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domingo, 30 de novembro de 2025

Os posts mais vistos no "Livro de Areia" desde finais de 2024



Embora o máximo de visionamentos de um post esteja na casa dos 3 milhares, isso já foi há muito tempo. Depois do Covid e da IA é uma sorte passar dos 100.
Aqui está a lista dos mais visitados ultimamente:

Aasiaat, em Disko Bay (Gronelândia), Ártico civilizado -----------------------------  211

Cruzeiro no MS Bruvik até ao fim do mar: Mo i Modalen --------------------------  156

Wick e Thurso, em Caithness - a remota e bela Escócia ---------------------------  125

O Universo numa fórmula ---------------------------------------------------------------- 114

Leituras na varanda ao sol de Setembro ----------------------------------------------- 114

Batumi, porto e cidade vibrante do Mar Negro, na admirável Geórgia -----------  100


E ainda não cheguei ao milhão - no total estou nos 673 000. 

Estão ainda em rascunho: La Rochelle, Stromness, Trondheim, Estonia, Bath, Basileia. Isto quanto a cidades onde estive ou gostaria de ter estado. Posso aceitar sugestões de prioridade...




domingo, 12 de fevereiro de 2023

Estatísticas: os mais vistos desde a pandemia + o Mar de Irminger


No Mar de Irminger, à saída do estreito da Dinamarca.

Desde 2020 que as visitas a este blog desceram drasticamente, andando agora entre 25 e 50. Uma miséria. Consegui algumas excepções, e aqui vai a lista das mais visitadas:

O Estreito da Dinamarca, em 6/8/21 ......................218

Emily Dickinson, rascunhos, em 5/1/20 ..................213

Labirintos nórdicos 'Troy Town em 10/5/20.............185

Ponto Nemo em 6/12/20 .....................................180

Cy Twombly em 1/5/20.......................................165

Robin Hoods Bay em 12/1/20 ...............................152

(entretanto, posts mais antigos continuaram também a acumular visitas; Paul Klee, o mais visitado de sempre, tem 5 334)


No ano passado, 2022, o record vai para Nijmegen (Noviomagus), com ... 53 :(

Hoje, como extra, sirvo um texto sobre uma incursão no Mar de Irminger a bordo do navio oceanográfico Knorr, 'Into the Wild Irminger Sea', por Dallas Murph:

"Os ventos de 100 km/h atingem rajadas acima de 130, mas o navio Knorr vai de encontro às ondas com audácia, escalando para o céu até à crista, afundando tranquilamente no fosso seguinte. Muros de água azul-negra sem fim, cobrinhas brancas de espuma a deslizar por elas abaixo, as altas cristas a quebrar sobre um precipício líquido.

É uma visão marítima de violência extrema , de uma beleza estarrecedora, um privilégio para quem assiste - na segurança da ponte de comando do Knorr. (...) A sul do estreito, estendendo-se desde a Islândia até à latitude do cabo Farewell no extremo sul da Gronelândia, este é o Mar de Irminger - a mais ventosa extensão de água salgada do globo. (...) As suas poderosas, vertiginosamente complexas correntes, a emaranhada topografia do fundo marinho, e a tendência para congelar, desafiam quem pretende compreender estes reinos aquosos setentrionais.

A estreita passagem às portas do Círculo Polar Ártico é um gargalo naquilo que Pickart, um oceanógrafo a bordo do Knorr,  chama "super-autoestrada" na circulação global dos oceanos - a rota principal para as águas fluírem para sul , do Oceano Ártico para o Atlântico Norte, uma componente do que é refrido como Circulação Termohalina.

Em cada segundo de cada dia, a corrente do Atlântico norte, uma ramificação da Corente do Golfo,  transporta uns 15 milhões de metros cúbicos de água 'quente', muito salina, ao largo da costa ocidental da Irlanda e Reino Unido, dando origem às incongruentes palmeiras da Cornualha, Segue para a Noruega, onde larga o calor para a atmosfera e onde garante os seus portos livres de gelo no Inverno, quatro graus a Norte do Círculo Polar.

Ora, para que uma certa quantidade de água corra para Norte, é preciso que seja equilibrada por uma igual quantidade que corra para sul. Quando as águas mais quentes do Golfo perdem o calor por evaporação, arrefecem e tornam-se mais densas, afundando-se nas profundas bacias dos mares nórdicos acima do Estreiro da Dinamarca.

