terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

Station Nord: onde a Dinamarca já vigia o Ártico, sem precisar de mais ninguém.


Edifício do Comando da Station Nord.

No topo Norte da Gronelândia, a Dinamarca tem uma estação científica e estratégica de observação e detecção de ameaças, climáticos ou outras, vigilância dos céus e dos mares territoriais da Gronelândia.  Nada do que vou referir foi mostrado nas TVs, que foram todas para a porta da embaixada americana em Nuuk. Vou mostrar a maior base europeia estratégica no Ártico.


Fica na península Prinsesse Ingeborg Halvø, uma planície costeira de tundra rochosa coberta de gelo e glaciares, onde só a fauna ártica sobrevive - aves, lobos, raposas, bois-almiscarados e ursos, que uma vez ou outra visitam a base.

Um visitante curioso.


Nord pertence ao DDC, Comando de Defesa da Dinamarca. É uma base científica e militar permanente, com rotação do pessoal ao fim de alguns meses; um posto avançado vital na defesa da soberania sobre o vasto território da grande Ilha do Ártico. Após décadas de serviço como estação meteorológica, reabriu em 2001 ampliada e modernizada com o complexo científico "Villum", onde, além do pessoal militar, podem ser alojados até 20 cientistas; é gerido pela Universidade de Aarhus em estreita coordenação com o DDC.

35 pavilhões pré-fabricados dispersos no gelo, ou sobre o cascalho quando degela.

Station Nord , 81º 43' N, 1700 km a Norte de Círculo Polar.

Station Nord, welcome.

A estação compõe-se de pelo menos 35 blocos pré-fabricados pintados de verde e dispersos para minimizar o risco de incêndios, e a uma distância segura da pista de aterragem. 

À entrada da base o pavilhão de boas vindas e "souvenirs".


Todas as estações no Ártico têm um poste de sinalização, que vai sendo acrescentado ao gosto das equipas em turno de serviço.


-40 C  é uma temperatura 'normal', e o gelo recobre frequentemente os pavilhões dificultando os acessos.


A Estação só é acessível por via aérea - o mar tem gelo permanente e não há local de acostagem; as deslocações no terreno podem ser feitas sobre o gelo em trenós (há matilhas de cães treinados), sky ou snowmobile, e também tractores com lagartas e veículos todo-o-terreno.

Neste plano vê-se a lagoa glaciar que abastece de água a Station Nord. ' Apron ' é a placa de parqueamento do aeródromo.

O edifício 12 (HQ) é o Posto de Comando da base.

Cozinha e primeiros-socorros


A 'estrada' entre a base e a pista de aterragem.

Edifício do aeroporto - terminal e torre.

Vista geral da base com o pavilhão da torre de controle em primeiro plano.

A pista está aberta normalmente 300 dias por ano, mantida diariamente por dois limpa-neves.

Um C130 em aproximação à pista.



Aterragem de um Hércules C17 da Força Aérea Canadiana trazendo reabastecimentos para a Estação.

Vista geral


Em terra e no mar: além das bases no gelo, a Dinamarca dispõe de uma frota naval de respeito para patrulhar as suas águas do Ártico, pelo menos 8 navios com capacidade de quebra-gelos até 80 cm de gelo (podendo arriscar 1 metro). São classificados como "classe Rasmussen" e "classe Thetis", e dedicam-se à segurança dos mares territoriais da Gronelândia.

HDMS Rasmussen, um dos 3 da classe.

HDMS Ejnar Mikkelsen, P571 no gelo da costa ártica.


HDMS Lauge Koch, P572, de 2015 - o mais moderno

As fragatas de patrulha e ataque anti-submarino, equipadas com helicóptero e barco insuflável rígido.

HDMS Triton, um dos 4 classe Thetis, navio patrulha e de reconhecimento com helicóptero, com casco duplo reforçado para enfrentar 80 cm de gelo.

HDMS Hvidbjørnen , F360 da classe Thetis, de 1992

Duvido que alguém se queira meter com a Defesa Dinamarquesa.