quinta-feira, 6 de julho de 2017

De Oxford, uma prendinha inesperada :)


Fiquei derretido.


Para mim, trazido da loja Scriptum de Oxford ! que sorte...

There is no Frigate like a book
To take us Lands away,
Nor any Coursers like a Page 
Of prancing Poetry.

                                       Não há Fragata como um livro
                                       P'ra nos levar Terras afora,
                                       Nem há Corcel como uma Página
                                       De rampante Poesia.



A papelaria e livraria Scriptum fica na Turl Street, no centro histórico de Oxford.




Obrigado !  

To make a prairie it takes a clover and one bee,-
And revery.


The revery alone will do
If bees are few.

                                                               Emily Dickinson

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Bees are fewer and fewer, yes.


domingo, 2 de julho de 2017

O beauteous Queen


Esther é uma das menos conhecidas oratórias de Handel; foi a sua primeira, escrita em 1718 e logo revista em 1720, mais tarde adaptada e ampliada para concerto em 1732. A narrativa biblica foi inspirada no drama "Esther" de Jean Racine (1689).

Longamente injustiçada, tem desde 2012 mais uma gravação à altura pelos Dunedin Consort, o excelente agrupamento irlandês dedicado à  música antiga dirigido por John Butt.
É a versão de 1720 que os Dunedin interpretam nesta gravação.

Destaco esta ária magnífica cantada pelo tenor James Gilchrist:



[Ahasuerus, rei da Pérsia]
O beauteous queen, unclose those eyes!
My fairest shall not bleed;

Hear love's soft voice that bids thee rise
And bids thy suit succeed.
Ask, and 'tis granted from this hour,
Who shares our heart shall share our power.



quinta-feira, 29 de junho de 2017

A poesia das flores no Botânico do Porto


Flor que não dura 
Mais do que a sombra dum momento 
Tua frescura 
Persiste no meu pensamento.

                      Fernando Pessoa


O Jardim Botânico do Porto continua a ser um dos seus segredos mais bem guardados, felizmente. Poucos visitantes, ainda menos turistas. Um espaço de paraíso muito mais íntimo que os jardins do Palácio ou o Parque da Cidade, e mais ainda enquanto a cafetaria está fechada.

Desta vez, num domingo calmo, ameno, semi-encoberto, fui lá por uma escassa meia hora, mas andei deliciado com o colorido dos muitos canteiros de flores. Rosas, dálias (ou crisântemos?), cravos, margaridas, e outras que não reconheço pelo nome. A paleta de cores era um regalo.

Agora calo-me, fala a poesia das flores.





















Después de un tiempo, uno aprende (...) a plantar su propio jardín y decorar su propia alma, en lugar de esperar a que alguien le traiga flores.

Jorge Luis Borges

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Nota - este post também pode ser visto de baixo para cima ;)