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domingo, 28 de dezembro de 2025

Aegae e Pella, capitais do Reino da Macedónia, que com Alexandre se expandiu até à Índia

---- prenda de Ano Novo ! ----

Ruínas de Pella, onde nasceu Alexandre da Macedónia

O reino de onde partiu Alexandre Magno, o construtor do mais grandioso e efémero Império da História da Europa, era um pequeno território no Norte da Grécia: a Macedónia. Só desde 1970 começaram a ser revelados os vestígios e os achados dessa época, localizados sobretudo nas duas capitais - Aegae (Aigai, Aigeai) Pella - sem esquecer a cidade costeira de Olynthus, no litoral do Golfo Termaico.


Que, partindo de Pella, um chefe militar surgido do nada tenha sido capaz de erguer um grande exército, conquistar o Egipto e o poderoso Império Persa, e em apenas 11 anos um território que chegou à Índia, parece um delírio de lunático, uma invenção mirabolante. Se já em vida Alexandre era um herói efabulado, depois tornou-se um mito de lendas que pouco ou nada tinham a ver com a sua epopeia. Muito do que se conta continua por provar. 

O Império de Alexandre da Macedónia no seu auge, tinha Alexandre 30 anos.

Aegae fora a primeira capital do reino, onde Filipe II estabeleceu a sua corte e onde acabou por ser assassinado em 356 AC. Foi abandonada no século III, pois era demasiado interior, isolada, e ficou como cidade-berço e local tumular dos reis, perto da actual Vergina. A descoberto estão os vestígios do Palácio Real e do Teatro:

O Palácio de Filipe II depois do restauro

Datado de ca. 340 AC, o Palácio foi o maior da Grécia Clássica. Deverá ter tido dois ou três pisos, chão decorado com mosaicos e pinturas mas paredes

Palácio de Filipe II em Aegae.

O teatro não era grande (5000 pessoas talvez).

As excavações trouxeram um espólio que faz a riqueza do Museu Arqueológico de Vergina: os Túmulos Reais

Entrada para o Túmulo de Filipe II.

Parece a fachada de um templo. Encimando a entrada há dois frisos, um Dórico e um Jónico, com um largo fresco, bastante degradado, representando uma caçada aos leões. Foi feito um 'restauro' digital, que revelou este cavaleiro, provavelmemte Alexandre:

Detalhe da pintura mural sobre a entrada (restauro)

Lá dentro, tesouros.

Larnax Dourado do séc IV AC, cofre encontrado na sepultura real de Filipe II em Aegae/ Vergina.

Foi encontrado intacto no sarcófago; na tampa, o "Sol de Vergina", símbolo que já vem do séc VI AC.

A deslumbrante coroa e murta dourada da princesa Meda da Trácia, 6ª esposa de Filipe II, também na antecâmara do túmulo.

Fresco (detalhe) no Túmulo Real de Aegae - os cavalos de Hades para o rapto de Perséfona.

Estela funerária de Antígono, ~ 340 AC


Uma riqueza enorme em pratas:

Oinochoe com relevo de Sileno

Calyx encontrado no túmulo de Filipe II

Havia quem vivesse bem em Aegae.

O Museu expóe ainda uma peça que para alguns é a mais espectacular: um escudo cerimonial decorado a ouro e marfim, uma combinação caríssima e rara.

As figuras em marfim estão muito degradadas, deve ter sido uma peça admirável

O escudo representa Aquiles a trucidar a raínha das Amazonas durante as Guerras de Tróia. Alexandre teria tomado posse deste escudo de Aquiles quando visitou o seu suposto túmulo na costa turca. 


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A cidade de Pella foi fundada no início do século IV AC, nas margens de um lago do rio Loudias que dava acesso directo ao mar, no Golfo Termaico. Rapidamente se tornou a maior cidade da Macedónia e foi elevada a capital por Filipe II. Alexandre, filho do rei Filipe II, ali nasceu em 356 AC, e viria a converter a cidade natal em capital de um Império assombroso.


Casa de Dionysus, Pella


Dionysus era deus protector dos marginais e inconformados, o lado divino das coisas caóticas, perigosas, imprevistas.


