domingo, 11 de abril de 2010

De volta

Ouvi numa rádio local um intelectual suíço cujo nome me passou defender que:

A Suíça não existe.

Dizia ele que não há uma etnia nem uma linguagem que criem uma identidade nacional. Há italianos, franceses e alemães, que nem se dão muito bem e passam a vida a troçar uns dos outros. Uns querem a União Europeia, outros não. "Até o país Basco é mais país que a Suíça."
O entrevistador perguntou, e então o queijo suíço, os relógios, a farmacêutica, os bancos, a Nestlé, os chocolates, os canivetes...

"- Sim essa é a identidade suíça: o que fazemos , e não o que somos."

Ora muito me deu isto que pensar. Um país improvável, no meio de montanhas, sem mar nem riquezas próprias, sem História nem Descobertas, com poucos terrenos cultiváveis - fez-se. Fez- SE.

Portugal enche o peito a dizer que FOMOS e que SOMOS; mas não faz nada de jeito ! É só basófia e orgulho identitário, por que obra que se veja, enfim. É tarefa ingrata procurar o que quer que seja de português no estrangeiro. Nem queijo, nem relógios, nem medicamentos, nem bancos, nem canivetes. Nada, a não ser...emigrantes.

Regresso a casa. Mais notas de viagem (não tão amargas) seguirão.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Lese Stühl - cenas de Konstanz

Banquinho de leitura: como há tempos postei, eis um índice civilizacional: pegar, sentar e ler.

Outro exemplo - um banco público com almofadas:


Ciclo - abundância:

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Francos ou Euros ?

Por aqui, os preços sâo frequentemente em CHF ou €. A Suíça sabe aproveitar o melhor dos dois mundos. Tudo caro, dinheiro a rodos. Nunca vi tantos Porsches, Bugattis, Ferraris e Maybachs pelas ruas. Mas para meu proveito o sistema de transportes (elétricos) é impecável e os museus...ai os museus! Tive de os visitar 2 vezes para conseguir absorver minimamente tanta arte. Hei de contar mais pormenores, mas só pela Kunsthaus e pelo Rietberg já vale a pena cá vir de propósito.

(Estou com uma trabalheira a escrever, por causa dos acentos e cedilhas)

Visitei Baden , banhos romanos, Rapperswil, lindo centro histórico com praça aberta para o lago, Konstanz, do lado alemão, elegante e airosa, mas o "coup de coeur" foi Stein-am-Rhein. Ficava lá uns dias. Uma Rathausplatz lindíssima que pede meças às piazzas italianas, com fachadas decoradas com frescos e muito trabalho de gesso e pedra e pequenas marquises suspensas, tudo em vários tons de pastel. Junto ao Reno, não podia ser melhor.

Outra surpresa de ficar de boca aberta foram as quedas de água do Reno - as Rheinfalls. São as maiores da Europa ( em largura e volume de água) e como tem chovido e começou o degelo, o caudal era assustador. O sítio estava cheio de turistas, e eu que não conhecia...a vista das quedas é possiveel de vários ângulos, alguns de BAIXO para cima ... conheço quem teve medo e não foi sentir o frisson...

Amanhã, os Mestres Cantores na Opernhaus. Estou a fazer leituras preparatórias. Agora vou jantar ao Hiltl, o meu preferido, vegetariano muito IN com opção de comida a peso - consigo uns 30 CHF, 23 €, por prato.

Desculpem o estilo telegráfico, os erros e a falta de fotos. Fica para a semana.