(...) Sob as águas do Estreito há plataformas continentais rasas, a apenas algumas centenas de metros de profundidade, que se estendem para leste da Gronelândia e oeste da Islândia e quase se juntam, deixando um canyon entre elas. Criam uma barreira no fundo oceânico que separa os mares a norte do Mar de Irminger a sul, que tem mais de 2 000 m de profundidade. As águas frias que descem do norte precipitam-se subitamente ao longo de uma íngreme encosta submarina. Não é uma queda tão abrupta como as do Niágara, mas é uma catarata submarina de um volume de água milhares de vezes maior que todas as quedas de água da Terra juntas. Seria uma visão espantosa.

O mar ainda executa mais outra manobra: puxa as águas circundantes e acumula-as numa vasta corrente de fundo para sul, que se cruza por baixo com a Corrente do Golfo, ao largo do cabo Hatteras."




domingo, 9 de maio de 2021

Para que é que 'isto' serve ? (inquérito sem cruzinhas, mas com poesia)

Dou cada vez mais comigo a falar e a escrever como estivesse sozinho aqui, como se mais ninguém viesse ler. Ora ainda não chegamos a esse ponto; o registo de visitas nos posts mais recentes é

30-46-27-42-37-52-44-40-31-39-44-43-38-33-34-44-33-34-36-38-35-52-69-39-37-47-41-49-26-35-28-31-27-43-28-31-32-37-40-36-29-36-28-25-40-29-36-36-30-33-40-32-33-34-32-26-32-66-23-57-25-37-41-31

Se não me engano, os valores médio e mediano andam pelo 36. Não existe quelquer lógica na diferença de popularidade, a não ser algum nome sonante no título. Alice Mary Smith, compositora, teve o valor máximo nesta amostra. O total diário de visualizações em todos os posts está abaixo de 100 (cerca de 70), com picos máximos na casa dos 130.

[ E agora que toda a gente farta de números da pandemia já deve ter deixado de me ler, perdi também 90% desses poucos]

Mas o que quero constatar é que ainda não falo para as paredes, ou neste caso, para o écran, sem olhinhos do lado de lá a retribuir. São pouco mais de 30 pares de olhinhos, mas ainda fazem toda a diferença. E se estou grato a esses habitués, ainda mais feliz me fazem os outros extra 30 pares de olhinhos, possivelmente estrangeiros, que aqui caem talvez por mero acaso. O meu alvo são as 40 visualizações, é o número que me deixa feliz; no mundo globalizado com 4,7 milhares de milhões de potenciais navegantes, isso perfaz 0,000 000 85% de share, número que me reduz a uma confortável e bem-aventurosa irrelevância. 

Mas não me reduz a falar para as paredes. Apenas a conversar, olhos nos olhos, com pessoas que gostaria de conhecer.

Vem aí, a seguir, mais outra improvável viagem de exploração ao Ártico, caros amigos. Mas entretanto podem pedir: livros, poesia, cidades, museus, viagens, arquitectura, história, e qualquer tipo de coisas inúteis. Às ordens.

E para encerrar, um tesouro; escrevia Emily Dickinson :

    My friend must be a Bird— 
    Because it flies! 
    Mortal, my friend must be, 
    Because it dies!
    Barbs has it, like a Bee! 
    Ah, curious friend! 
    Thou puzzlest me!
 

                                  O meu amigo só pode ser uma Ave -
                                  Pois ele voa !
                                  Mortal, o meu amigo tem de ser
                                  Pois ele morre!
                                  Tem ferrão, como a Abelha!
                                  Ah, bizarro amigo!
                                  desorientais-me ! 


                                   

domingo, 31 de janeiro de 2021

Escolhas de Tracy Chevalier em confinamento - '#lockdown art'.


A escritora Tracy Chevalier (Girl with a Pearl Earring, The Lady and the Unicorn, Burning Bright, A Single Thread) tem publicado no Twitter uma série de posts com as obras de arte que a ajudam a aguentar este período de restrições, que titulou #Lockdown Art. É como se visitássemos demoradament um museu, ao ritmo de uma obra por semana, ou de 15 em 15 dias... e todas escolhidas a dedo. Tracy não será perita em Arte, mas como estudiosa que muitas vezes cita objectos artísticos nas suas novelas, merece-me atenção.

