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sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Outubro pasmado, Novembro agitado


Este Outubro, a minha agenda limita-se a um concerto na CM hoje, vou ouvir Yves Abel dirigir Bizet - a Sinfonia em Dó e a suite l'Arlésienne. Ou por falta de disponibilidade ou por não encontrar mais nada de jeito, vai ser um mês pasmado. Lamento falhar a pianista Valentina Lisitsa.


Gosto muito deste adagio



Já em Novembro próximo me sinto quase numa capital cultural. O mês de Novembro está bem recheado. Já é costume, e este ano não foge à regra.

- No dia 2 , na Casa da Música
Bach Collegium, dir. Masaaki Suzuki
Concerto e Cantatas de Bach

- No dia 7, Mozart - a lindíssima Missa em dó menor
canta Lisa Milne et al., dirige Olari Elts

- Dia 14, no CCVF, Guimarães Jazz 2014
Lee Konitz

- Dia 15, idem
Joshua Redman com o Trondheim Quartet

- Dia 30 , no TNSJ, Porto
Cirque Alfonse, do Canada
Bailado / Nouveau Cirque




terça-feira, 14 de julho de 2009

Sombreros, de Philippe Découflé

Só agora tenho oportunidade de comentar o mais belo espectáculo de palco a que assisti este ano, no TNSJ, a 4 de Julho.



Sombreros é uma obra prima, que nos maravilha com uma espécie de mundo alternativo onde a luz, a sombra e o movimento são os elementos essenciais, a que se juntam texto, voz, corpo, canto, música, orquestra...



O que me conquistou logo nos primeiros minutos foi a estética: lindíssimos quadros de dança a preto e branco, imagem e reflexão, transportando-nos para um universo poético próximo do de Peter Pan, com magnifica movimentação e efeitos de sombra projectada ou a 3 dimensões (corpos-sombra). As sombras também podem ser rebeldes e ter vida própria...





Depois vêm outros quadros onde nos deslumbra também a tecnologia: com vários planos do palco a ser usados simultâneamente, num difícil trabalho de sincronização, há texto falado, há a orquestra a interagir ao vivo, há dois ou três planos de fundo iluminados, ora verticais, ora horizontais, ora inclinados, com projecções de padrões que interagem com os bailarinos, há a magnífica música de Bryan Eno - um esfuziante e vertiginoso espectáculo de criatividade total que por vezes não cabe nos meus olhos e ouvidos, passa além das capacidades dos sentidos - só podia abarcar uma parte daquela torrente audiovisual.






Com ritmo variado, a complexidade cresceu até um ponto paroxístico e depois amainou num final algo frustrante, humorístico mas de nível inferior, com uma citação do "Era uma vez no Oeste" de Sérgio Leone, os olhos de Henry Fonda a fazerem o bailado final, aquela música na harmónica de Ennio Morricone...



Só lamentei não poder repetir: beleza, é isto, é criar uma realidade de onde não apetece sair.

Já tinha feito uma referência a Sombreros aqui neste blog.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

A não perder - Philippe Découflé


Não é teatro, não é dança, não é circo, não são artes plásticas nem é música - mas é um pouco disso tudo. Philippe Découflé é um génio de uma forma de arte em palco ainda não catalogada , embora a dança seja o elemento dominante. Consegue combinar elementos visuais e sonoros, estáticos e em movimento, com uma mestria excepcional. Não caiu na comercialite do "Cirque du Soleil" nem no mau gosto provocatório da "Fura dels Baus", mantendo uma sensibilidade, humor, arte coreográfica e cenográfica que são previlégio de poucos.

Desta vez, magia e bailado com música de Brian Eno.
Com a sua companhia DCA, no CCB (15 e 16 de Maio) e no TNSJ (3 e 4 de Julho)