O Mosaico da Caça ao Leão, da Casa de Dionysus, é uma das peças mais relevantes, descoberta em 1957. Tal como os outros, é composto de pequenos seixos.

Alexandre, à esquerda, e o seu general Krateros que veio socorrê-lo. As mantas a esvoaçar lembram as BDs modernas. Dinamismo, anatomia e tridimensionalidade com seixos coloridos.


Outro mosaico magnífico é este Dionysos montando uma pantera.


Hydria, início do séc. IV AC, usada como urna.

Um pequeno kylix macedónio.

Que grande colecção de ânforas! Só mostra como era próspero o negócio do azeite, do vinho, do grão.

Por volta de 90 AC a cidade foi destruída por um terramoto. Actualmente, Pella é apenas uma aldeia, muito interior; perdeu o acesso ao mar devido ao assoreamento da costa e à drenagem do lago Loudias, tornado um pântano insalubre.

Olynthos teve bem pior sorte. Foi uma cidade importante antes do século IV, uma capital regional com situação magnífica, e fez frente a Esparta. Mas incomodava o novo protagonismo estratégico do Pella, e foi arrasada por Filipe II em 348 AC.

O plano urbano de Olynthos tem sido estudado com detalhe.

A cidade foi construída de modo planificado numa planície fértil, elevada de 30 a 40 m e a 2 km do mar. Ruas em grelha e pavimentos em mosaico de seixos.


Belerofonte e o Pégaso enfrentando a Quimera (ao fundo)


O requinte na decoração do pavimento  com mosaicos de seixos 


Reconstituição provável

Outras cidades importantes da Macedónia foram Pydna e Anfipolis; não dispondo de grande informação sobre o seu espólio arqueológico, optei por não sobrecarregar (ainda mais) este post.

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A campanha de Alexandre Magno desde Pella, em 334 AC, até perto do Ganges, onde julgava acabar o mundo, é um feito difícil de explicar. Ele tinha sido instruído na guerra por Filipe II e por Aristóteles, o mestre que o guiou segundo as tácticas das Guerras de Tróia e lhe forneceu um exemplar da Ilíada profusamente anotado.


Iniciou o percurso na Ásia Menor, onde confrontou e derrotou os Persas de Dario III em Issus, vitória que moralizou as tropas e lhe forneceu um belo tesouro. Foi até ao Egipto onde, recebido com aclamação, fundou Alexandria; depois conduziu o exército de 35 a 40 000 pela 'Estrada Real'  persa até à antiga Susa, que tratou com admiração e respeito, depois de ter derrotado Dario III de novo perto do rio Tigre em 331 AC, apoderando-se do seu tesouro real. 


A Estrada Real mandada construir por Dario I


Já mais a oriente, entraram em terras indianas (hoje Paquistão) pela difícil passagem de Khyber , ainda hoje perigosa: o percurso entre altas falésias de xisto e calcário ao longo de 53 km tem nalguns pontos apenas 3 metros de largura.

Passagem de Khyber noutros tempos


Desde Susa, a campanha foi uma sequência de batalhas sangrentas seguidas de saque. Alexandre dispunha de uma maquinaria de guerra temível, com engenhos como o gastraphetes, o balista e o oxybeles que lançam flechas e dardos com impulso poderoso e afinação de pontaria, o lithobolos que lança pedregulhos capazes de destruir paliçadas e muralhas, e a temível torre helepolis de 15 metros munida de uma ponte de assalto, invenção de Polyeidos da Tessália. Nada disto, inventado no século IV AC,  era conhecido dos Persas.

Torre helepolis

Persépolis foi barbaramente arrasada; Alexandre seguiu para Norte, passou perto de Samarcanda e chegou até ao Tajiquistão onde em 329 AC fundou Alexandria Eschate (=longínqua), para os Romanos Alexandria Ultima. E desceu para a Índia pela passagem de Khyber (327 AC), atravessou sucessivos rios himalaios da zona do Punjab (Indus, Jelhum, Chenab, Beas); travou a famosa Batalha de Jelhum contra o rei Porus e os seus elefantes de guerra; com elevadas baixas, Alexandre mais uma vez venceu, graças também ao seu bravo general Krateros, capturou elefantes e o próprio rei Porus, que tornou em seu aliado vassalo; só parou a leste de Sagala (Sialkot) junto ao rio Hyphasis (Beas), perto da actual Armitsar (*) .