Já nem vou colar aqui 'Rapariga do Brinco de Pérola'; Chevalier vai no entanto buscar outro Vermeer para a sua lista de preferidas:

Menina lendo uma carta à janela, Vermeer

Sim, em confinamento devíamos escrever e receber cartas... regressar à preferência pelo Serviço Postal ! Mas ainda a propósito deste quadro, a escritora publica também a 'versão' fotográfica moderma de Tom Hunter, notável:

Woman Reading a Possession Order, Tom Hunter, 1998

Influências de Vermeer também nesta obra do dinamarquês Vilhelm Hammershøi, o ´poeta do silêncio' :

Interior com Ida numa cadeira branca, 1900

Um dos melhores livros de Tracy foi escrito à volta da manufactura da tapeçaria flamenga "La Dame a la Licorne": 

À mon seul désir, Flandres, ca. 1500. (Jean d'Ypres ?)

Também favorito, este Murillo ilustra uma forma triste de estar à janela, Mujeres en la ventana:


Outra Femme a la fenêtre, desta vez de Degas, igualmente sublime; tal como Tracy, muitas pessoas se terão sentido assim.


Genial, esta obra de Kandinsky, um homem só frente à cidade:

Pintura com casas (Bild mit Hausern), Kandinsky

E a terminar hoje, com algum humor, esta gravura de 1793 de William Blake que Tracy escolhe também como favorita, I want ! I want !

Fugir para a Lua ! :) Sim !

A lista prolonga-se, um ou outro não me agrada por aí além; mas talvez a ela volte se surgirem mais maravilhas.

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Sei de uma pessoa em Portugal que faz Arte do confinamento. Publica no blog Silvertree, vão lá ver, tem fotografias lindíssimas, algumas com texto - e a autora escreve tão bem como fotografa. Não diverte, mas expõe-se e comove.


domingo, 30 de agosto de 2020

Quero envelhecer como cristais do mar



I want to age like sea glass
                                          Bernadette Noll

Tese

Quero envelhecer como os cristais do mar. Amaciado pelas marés, mas não quebrado. Quero ser revolto e sacudido pelas correntes da vida, quero que elas me deixem sentir lavado. Quero que as minhas bordas aguçadas se atenuem com o passar dos anos — não mais fracas: mais maleáveis. Quero cavalgar as ondas, ir com os caudais, sentir o impacto do fluxo e refluxo das marés investindo para diante e para trás.

Antítese

- Mas não envelheço como cristais do mar. Envelheço como ? Qualquer coisa - quebrada, enrugada. Pensando melhor, uma peça de metal enferrujada. Pode ser uma coisa de valor, metal enferrujado. Podemos trazê-lo da praia para casa e deixá-lo por aí. Um peça ferrujenta tem um núcleo sólido, sadio. Um dia a ferrugem desfaz-se em pó, mas é mesmo assim que as coisas são.
                                                                                                                         B.B.
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Adaptação do artigo de Bernie Bell no blog The Orkney News.
https://theorkneynews.scot/2020/08/29/i-want-to-age-like-sea-glass/

sábado, 31 de agosto de 2019

31 de Agosto - 11º aniversário !


Sim, comecei nisto a 31 de Agosto de 2008. Para comemorar, deixo aqui as Estatísticas do Livro de Areia:

Visitas:
a caminho das 350 000, em 11 anos !!

Post mais vistos:
- Paul Klee e a Música: quadros que se ouvem, 4 Fev 2012 - 2139
- O Arminho do Ártico, 20 Nov 2011 -  1429
Portugal em gráficos, 20 Abr 2011 -  1263
- Oymyakon, o Pólo do Frio, 22 Dez 2010 -  1083

Post mais recente acima de 100:
- Os lacados de Takahashi -12 Mar 2019 - 130

Post mais recente acima de 1000:
- O Leopardo das Neves, 13 Ago 2016, 1061

[este só por si desmente a baixa de visitas por 'sillly season' ]

Post mais comentados:
- A Europa e a música - um mapa britânico, 21 Jan 2013 - 13 
- Apoteose Grigory Sokolov na CM, 19 Mar 2012  - 11
- Biblioteca inesperada: 'Betty's Reading Room', 16 Mar 2014 - 10

Origem das visitas:

   E.Unidos
    97893
   Brasil
    75060
   Portugal
    73002
   Rússia
    18341
   Alemanha
    12223
   França
     8035

Engraçado que dos Estados Unidos, Brasil e Rússia venha uma maioria (uns 190 000) e nunca comentem. Serão visitas acidentais?

