sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Pare, escute

Vigil, de Suzanne Vega e os Greenwich Village Songwriters Exchange(2002)

Um projecto pós- 11 de Setembro de Suzanne Vega, que reuniu um grupo de músicos da Village (Jack Hardy, Tim Robinson...) que sentiam a necessidade de exprimir qualquer coisa sobre os acontecimentos do 9-11.

Sem grande produção, este é um disco como todos deviam ser, apetece dizer "como eram dantes" : belo, melancólico, visionário, à flor da pele, por vezes sussurrado mas nunca gritado, com melodias e acompanhamentos elaborados mas sem dar nas vistas nem ceder ao "entrar no ouvido" de refrões fáceis, um disco não comercial, de que pouco se ouviu falar mas que devia ser um exemplo para todos. Não é música"erudita"; mas que todas as canções fossem assim, de nos fazer pensar, rir , chorar, suaves ou duras mas de uma simplicidade trabalhada, cantadas com a intensidade de quem não está a fingir.

Apetece ouvir muitas vezes. Mais à noite, no silêncio.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Giotto, imperdível


Cito, de http://noticias.up.pt/

Tem a forma exacta da Capela. No interior, um conjunto de fotografias reproduz os frescos, acompanhados de painéis didácticos e informativos que permitem mais facilmente reconhecer aquela que é das mais importantes obras-primas da arte ocidental: os frescos de Giotto na Capela de Scrovegni, em Pádua.

Construída em madeira e aço, o que se apresenta, no átrio de Química da Reitoria da Universidade do Porto, é uma réplica, à escala de 1 por 4, desta pequena igreja (21,5 metros de comprimento por 8,5 m de largura e 12,8 m de altura) mandada construir pelo banqueiro Enrico degli Scrovegni, em 1303, e consagrada à Virgem da Anunciação em 1305.
O interior expõe uma reprodução dos frescos de Giotto, tal como foram pintados nas paredes e no tecto da Capela de Scrovegni: ilustrações de grande realismo e expressividade que retratam cenas da vida de Cristo e da Virgem Maria.

Idealizada em 1987, para as celebrações dos 650 anos da morte de Giotto, que se comemoraram em Itália em 1988, esta exposição itinerante já esteve patente em cidades como Bruxelas, Weimar, Taipei, Córdova, Moscovo, São Petersburgo, Oslo, Amesterdão, Buenos Aires, Lima e Montreal.

Esta obra-prima de Giotto, considerado o grande renovador da pintura italiana, chega agora ao Porto, numa iniciativa da Universidade do Porto em colaboração com o Turismo de Pádua e o Consulado de Itália no Porto.

A exposição, patente de 26 de Fevereiro a 7 de Maio de 2009, pode ser visitada de segunda a Sábado, das 10h00 às 20h00. A entrada é livre.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Um violeiro toca - Almir Sater

Em tempo de música brasileira, uma das coisas mais lindas de sempre:


Tudo é sertão, tudo é paixão, se um violeiro toca...