É particularmente interessante constatar da relevância que teve nos tempos da Liga Hanseática, por causa das salinas; era um porto muito demandado pelos navios da Hansa. E até se consegue encontrar identificar uma casa de empena escalonada, arquitectura típica das cidades da Liga. De Lübeck, de Bergen, de Bruges, Hambourg, Antuérpia ou Amsterdão, chegavam navios para carregar sal e vinho, as produções mais exportadas. La Rochelle foi o único entreposto hanseático francês, e também o única da costa Atlântica.
Foi também, mais tarde, com a presença francesa no Canadá, um porto intensamente voltado às Américas: de lá vinham peles, e das Antilhas o açúcar, lamentavelmente um produto do trabalho de escravos africanos. A situação de La Rochelle é única como nó comercial aberto a quatro mares: Atlântico Sul (África), Mediterrâneo , Mar do Norte (Europa / Hansa) e Atlântico Norte (Canadá e Antilhas). Mais globalizado não deve haver.
Rue do Palais, talvez a mais bonita do centro antigo.A aldeia de pescadores fundada ainda no século X começa a tornar-se um porto importante com o fim do feudalismo, no século XII. Em 1196, o armador local Alexandre Aufrédy envia uma frota de 6 navios para as costas africanas, carregados de sal e vinhos. Os anos passavam e os navios nunca mais regressavam. Em 1203, quando já estava na miséria com todos os seus bens vendidos para pagar dívidas, a frota regressou inesperadamente carregada de ouro, marfim, especiarias e madeiras preciosas, e assim refez a fortuna de Aufrédy.
Nesses anos o comércio naval em La Rochelle atinge o apogeu, e continuará por mais dois séculos. Era ponto de passagem obrigatório dos cruzados Templários,. a sua cidade no Atlântico. Durante algum tempo só a repetida ameaça de invasão inglesa prejudicava o negócio; a cidade chegou a estar duas vezes sujeita à coroa britânica. A construção das Torres de defesa do porto garantiu a segurança do tráfego naval intenso proveniente da Liga Hanseática.
A Câmara (Hotel de Ville) de 1298; gótico flamejante, com acrescentos renascentistas e campanário do séc .XIXNos século XVII e XVIII, a geografia económica muda: os negócio voltam-se para as Américas, o Novo Mundo, a Nova França, e a cidade retoma com fulgor a actividade comercial marítima. Em 1694, o açúcar, café e tabaco das Antilhas e as peles do Canadá enriquecem os comerciantes e a cidade, que ganha uma intensa vida social e cultural.
La Rochelle em 1762 (detalhe)O pior vem com a 2ª Grande Guerra: os ocupantes alemães constroem uma base de submarinos camuflada, e a cidade será uma das últimas bolsas de resistência nazis. Contudo a Cidade Antiga não sofreu grandes prejuízos, é um gosto visitá-la.
As Torres
As imponentes Portas de La Rochelle: as torres defensivas de La Chaîne e Saint Nicolas.A torre de S. Nicolau é uma fortaleza onde a arquitectura militar defensiva integra a função residencial. Construída em 1376, com 42 metros, é um labirinto de galerias e salas à volta de um imenso volume cilíndrico de espessas paredes. Inclui quatro torreões e um caminho de ronda com matacães. A residência do Capitão inclui ainda uma capela.
Um navio mercante medieval, baixo relevo a entrada da torre.Não se dá facimente conta, mas está inclinada desde a construção, e tem alguma oscilação que obrigou a instalar escoras de aço.
Tour de la Chaîne
Mais modesta, a Torre do Cadeado foi construída para se conjugar com a de S. Nicolau num poderoso sistema defensivo da cidade; acabada em 1390, alojava o capitão do porto nas suas funções de cobrar as taxas portuárias e de fechar a entrada do porto, esticando um cadeado preso à Torre de S Nicolau ao nível do rés-do-chão.
A Torre e a casamata onde o cadeado ia prender.A Torre da Lanterna é a mais alta das três, com 75 metros, e a mais tardia, de 1468. Serrve como farol mas também como ponto de referência, a primeira vista da cidade para quem vem do mar alto.
A Porta do Relógio Grande
Desta Porta da antiga muralha medieval irradiam os cais e as vias históricas.


Rue de l'Escale , rue du Minage, rue Gargouilleau




.jpg)



