Rio Jelhum, onde Alexandre travou uma batalha dramática contra o rei Porus.


Reduzido a uns 15 a 20 000 homens, o exército macedónio recusou-se a atravessar. Era hora de voltar a casa - enfrentar os 6 km (!) de largura do Ganges, com um exército formidável esperando na outra margem, era uma perpectiva suicida aterradora. Resignado a não prosseguir até ao 'extremo do mundo', o Imperador fundou ali mesmo Alexandria Hyphasis, encerrando a marcha conquistadora.

Pelo caminho, Alexandre fundara várias Alexandrias, umas de raiz, outras mudando o nome (após saque) de povoações existentes. Alexandria Hyphasis foi a mais oriental, onde agora fica Armitsar.

Alexandre resolveu prosseguir com as tropas para Sul ao longo do rio Indus, até ao Mar Arábico (325 AC). Severamente ferido, empreendeu o regresso por uma rota mal conhecida, de Pattala a Persépolis (Pérsia), atravessando um deserto terrível (Gedrosia, hoje Khadran) onde muitos soldados ficaram, sofrendo ele próprio feridas graves em confrontos e perdendo todo o seu tesouro real. 


Voltou a Susa em 324 AC à frente de uma tropa quase miserável, que foi forçada a aceitar soldados e oficiais persas. O fim seria em Junho de 323 AC, em Babilónia, tinha Alexandre 32 anos. Uns 10 000 terão regressado a casa, a Pella, alguns milhares assentaram negócio e família em várias localidades no percurso de regresso desde o motim no rio Hyphasis. 


Ao longo da campanha, Alexandre ia enviando vastas riquezas, saqueadas ou ganhas em batalha, para a sua Macedónia, cuja economia e pujança atingiu o auge na parte final do séc IV AC; tornou-se um foco de comércio com todo o Império, cujos prinicipais portos de comércio entre o oriente e o ocidente eram agora Alexandria, Rodes e Mileto. Até 168 AC, quando Roma, em ascensão, pôs fim ao reino da Macedónia na batalha de Pydna.

Deste Império sediado em Pella poucos contributos houve para a arte, a ciência e o pensamento, mas um foi enorme e merece ser celebrado: a cidade de Alexandria no Egipto, que o Imperador fundou em 331 AC, grato pela recepção em apoteose. Viria a ser o maior foco helenístico durante séculos, a nova capital do comércio mediterrânico, irradiando a cultura grega pelo Império Romano e pelo Oriente até à Índia; na dinastia Ptolomaica que sucedeu a Alexandre (Antiguidade Clássica) foi a cidade mais populosa do mundo conhecido, com cerca de 600 000 habitantes, e uma fabulosa Biblioteca que foi farol de civilização, uma Escola de Génios. Entrou em progressiva decadência por volta de 250-260, e a conquista muçulmana, em 641, arruinou definitivamene a herança cultural grega.

Foi em Alexandria que Euclides fundou a famosa escola de matemáticas, que perdurou vários séculos; foi em Alexandria que Arquimedes realizou muitas das suas invenções e descobertas; Hiparco, pai da Astronomia, Eratóstenes, geógrafo e grande matemático, Aristarco de Samos, astrónomo brilhante, e muitos outros pensadores frequentaram o Museion e a sua Biblioteca, fundada cerca de 300 AC, e que se manteve até cerca de 270 DC, 

Visão ficcional do que poderia ser a Biblioteca.

Aegae, Pella e a Macedónia deixaram à História e ao mundo um inestimável legado.

