho reparado que basta o título ter uma palavra reconhecida internacionalmente - pode ser em inglês, francês ou italiano - para que o número de visitas suba para o dobro. Vou usar esse "truque" xico-esperto com mais frequência ...

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Em Guimarães, no Grand Finale do jazz-2015



Como se tornou hábito, em Novembro rumo ao Centro Cultural Vila Flor.



Este ano os últimos dias do Guimarães Jazz são de topo. Joshua Redman e Maria Schneider já conheço bem, deverão ser dois concertos do melhor jazz. Archie Shepp conheço mal, e o que conheço é demasiado free para o meu gosto, mas a idade pode ter tornado mais cool o saxofonista virtuoso.


E é sempre bom viver em Guimarães po uns dias, talvez a cidade do norte onde há melhor qualidade urbana, uma das minhas cidades pequenas favoritas, com Chaves, Aveiro e Tomar.

Deixo aqui Joshua Redman.
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sábado, 17 de janeiro de 2015

Elisabeth Leonskaja com Ainars Rubikis: brilhante !


Pessimismo desmentido: nenhum dos meus receios se concretizou no concerto desta 6ª feira na Gulbenkian. E sobretudo a articulação e o entrosamento entre a pianista e a direcção de orquestra foram perfeitos - perfeitos como é raro acontecer. Apesar da diferença de idades, Leonskaja e o letão Rubikis entendem-se musicalmente às mil maravilhas, talvez com uma pequena tendência do maestro para contenção e timidez, ao contrário do que eu tinha lido.

A orquestra Gulbenkian foi tão bem dirigida, tão meticulosmente acertada com o piano extrovertido e intensamente romântico, às vezes explosivo, de Leonskaja, que posso afirmar, contente: esta foi a melhor interpretação que ouvi até hoje ao vivo das duas obras primas para piano de Brahms.

Talvez gostasse de um andamento um pouco mais rápido nos andantes sobretudo; houve um ou outro dedilhado demasiado seco onde ou gostaria de mais detalhe ou delicadeza; mas uma interpretação nunca é perfeita. Esta transmitiu de forma transbordante todo o pathos que há em Brahms, com particular entusiasmo da pianista, e conseguiu esse milagre raro de acerto milimétrico entre entradas da orquestra e do piano - muitas vezes mal tratadas - e que resultaram mesmo por vezes surpreendentes, como se nunca antes tivesse ouvido 'aquele' sublinhado nas cordas, 'aquele' staccato onde não se esperava e que resulta tão expressivo.



No final, o entusiasmo foi recíproco - a pianista não se cansava de agradecer efusivamente ao amigo Rubikis, e igualmente às secções da orquestra, as cordas graves, os sopros - divinalmente executados ! De brinde, ofereceu  a repetição do allegretto final do 2º concerto.

Ganhou Brahms, de forma contundente ! Que grande música esta.


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O concerto foi gravado, provavelmente passará no Mezzo. Sala esgotada, poucas tosses.





terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Lisboa, FCG, dois "Brahms" com Elisabeth Leonskaja.


Escapada anual a Lisboa, desta vez mais cedo que o habitual. É que, podendo, não perco um concerto de Brahms para piano, e Elisabeth Leonskaja vem à FCG tocar os dois de uma assentada. Raridade.


Leonskaja não é conhecida pela delicadeza, nem pela subtileza, nem pela excelência do toque. Não é nenhuma Maria João Pires. É uma pianista à boa maneira russa (por acaso é georgiana), técnica impecável, força máscula, um pouco martelado às vezes, mas abundante em dinâmica e pathos. Em Brahms pode resultar ora melhor, ora pior. Não espero pianíssimos sublimes, mas sangue, suor e lágrimas.

Preocupa-me mais Ainars Rubikis, que vai dirigir a orquestra da Fundação, do qual tenho ouvido dizer praticamente a mesma coisa: falta de subtileza e empenho nos momentos delicados, tendência para os fortíssimos  com excesso de metais. As duas sensibilidades parecem demasiado ressonantes, preferia algum equilíbrio.

Veremos. De resto, há pouco para fazer em Lisboa, por esta altura.