Aos meus visitantes regulares, os melhores navegadores do mundo !, uma abraço de telúrica gratidão e desejo de bons ventos e rotas venturosas.


quinta-feira, 29 de agosto de 2019

Dois posts belíssimos do blog de Christine Croucher


Christine Croucher é uma fotógrafa Canadense de Toronto, que tanto viaja às terras do Norte como também a Portugal. Um dos seus posts deste ano é dedicado à Driftwood, a madeira à deriva que dá à costa no ártico:
http://www.christinecroucher.com/blog-1/2018/5/11/driftwood-a-story-of-trees-water-storms-and-time


'White, smooth, and sculpted - and now mostly out of the water - this lovely piece still decorates the beach, hopefully for some time'.

Outro é este sobre a fotogenia da neve:
http://www.christinecroucher.com/blog-1/2018/2/21/photographing-in-the-snow
 
'Grasses along the edge of the dune':

Mais parece um quadro naïf.
Bom fim de Agosto.

segunda-feira, 1 de abril de 2019

Novo poema-ícone do Livro de Areia


O mundo é composto de mudança.

Tendo havido uma 'transição de fase' na minha vida, achei por bem fazer eco dessa alteração aqui no Livro de Areia escolhendo um novo excerto 'aforístico´de poesia, aqui mesmo ao lado, no topo da margem direita.

Antes estava Plínio o Velho,
                           
                                     Num Grão de Areia o Mundo Inteiro ver
                                     E o Céu numa Flor Bravia,
                                     Ter o Infinito na Palma da Mão
                                     E numa só hora a Eternidade. 


Era um desígnio heróico, aventureiro, ambicioso. Agora estou mais modesto e escolhi Elizabeth Bishop:
                                    I'd like to retire there and do nothing,
                                    or nothing much, forever, in two bare rooms:
                                    look through binoculars, read boring books,
                                    old, long, long books, and write down useless notes,
                                    talk to myself, and, foggy days,                     

                                    watch the droplets slipping, heavy with light. 


  Gostava de me recolher ali, não fazer nada,
  ou nada de especial, para sempre, em duas salas vazias:
  Observar com binóculos, ler livros chatos,
  velhos, longos livros, e escrever notas inúteis,
  falar comigo mesmo, e, em dias baços,
  ver as gotas escorregar, pesadas de luz.

  

                              

                                    

sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

E o melhor blog de 2018 foi...


Micheline's Blog   🏆
Art, Music, Books, History & Current Events
(o Livro de Areia subscreve!)

https://michelinewalker.com/

Por exemplo, este post genial, à volta da arte de Bilibin:
https://michelinewalker.com/2018/12/24/pushkin-bilibin-and-rimsky-korsakov/

Foi Micheline quem me deu a conhecer este canto magnífico escrito por Tchaikovsky em 1884:
O Hino do Querubim



Micheline Bourbeau-Walker (n.1994) é professora na Universidade de Ryerson, Toronto, Canada.


sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

O Livro chegou a 300 000, tem música, e de Vivaldi !


Dei conta há dois dias atrás de que tinha atingido as 300 000 visitas. Foram séculos para passar tão modesta fasquia. Nem a uma cidade europeia decente cheguei.

Assim, os 500 000 já não devem ser para esta minha vida. Só se começasse a publicar títulos de futebol e de tablóide. Pois, terei poucas mas 'boas' visitas, não é isso que se deseja, poucos e bons ?

Muito agradeço aos meus 'bons' visitantes, mais ainda a alguns que são fiéis. Que seria de mim sem vós ? Que hei-de vos desejar ?

Pois que venha a Primavera ! A 'molto festosa' Dell'aura al sussurar, da ópera Dorilla in Tempe de Vivaldi, pelos I Barochisti de Lugano.




------------------
P.S. estarei uns dias ausente, novo post talvez só daqui a uma semana.

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

39, o número que não tem nada de especial. Ou terá ?


Há muito tempo tive uma elevada frequência de 23 visitas aos meus posts. Era estranho, mas 23 é um número interessante. Agora ando assolado de 39s. A maioria das vezes passo dos 70, muitas dos 100; mas os 39 acontecem com bizarra frequência.