Link: o Museu de Pella

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(*) Amritsar é uma cidade histórica Sikh, com um Templo Dourado de beleza monumental. Vale a pena ir vasculhar no Google.




domingo, 14 de setembro de 2025

Wick e Thurso, em Caithness - a remota e bela Escócia antes das Orkney


Penso que ainda pouca gente visitou estas terras, além dos próprios britânicos que correm o país todo. Wick e Thurso não estão em nenhuma rota nem entraram em nenhum filme de James Bond. Não oferecem nenhuma obra prima, nenhuma vista deslumbrante. É por isso que me atraem - porque são ainda genuínas e autênticas, e não faltam surpresas.

Na margem norte do rio com o mesmo nome, Wick é uma cidadezita extrema da Escócia, extrema porque está localizada na costa norte, no condado de Caithness, muito para lá de Inverness, a olhar para o mar do Norte e as Ilhas Orkney. O porto de embarque é perto de Thurso, ainda mais a Norte, outra cidadezita com as suas surpresas.

Wick podia ser feia e aborrecida, pois é uma cidade de pedra, granito cinzento escuro, por vezes rebocado com argamassa de seixos cinza claro. 'Wick' é a mesma palavra que a nórdica 'Vík': a língua e a alma são nórdicas.

A ponte sobre o rio Wick dá à cidade uma entrada imponente. À esquerda, um antigo Hotel; à direita, o Bank of Scotland.

Wick , Caithness
Coordenadas: 58° 27′ N, 03° 04′ W
População: ~ 7 000


A rua que se segue à ponte é Bridge Street, uma das duas ruas centrais; a outra é High Street, pedonal, que se encontra ao fundo à direita.


A Câmara e a sua torre marcam o perfil de Wick.

Em High Street, rua comercial, apenas um prédio notável:

The Alexander Bain, um pub com o nome do inventor do relógio eléctrico e da impressora de telégrafo.

Pouco mais há que ver; a actual Igreja de St. Fergus é muito feia, mas no jardim do cemitério há uma ruína de outra mais antiga, do séc. XIII, modificada em 1853: Sinclair Aisle, uma capela mortuária.

 

Há mais e melhor na outra margem, no lado sul da ponte. Wick desenvolveu-se nas duas margens do rio; a River Street conduz até à zona portuária que está transformada em zona residencial.



River Street, as melhores vistas das margens.

Wick inventou´um recorde mundial para o Guinness, "a rua mais curta do mundo":
Ebenezer Place..


À entrada de River Street, este edifício - o Hotel Mackays - tem uma estreita frente com menos de dois metros que forma o que foi baptizado como Ebenezer Place.


Tem menos de 2 metros - a largura da estreita fachada de entrada do Hotel, um edifício em cunha.

Nº1 e único da rua, com 1.6 m

Junto ao antigo porto de pesca, que foi o mais importante porto de arenque da Escócia, foi construído um conjunto residencial, desenhado por Thomas Telford entre 1803 e 1826: Pulteneytown.

Pulteneytown e o cais portuário de Wick

O conjunto habitacional planeado pelo arquitecto Thomas Telford destinava-se a apoiar a indústria pesqueira do arenque, que teve o seu máximo no século XIX. As ruas são em rede perpendicular, percorridas por fachadas quase idênticas de dois a três pisos, descendo a encosta para o porto pesqueiro, a norte e a sul da Bank Row, a rua central do bairro. Uma escadaria desce dali para o porto:

The Black Stairs of Pulteneytown, de 1820, no fim da Lower Dunbar Street, dão acesso ao cais. São ponto de encontro.

É quase uma povoação à parte, na outra margem de Wick; tem sido lentamente recuperada para novas residências e serviços, sendo mais relevantes as ruas Williamson st., Rose st., Telford st. e Satoun st., e as duas diagonais que atravessam esta rede: a Bank Row e a Breadalbane Crescent. Sem esquecer a grande praça Argyle Square.

Wlliamson street, esquina com Rose street


Telford House, na Williamson Street

A Telford House

A Saltoun Street descendo para o cais, e dois pédios renovados na frente do porto.


Edifícios recuperados na frente do porto.

Argyle Square


Esta grande praça com jardim central é o coração residencial de Pulteneytown.

15 Argyle Square, uma entre várias casas classificadas.

Casario pobre e simples, mas bem concebido.