Fica a Leonskaja com Paavo Järvi :

domingo, 16 de novembro de 2014

GuiJazz 2014: Lee Konitz, e a Trondheim Jazz com Joshua Redman


Guimarães continua uma preciosidade quase única por cá. Agenda cultural, espaço histórico, museus, comodidade urbana, comércio variado e abundante com algumas lojas 'de culto', muitas delas alimentadas pela indústria e artesões locais. É a minha nº 1 para compras de Natal, muito melhor que qualquer shopping, com a vantagem de ar livre, espaços bonitos e cafés onde até se pode ainda fumar. A gentileza das gentes, que sempre atendem bem dispostas e afáveis, é outro ponto forte.

Ainda para mais, tem um dos poucos eventos nacionais de topo, frequentado por verdadeiras elites, o melhor que se faz nessa arte : o Guimarães Jazz.

Este ano escolhi ouvir Lee Konitz e Joshua Redman, ambos saxofonistas de estilo ó quão diferente, o segundo acompanhado por uma orquestra de jazz de dimensão média e origem muito nórdica - a Trondheim Jazz Orchestra (*).

Sei pouco de jazz, aprecio como sou capaz de apreciar música em geral - a qualidade da execução solista e de conjunto, os diálogos entre partes, a estrutura da peça, temas, invenção harmónica e rítmica... (já que de melodia o jazz é menos produtivo). De nomes, história e referências sou uma quase nulidade, e escolho concertos ouvindo primeiro algumas amostras a ver se me agradam ( a não ser que seja um daqueles monstros sagrados, Gary Peacock, Paul Motian, John Surman, Garbarek...).

Lee Konitz deu um concerto muito bonito, suave e melodioso, usando os tons mais macios e doces do saxofone e fazendo jazz quase clássico, com swing na secção rítmica, muito nova-iorquino. Sempre discreto, as entradas do sax nasciam quase despercebidas do silêncio, eram primorosas no progressivo atingir de virtuosismo sem nunca se mostrar exibicionista. Gostei muito, mas menos da disposição de Konitz para cantarolar. Parece que é um toque / tique pessoal.


A orquestra de Trondheim, dirigida por Eirik Hegdal, começou num quase caos modernista, podia ser Stockhausen, e desagradou ; mas à terceira peça já eu fiquei rendido ao fenomenal domínio técnico e à execução de Redman, que aos poucos foi mostrando o que vale - bem mais ousado, provocador e estimulante que Konitz; em regra as entradas do que eles chamavam "songs" eram o tal caos ruidoso, às vezes com toques de humor, mas depois evoluía para "andantes" ou "adagios" de extrema beleza.

Até que se meteram a tocar Bach e, por mal dos meus pecados, foi um desconchavo. Escusado. O melhor momento, de grande beleza, foi um tema pausado com acompanhamento nas cordas a marcar o ritmo (violoncelo e contrabaixo) e com solos de violino, guitarra eléctrica (Nils-Olav Johansen, muito bom) e saxofone.

Uma excelente e agradável variante aos concertos da Casa da Música - e já agora, o Centro Cultural Vila Flor ganha em toda a linha - conforto, acessibilidade, serviços e preços.



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(*) Trondheim é uma das mais bonitas cidades da Noruega, muito perto do círculo polar ártico.

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Em Saint-Malo, cidade corsária


A dar uma voltinha pela Bretanha oriental:
Dinan, Saint-Malo e a costa.


Mon bonheur est pour bientôt
Déjà je toucherai terre 
Quand entre le ciel et l'eau 
Surgira la flèche altière 
Du clocher de Saint-Malo.



À bientôt.


quinta-feira, 12 de junho de 2014

Ré - regresso a uma ilha



Nada como voltar a lugares que nos deram felicidade.
Há quem veja o paraíso nas ilhas tropicais ou nas paragens exóticas. Por mim, se e quando precisar de paraíso, a Ilha de Ré é o que tenho de mais parecido e à mão. E a aldeia de Ars-en-Ré é perfeita para lá morar uns dias. Não é por acaso que o Huffington Post a colocou em primeiro entre 10 vilas francesas de 'charme'.
Vou por isso uma semaninha, entre o azul do mar e o que pinta as fachadas caiadas, entre o ar fresco da maresia e um bom crepe salgado com um pinot blanc.

