Uma espécie de enciclopédia de locais que são aberrações, estranhos ou tenebrosos, desde ruínas de cidades a bunkers da guerra fria, passando por castelos assombrados. Textos acompanhados de bons mapas e fotos B&W.
Escolho ao acaso: o Santuário de Madonna della Corona, a norte de Verona. Está encostado a uma alta escarpa sobre o rio Adige, e só permite acesso por uma escadaria escavada na parede rochosa, com 1500 degraus, que demora hora e meia a descer.
Leituras que nunca mais acabam sobre lugares onde nunca irei.
Gradiva, de Wilhelm Jensen
Leopold Classic LibraryNunca tinha lido o texto completo, e é imparável. Dispenso, ou desprezo, o que Freud possa ter dito, não me interessa. A historinha ficcional de Jensen é que me prende. ´Ver´ uma jovem romana de Pompeia num baixo-relevo renascer na imaginação do protagonista, com vitalidade esfuziante, é um prazer literário e histórico.
Grasset, 2026
Colecção de contos, reunidos por Nancy Campbell : Darwin, Defoe, Thoreau, Whitman...
"The atractions, fascinations there are in sea and shore! How one dwells on their simplicity, even vacuity! What is it in us, arous’d by those indirections and directions? That spread of waves and gray-white beach, salt, monotonous, senseless — such an entire absence of art, books, talk, elegance — so indescribably comforting, even this winter day — grim, yet so delicate-looking, so spiritual — striking emotional, impalpable depths, subtler than all the poems, paintings, music, I have ever read, seen, heard. (Yet let me be fair, perhaps it is because I have read those poems and heard that music.)."
Walt Whitman
trad:
As atracções, os fascínios que existem no mar e na praia! Como nos detemos na sua simplicidade, ou mesmo vacuidade! Que há em nós, que é despertado por essas imprecisões e direcções? Aquela extensão de vagas e de areia branco-cinza, salgada, monótona, sem sentido - uma total ausência de arte, livros, conversas, elegância - um conforto tão indizível, mesmo neste dia de inverno - sombrio, mas de aparência tão delicada, tão espiritual - tocando profundezas emocionais, impalpáveis, mais subtis do que todos os poemas, pinturas, músicas que já li, vi, ouvi. (Mas pensando melhor, talvez seja justamente por eu ter lido esses poemas e ouvido essa música !)