Em Bank Row, perto da escadaria, encontra-se um Museu do Património que é mais um armazém de bric-à-brac , desde utensílios e artefactos caseiros até produtos industriais e alfaias agrícolas. Há sempre um guia para que visita poder dar algum sentido a tanta 'tralha' antiga.

Bank Row



'The Spray', dos anos 1920, no pátio do Museu.

Não falta um pequeno mas requintado jardim .


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Voltemos ao mapa: seguindo para Norte e contornando o cabo para poente, há uma larga entrada de mar onde surgem vários pequenos portos e a outra cidade notável de CaithnessThurso


Thurso, Caithness
Coordenadas: 58° 35' N, 3° 31' W
População: ~ 8 000


A fundação de Thurso remonta ao tempo dos Vikings.  Foi crescendo como cidade com feira, e porto de negócios com a Escandinávia e os países Bálticos a partir do século XIV, culminando nos séculos XVII e XVIII quando ganhou importância maior como porto exportador de farinha, couros e peixe.


Thurso é a mais setentrional cidade da ilha da Grã-Bretanha. Situada na foz do rio Thurso, numa vasta baía que oferece algum abrigo das tempestades de mar, perto do porto de Scrabster onde opera o ferry para as Ilhas Orkney. 


O 'centro' quase se resume a Rotterdam Street, uma rua comercial pedonal, cujo nome relembra que a cidade teve relações com a Liga Hanseática até ao século XVII. Ao contrário da High Street de Wick, esta Rotterdam Street está bem cuidada, mantém alguma graciosidade com patine da História.



Tall Tale Bookshop, na esquina com Gove Lane

Casa gourmet de Cafés Caithness.

A praça central é Sir John Square, onde está o Memorial aos combatentes da 1ª Grande Guerra.


Nas outras ruas de Thurso alinham-se sucessivos prédios de granito escuro, criando uma unidade e coerência de alguma beleza; destacam-se Traill Street (A9), Olrig (Rose) Street, Prince Street, George Street. Perto da foz do rio Thurso, em Shore Street, está um núcleo do século XVII, dos primeiros anos da cidade mercante.

Em Shore Street, 16, está um dos mais antigos edifícios - a 'Turnpike'.


Data de 1686 e terá sido a Casa de Portagem, na antiga estrada do Sul, com um portal de chegada e partida de coches ou carruagens. 

Nas trazeiras, em Back Shore St, há uma ruína famosa - a mais antiga igreja da Escócia, do século XII.

Old St. Peter's Kirke


Conhecida como Igreja Antiga de S. Pedro, de ~ 1125



Não seria de esperar, mas também há na cidade um pequeno Museu - o North Coast Visitor Centre, já com mais de 11 anos. Ao lado do Turismo, no prédio da antiga Câmara, exibe Pedras Pictas e outras antiguidades. 

A antiga Câmara de 1871 no estilo neo-gótico é agora Museu de Thurso, em Rotterdam Street.


Sala dedicada aos Pictos.


A Pedra de Ulbster
 

A mais rica de gravaçóes da pedras Pictas até hoje encontradas.

Uma cruz rodeada por símbolos (crescente com galho em V, disco duplo, degrau) e animais numa das faces; na outra também há cruzes e símbolos. 

Símbolos pictas na pedra de Ulbster.

A Pedra de Skinnet


Foi encontrada em 1861 em Skinnet, no interior um pouco a sul de Thurso. Com entrelaçados e uma representação Picta de um carro puxado por cavalo.

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Parece-me toda uma Europa diferente, talvez porque aqui os Romanos nunca chegaram, nem Mouros nem Godos, nem Igreja católica ... há uma coerência diferente nestas terras e nesta História, de gentes cuja aventura não foi na direcção das Índias ou Américas, mas até ao Mar do Norte, ao Báltico ou à Terra Nova - Pictos, Celtas e Vikings.

A localização de Thurso é estratégica hoje com noutros tempos: é agora o término da linha de combóio de e para o Sul, com ligação por ferry a Stromness, nas ilhas Orkney.


Vamos ?