Desta vez não há festival, hélas, o Ré Majeur já terminou por esta altura. Paciência para os ouvidos, que se contentem com o silêncio das ruas sem carrros, e regalem-se os outros sentidos.


Links:
Artigo do Huffington Post
Un des plus beaux villages de France

Deixo uma 'cançoneta' de Claude Nogaro:

domingo, 23 de fevereiro de 2014

MusicaEterna, de Perm para a Gulbenkian


Ora então, Perm estabelece a fronteira leste da Europa.

Perm State Opera and Ballet Theatre: http://permopera.ru/en/

Graças à globalização e aos voos lowcost, uma orquestra, com coro e solistas, pode deslocar-se dos Urais a Lisboa a um preço acessível, muito menos que qualquer ensemble semelhante francês, alemão ou italiano.

A MusicaEterna de Teodor Currentzis é um fenómeno recente e um caso à parte do movimento de renovação da interpretação musical. A abordagem é radical, de uma secura instrumental espartana que pode chocar, um ritmo fortemente marcado e acelerado, que procura por um lado a vivacidade, por outro lado uma apreciação mais 'espiritual' - é este lado que Currentzis quer fazer sobressair na interpretação. Não agrada a todos, pode soar a esterilidade siberiana mesclada com extremismo barroco.

Anyway, lá vou eu de 'TGV ' para a capital. Expectativa de uma interessante soirée lírica. Anna  Prohaska pode ser uma Dido 'diferente', assim evite os habituais descontroles de voz e exageros de sensualidade.

24 de Fevereiro, Grande Auditório da FCG
MusicaEterna, orquestra e côro
Teodor Currentzis (direcção)
Anna Prohaska, Tobias Berndt, Maria Forsström, Fanie Antonelou (...)

Georg Friedrich Händel
Dixit Dominus, HWV 232 (excertos)

Henry Purcell
Dido e Eneias


tour europeu de Currentzis no site da Orquestra/Teatro de Estado de Perm:
http://permopera.ru/en/playbills/touring/2014/show/4586

- Ah, e conto aproveitar para visitar o Museu do Azulejo e os 'Prados' no MAA. Os Czares do Oriente ficam para melhor oportunidade.

Aqui fica Anna Prohaska a cantar Purcell:

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

A Valladolid das praças e museus


Já foi capital ibérica, capital do Império sob Filipe II e Filipe III, aqui nasceram monarcas, aqui morou e faleceu Colombo; tem o terceiro maior teatro de ópera de Espanha, e uma das mais bonitas Plazas Mayores; à volta, um centro de cidade plano e feioso, mas onde se encontram dispersos alguns recantos bonitos, várias ruas com passeios sob arcadas, três bons museus e arquitectura religiosa (mas nada de muita valia). Uma Universidade e muitos cafés dão-lhe vida cultural e animação.

Começo pela sala de visitas:


A Plaza Mayor data do reinado de Filipe II, que aliás iria transferir a capital para Madrid.

Serviu de mercado, para cerimónias religiosas e celebrações da realeza.


Contígua, a Plaza de la Fuente Dorada, triangular:


 Arquitectura:

A torre octogonal da Catedral.

Rua comercial do centro

Museu de escultura / Colégio San Gregório
Gótico plateresco, séc. XV

O claustro:



Uma peça magnífica:
Três gerações-'Santa Ana, Maria e o Menino'; carvalho policromado, ~1525


Museu Oriental
Ao que dizem, o mais rico de Espanha em arte oriental.

Barco das Flores, Cantão, ~1860
A casa dos 4 prazeres - comer, jogar, fumar e... flirtar.

Pássaros e flores num jarrão (detalhe), período Meiji, séc XIX:

'Apoio de Cabeça', o meu preferido, que coisa linda.
Dinastia Ming, porcelana.


Site do museu:
http://www.museo-oriental.es/ukjapon.asp?curr4=t




Vale, vale.