Ora 39 é um número sem graça nenhuma. Não tem nenhuma propriedade matemática assinalável. A única gracinha é ser soma das potências de 3,

                                        39= 31 + 32 + 33

É o número atómico do Ítrio (Y39), que nunca é encontrado na Natureza a não ser em doses minúsculas de minérios raros, combinado com outros elementos. Usa-se nos LED, nos lasers, nos tubos de cátodos da TV e como filtro de micro-ondas. A exposição ao Ítrio é perigosa. Nada de interessante.

Só me lembro de uma celebração deste número:
A de Hichcock, claro.

A canção 39 dos Queen é abaixo de medíocre, mas na música há finalmente algo de notável, como esta sonata de Haydn - e qualquer motivo serve para ouvir o piano de Richter.

Haydn, sonata op. 39, Sviatoslav Richter



segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Coisas que salvam a alma, segundo Silvertree


Já sigo há algum tempo o Silvertree, um blog português dos que valem a pena. Partilha com este meu Livro o fraquinho (enorme) por Londres e a admiração por Italo Calvino.

Desta vez comoveu-me com a Amora Madura:






sexta-feira, 21 de abril de 2017

Estatísticas do blog e algumas curiosidades


Já há muito não mostro aqui os mapas de visitas e de posts mais visualizados. Cá ficam em dia as estatísticas:

O mapa de visitas:

Halló, tveir frá Íslandi!

Aos dois lados do Atlântico - com a Europa de longe à frente, estendendo-se ao oeste da Rússia - seguem-se a costa leste dos Estados Unidos e o Brasil; finalmente uma diminuta audiência asiática. Muito aprecio os dois visitantes da Islândia !

O número de visitas diário oscila entre 50 e 250, aumentando nos dias de nova publicação. Ultimamente atinge uns 80.

Posts mais vistos:

Paul Klee e a Música: quadros que se ouvem ------------------------- 3424
(4 Fev 2012)
O Arminho do Ártico ----------------------------------------------------------2796
(20 Nov 2011)
Oymyakon, o pólo do frio -------------------------------------------------- 2143
(22 Dez 2010)
Voltar às origens, ou - ainda gostas de trepar às árvores ? ---------1860
(19 Out 2009)
Salas de concerto: o KKL de Luzern -------------------------------------1719
(1 Out 2009)
ainda Giotto - capela dos Scrovegni -------------------------------------1598
(4 Mar 2009)
Breve passeio no Douro.----------------------------------------------------1005
(2 Ago 2012)

As páginas mais visitadas sempre me surpreendem. A de Paul Klee está na frente, estou a pensar transformar o post numa apresentação. É verdade que me deu trabalho e ficou razoável. O Arminho do Ártico em segundo, imagine-se, e o pólo mundial do frio Oymyakon a seguir, ainda acima de duas mil visitas. Impossível encontrar um padrão de gostos ou tendências. Depois da anormalidade de 1860 visitas para trepar às árvores..., o KKL de Luzern, a capela Scrovegni de Giotto e um passeio no rio Douro representam melhor o Livro de Areia em três das suas tendências -  música, arte e passeios/viagens. Os livros, ó desgraça, não estão neste top de frequência...

Noto que foi no triénio 2009 - 2012 que obtive mais sucesso. A antiguidade ainda é um mérito... Fui procurar os posts recentes de maior audiência e encontrei, ex-aequo, ambos de 2016 e com 761 visitas:

- A melancolia de terminar um livro.
- Visita a Joan Miró em Serralves, † BPN

Finalmente um post sobre leitura.

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Para dar um cariz mais literário a uma publicação tão estéril como esta, relembro uma citação que aqui coloquei há muitos anos :

"O número de páginas deste livro é exactamente infinito. Nenhuma é a primeira, nenhuma a última.(...) Se o espaço é infinito, estamos em qualquer ponto do espaço; se o tempo é infinito, estamos em qualquer ponto do tempo."


J. L. Borges, O Livro de Areia

segunda-feira, 6 de março de 2017

' The History Blog ', um blogue que recomendo, ex: achados celtas


Um excelente blogue de História, básicamente 'eurocentrado' mas não só.

http://www.thehistoryblog.com

Alguns tags:
Ancient (1241), Books (43), Medieval (482), Modern(ish) (1712), Museums (782), Renaissance (252), Roma, Caput Mundi (140) ....

