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terça-feira, 7 de julho de 2015

Em Lübeck




Lubeca urbs imperialis libera, civitatum Wandalicarum, et inclytae Hanseaticae societatis caput


nota: Wandalicarum, dos Vândalos, é erro histórico - confusão com Vênedos (WendsVindr, Venden, Venedi), eslavos do ocidente que se instalaram no Báltico no 1º milénio D.C. 

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Leigh, Kent: uma igreja rural inglesa e um órgão azul


Leigh á uma aldeiazita no norte do condado de Kent, e mais parece um condomínio de moradias de tijolo avermelhado da cor da terra barrenta, disseminadas entre sebes e jardins, atravessado por arruamentos que correm em meandros sem direcção definida. Florida, muito florida, e decorada com Aston Martins e Jaguars a dar sinal do nível de quem lá vive.
"Either rich, or filthy rich".




Uma roseira trepadora

Jardim privado

Uma estação de combóio, uma paragem de autocarro, um posto de correios, uma loja tem-tudo, e um country pub à face da estrada - o Fleur de Lis - muito simpático entre profusão de arranjos florais coloridos. Bom café, vá lá.


Uma das 'atrações' é um poço coberto, com bomba manual, operada com alavanca.

Mas o mais interessante é provavelmente a Igreja de Santa Maria.

Entrada pelo graveyard.


St. Mary's foi construída no séc XIII - várias secções em pedra atestam esta antiguidade medieval; mas sofreu incêndios e maus tratos, pelo que foi profundamente remodelada em 1860, quando foi construída a alta torre com ameias revivalistas e nada menos que 6 sinos !

Tem graça o pórtico lateral (restaurado) e a pequena torre.

No interior, do lado sul da capela-mor, este belo órgão  Hill and Son , de 1879.

[ Fotos dedicadas à Gi :) ]

Os melhores vitrais estão na fachada sul, e representam um ano de trabalho agrícola - lavrar, semear e colher.


Uma meia-tarde soalheira bem passada.

domingo, 28 de julho de 2013

Kent & Sussex, V:
- Bookshops, tearooms and else


Provavelmente vou ficar por aqui nesta reportagem de férias, tenho outros assuntos a tratar no Livro  :)

The Tiny book shop

Livrarias e salas de chá são os marcos infalíveis de qualquer cidade, vila ou aldeia inglesa. Fico sempre admirado com a vitalidade das lojas de livros, novos ou usados, nas mais recônditas vielas de um aglomerado qualquer.



E muitas vezes mesmo ao lado, cor de rosa ou azul, a também previsível tearoom onde senhoras idosas passam as horas mortas da tarde, e gulosos como eu correm aos scones com creme e compota.

Lewes: livros usados e, ao lado, florista e casa de chá (tudo junto) - a Lewesiana !

Rye: a mais florida

Rottingdean: a mais cor-de-rosa
'Scrumptious' ?! Ena.

Creme, sim, creme de nata, e não natas plastificadas. Abuso um bocado, eu, mas o Earl Grey ajuda a digerir.



Também se pode subir de nível, nas cidades, e ir ao chá num hotel requintado, de charme. Não se fica arruinado e podemos mimar-nos com um serviço atencioso, bom inglês, bela louça inglesa. E também já há expressos bem tirados.



Lewes tem disso tudo, mais as floreiras e as portas bonitas e calçadas de pedra íngremes como nas nossas aldeias de serra. A diferença é que ali ao lado há Glyndebourne.

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Em Tunbridge Wells, saiu-me a sorte grande e tive prendas : dois magníficos livros de poesia, belamente ilustrados, que estavam na prateleira da rua a 50 p. cada ! Custa a acreditar.

