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domingo, 30 de novembro de 2025

Os posts mais vistos no "Livro de Areia" desde finais de 2024



Embora o máximo de visionamentos de um post esteja na casa dos 3 milhares, isso já foi há muito tempo. Depois do Covid e da IA é uma sorte passar dos 100.
Aqui está a lista dos mais visitados ultimamente:

Aasiaat, em Disko Bay (Gronelândia), Ártico civilizado -----------------------------  211

Cruzeiro no MS Bruvik até ao fim do mar: Mo i Modalen --------------------------  156

Wick e Thurso, em Caithness - a remota e bela Escócia ---------------------------  125

O Universo numa fórmula ---------------------------------------------------------------- 114

Leituras na varanda ao sol de Setembro ----------------------------------------------- 114

Batumi, porto e cidade vibrante do Mar Negro, na admirável Geórgia -----------  100


E ainda não cheguei ao milhão - no total estou nos 673 000. 

Estão ainda em rascunho: La Rochelle, Stromness, Trondheim, Estonia, Bath, Basileia. Isto quanto a cidades onde estive ou gostaria de ter estado. Posso aceitar sugestões de prioridade...




domingo, 12 de fevereiro de 2023

Estatísticas: os mais vistos desde a pandemia + o Mar de Irminger


No Mar de Irminger, à saída do estreito da Dinamarca.

Desde 2020 que as visitas a este blog desceram drasticamente, andando agora entre 25 e 50. Uma miséria. Consegui algumas excepções, e aqui vai a lista das mais visitadas:

O Estreito da Dinamarca, em 6/8/21 ......................218

Emily Dickinson, rascunhos, em 5/1/20 ..................213

Labirintos nórdicos 'Troy Town em 10/5/20.............185

Ponto Nemo em 6/12/20 .....................................180

Cy Twombly em 1/5/20.......................................165

Robin Hoods Bay em 12/1/20 ...............................152

(entretanto, posts mais antigos continuaram também a acumular visitas; Paul Klee, o mais visitado de sempre, tem 5 334)


No ano passado, 2022, o record vai para Nijmegen (Noviomagus), com ... 53 :(

Hoje, como extra, sirvo um texto sobre uma incursão no Mar de Irminger a bordo do navio oceanográfico Knorr, 'Into the Wild Irminger Sea', por Dallas Murph:

"Os ventos de 100 km/h atingem rajadas acima de 130, mas o navio Knorr vai de encontro às ondas com audácia, escalando para o céu até à crista, afundando tranquilamente no fosso seguinte. Muros de água azul-negra sem fim, cobrinhas brancas de espuma a deslizar por elas abaixo, as altas cristas a quebrar sobre um precipício líquido.

É uma visão marítima de violência extrema , de uma beleza estarrecedora, um privilégio para quem assiste - na segurança da ponte de comando do Knorr. (...) A sul do estreito, estendendo-se desde a Islândia até à latitude do cabo Farewell no extremo sul da Gronelândia, este é o Mar de Irminger - a mais ventosa extensão de água salgada do globo. (...) As suas poderosas, vertiginosamente complexas correntes, a emaranhada topografia do fundo marinho, e a tendência para congelar, desafiam quem pretende compreender estes reinos aquosos setentrionais.

A estreita passagem às portas do Círculo Polar Ártico é um gargalo naquilo que Pickart, um oceanógrafo a bordo do Knorr,  chama "super-autoestrada" na circulação global dos oceanos - a rota principal para as águas fluírem para sul , do Oceano Ártico para o Atlântico Norte, uma componente do que é refrido como Circulação Termohalina.

Em cada segundo de cada dia, a corrente do Atlântico norte, uma ramificação da Corente do Golfo,  transporta uns 15 milhões de metros cúbicos de água 'quente', muito salina, ao largo da costa ocidental da Irlanda e Reino Unido, dando origem às incongruentes palmeiras da Cornualha, Segue para a Noruega, onde larga o calor para a atmosfera e onde garante os seus portos livres de gelo no Inverno, quatro graus a Norte do Círculo Polar.

Ora, para que uma certa quantidade de água corra para Norte, é preciso que seja equilibrada por uma igual quantidade que corra para sul. Quando as águas mais quentes do Golfo perdem o calor por evaporação, arrefecem e tornam-se mais densas, afundando-se nas profundas bacias dos mares nórdicos acima do Estreiro da Dinamarca.

(...) Sob as águas do Estreito há plataformas continentais rasas, a apenas algumas centenas de metros de profundidade, que se estendem para leste da Gronelândia e oeste da Islândia e quase se juntam, deixando um canyon entre elas. Criam uma barreira no fundo oceânico que separa os mares a norte do Mar de Irminger a sul, que tem mais de 2 000 m de profundidade. As águas frias que descem do norte precipitam-se subitamente ao longo de uma íngreme encosta submarina. Não é uma queda tão abrupta como as do Niágara, mas é uma catarata submarina de um volume de água milhares de vezes maior que todas as quedas de água da Terra juntas. Seria uma visão espantosa.

O mar ainda executa mais outra manobra: puxa as águas circundantes e acumula-as numa vasta corrente de fundo para sul, que se cruza por baixo com a Corrente do Golfo, ao largo do cabo Hatteras."




quinta-feira, 2 de novembro de 2017

39, o número que não tem nada de especial. Ou terá ?


Há muito tempo tive uma elevada frequência de 23 visitas aos meus posts. Era estranho, mas 23 é um número interessante. Agora ando assolado de 39s. A maioria das vezes passo dos 70, muitas dos 100; mas os 39 acontecem com bizarra frequência.

Ora 39 é um número sem graça nenhuma. Não tem nenhuma propriedade matemática assinalável. A única gracinha é ser soma das potências de 3,

                                        39= 31 + 32 + 33

É o número atómico do Ítrio (Y39), que nunca é encontrado na Natureza a não ser em doses minúsculas de minérios raros, combinado com outros elementos. Usa-se nos LED, nos lasers, nos tubos de cátodos da TV e como filtro de micro-ondas. A exposição ao Ítrio é perigosa. Nada de interessante.

Só me lembro de uma celebração deste número:
A de Hichcock, claro.

A canção 39 dos Queen é abaixo de medíocre, mas na música há finalmente algo de notável, como esta sonata de Haydn - e qualquer motivo serve para ouvir o piano de Richter.

Haydn, sonata op. 39, Sviatoslav Richter