Só como exemplo, um dos mais recentes posts refere a descoberta casual em Inglaterra destes artefactos celtas em ouro (mais de 18 carats, 75% puro):


São quatro 'torques', ornamento em ouro torcido para usar à volta do pescoço. Foram encontrados por dois amigos com detector de metais nas charnecas de Strattfordshire, em Dezembro passado. Datam entre 400 e 250 A.C., sendo talvez o mais antigo trabalho da Idade do Ferro encontrado do Reino Unido.

Considerados 'tesouro nacional', ficarão provávelmente numa galeria em Stoke-on-Trent, que será Cidade da Cultura em 2021.

Aqui:
http://www.thehistoryblog.com/archives/date/2017/02


terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Classical music in few words, ΚΛΑΣΙΚΗ ΜΟΥΣΙΚΗ ΜΕ ΛΙΓΑ ΛΟΓΙΑ


Um blog onde às vezes descubro novidades, às vezes preciosidades.
Como esta com Savall e a sua viola de gamba (belos graves !) :



As obras são de Marin Marais (séc. XVII).



quinta-feira, 7 de julho de 2016

100 visitas ? Que sucesso, o Brexit!


Vaidade indesculpável impeliu-me a escrever de Gloucester:

100 visitas cem atingiu o meu recente 'post' sobre o Brexit!

Há que tempos não conseguia tantas leituras. Provavelmente agora, depois de coisas que vi e ouvi no Somerset inglês, escreveria diferente. Ainda hoje ao protestar contra a maldita moeda, "deviam estar há muito nos euros", ela que nos tinha servido os cafés respondeu " I don't care, I'm not from here, I'm from Poland". Por isso era tão bonitinha. "And how do you feel, well accepted?". Ela fez cara de desagrado, a mão a oscilar um 'not really'.

Cá fora, na rua, dezenas de sem abrigo preparavam a noite na rua pedonal dos M&S, Debenham e Burton.

É complicado.

domingo, 28 de fevereiro de 2016

En attente


C’est la vie au ralenti,
C’est le cœur à rebours,
C’est une espérance et demie :
Trop et trop peu à son tour.

C’est le train qui s’arrête en plein
Chemin sans nulle station
Et on entend le grillon
Et on contemple en vain

Penché à la portière,
D’un vent que l’on sent, agités
Les prés fleuris, les prés
Que l’arrêt rend imaginaires.

                                            Rainer Maria Rilke, 1926





terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Pronto, duzentos mil


Puxa, custou. Precisei de sete anos e mais uns meses para aqui chegar.






Obrigado, muito obrigado a todos os 200 000, que seria de mim sem vocês.
A maioria sois portugueses e brasileiros, mas muitos muitos milhares da América do Norte, Alemanha, Rússia, França, China, Índia, Japão, Coreia, Ucrânia... Neste momento, para meu espanto, vai a Rússia no comando com 600 vistas em Janeiro! Trinta por dia... ena. Bolshoe spasibo !


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Última Hora
Acabo de ter uma visita de Cluj-Napoca, Roménia !  200 005 ...

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Passacaglia, em dia de ter prenda


Recebi há alguns dias uma excelente dádiva do Blog Compasso Bucólico, de Nelson Filipe - deu-me a ouvir várias gravações da Passacaglia de Arvo Pärt, obra de 2003 que ainda não conhecia, passe a vergonha.

Pärt escreveu esta peça para piano e volino, mas dedicou depois (2007) a Gidon Kremer uma versão para violino, vibrafone e orquestra de cordas.

Publico aqui, em dia de aniversário (7º) do Livro de Areia,  essa gravação com o violinista Gidon Kremer e a Kremerata Baltica; um crescendo impressionante, como quem galopa pela vida, obra prima.


(Não se pode ouvir baixinho - a sonoridade é forte.)

Mais uma vez, gratias ago valde, 'Compasso Bucólico'.


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Existe uma gravação ao vivo, com Anne Akiko Meyers, que não será tão perfeita mas dá um complemento visual à intensidade da Passacaglia: aqui.

Anos de Blog


Nasci a 31 de Agosto de 2008.
Titubeante, sem saber o que queria.
Hoje sei melhor... - saberei ?
Saber, afinal, nem é bom, nem é mau.
É só envelhecer.


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Post de aniversário já a seguir.