Keats, de When the Night doth Meet the Noon :

                               Oh, sweet Fancy! let her loose; 
                               Every thing is spoilt by use: 
                               Where's the cheek that doth not fade, 
                               Too much gaz'd at? Where's the maid 
                               Whose lip mature is ever new? 
                               Where's the eye, however blue, 
                               Doth not weary? Where's the face 
                               One would meet in every place? 
                               Where's the voice, however soft, 
                               One would hear so very oft? 


e Dickinson, de Acts of Light :

                              Beauty crowds me till I die
                              Beauty, mercy have on me!
                              But if I expire today,
                              Let it be in sight of thee -




Um gosto de ler, sim, mas de ver e folhear, também.
E pelo preço de um café - em Portugal, claro.


quinta-feira, 25 de julho de 2013

Kent & Sussex , IV :
- A costa de Eastbourne, paisagem e história


Talvez a melhor área balnear e paisagística da costa do Sussex seja a parte litoral do 'South Downs National Park', em torno de Eastbourne.


Esta estância elistista da belle-époque vitoriana exibe uma frente de hotéis e residências a lembrar as da Côte d'Azur,  e o mais magnífico dos "piers" (pontões sobre estacas mar adentro) que até hoje visitei na costa inglesa. Impressiona a limpeza e o bom estado de manutenção, tanto do pier como da marginal. Mas há mais.

O Pier de Eastbourne

Construído entre 1866 e 1872, com trabalho em ferro do melhor que se fazia na altura, e ancoramento elástico para resistir ao mau tempo.




A glória da 2ª era do ferro !

Dolce far niente à inglesa

A frente marítima de Eastbourne

Vista do alto de Beachy Head
Passa por mediterrânico...

Gente famosa que por aqui andou: Charles Dickens na sua juventude; Conan Doyle nasceu perto e frequentou o passeio marítimo; o explorador polar Ernest Shackleton tinha residência em Eastbourne; Debussy compôs La mer no Grand Hotel, em 1905.
Mas, mais inacreditável,  Karl Marx e F. Engels passavam aqui longas temporadas ! As cinzas de Engels foram espalhadas pelo mar do alto da falésia em Beachy Head, a seu pedido...

A aldeia de East Dean

Um casario bonito no meio de relvados e jardins, num vale viçoso e ondulante.


Casa de retiro de Sherlock Holmes, “a small farm upon the Downs, five miles from Eastbourne”, segundo Doyle.

Doyle nasceu perto daqui, no East Sussex.

Fim de uma tarde quente na Tiger Inn, onde se junta toda a comunidade, e que bem me soube half a pint.

As falésias brancas

Desde Eastbourne para poente, estende-se uma falésia vertical de calcário branco (giz); ao fundo, praias de difícil acesso; no alto, um percurso de planalto ondulado coberto de erva, seara de espigas e árvores esparsas..

Parece que se contam sete "ondas" de falésia, daí o nome.


Situada nos arredores de Glyndebourne (festival de ópera) e Herstmonceux (castelo e jardins), numa costa precipitosa e coberta de verdura, Eastbourne é o centro urbano mais atraente deste litoral.

Sobre Lewes, cidadezinha mais próxima de Glyndebourne, escreverei em breve.

terça-feira, 23 de julho de 2013

Uma galeria em Brighton e dois poemas de Nancy Campbell


Em Brighton visitei a galeria  ONCA, onde sabia estar a correr uma exposição - Making Tracks - com trabalhos de Nancy Campbell. É uma escritora de Oxford, que eu conhecia por contactos na blogosfera desde que esteve residente em Upernavik, Gronelândia, como curadora do pequeno museu. O Ártico é um dos seus temas recorrentes.

Nancy Campbell está também ligada à publição artesanal de livros, que são em si obras de arte, manufacturados com criatividade em materiais reciclados.


Não foi fácil, mas lá encontrei a St George's Place.


The Night Hunter, um poema em painéis que se desdobram, para ser lido suspenso do tecto :

Mais sobre este "livro" aqui.


The Suitcase Library


Uma instalação com livritos de esboços e pequenos poemas em folhas verdes com textura de papiro, enroladas no gargalo de frascos de vidro: irresistíveis !


Outro poema de Nancy Campbell:


"Obituary"