domingo, 21 de setembro de 2008

O cafezinho



Aprecio um bom café, sobretudo pela manhã ou no fim do almoço; é um desconsolo descobrir na chávena uma coisa sem espuma nem gosto, morna ou azeda, ou com aquele sabor a queimado das misturas fracas ou aldrabadas.

Aos poucos fui criando hábitos de marca e de local. Não há dúvida que os melhores cafés do mundo são em Itália. Apetece tomá-los em catadupa, comparar sabores... mas atenção: há umas 20 ou mais designações, que são difíceis para um estrangeiro. Correspondem, por exemplo, ao nosso café curto, normal, comprido, cheio, com muita ou pouca espuma, com cheirinho, com natas, em chávena grande (americano), duplo, forte, fraco... um inferno para quem só conheça copos de plástico e Starbucks.

A seguir a Itália, arrisco afirmar que Portugal é o 2º melhor sítio para tomar um bom café. Muito à frente de Espanha ou França (claro que me refiro a locais públicos normais, e não a cafetarias selectas de hotel ou sala de concerto...). Também, como se depreende da lista anterior, não faltam cá variações no modo café. A minha preferida é o requinte sádico do café a 3/4 , mas ainda há o compridinho, o quase cheio...

Mesmo assim, o fracasso ainda é imprevisível e grandemente provável. Por isso um primeiro critério passa pela marca do café. Aqui vai o meu Top das marcas de café, sendo que só os níveis 1 e 2 dão alguma garantia prévia:

O meu Top de marcas de café:

1 - Delta Diamante

.....Musetti
.....Lavazza
.....Bogani

2 - Delta Ruby
.....Illy

.....Nicola

3 - Christina

.....Sical
.....Buondi
.....Segafredo

4 - 
Sanzala

Desclassificados : Torrié, Camelo, Bicafé, Candelas


Mais do que o vinho ou a cerveja, o prazer de tomar café depende do modo como é servido na chávena. Não hesito em protestar que um café está mal tirado, ou não está como o pedi. Devia ser criado o hábito de aplauso ou pateada. a ver se se generalizava um grau mínimo de exigência...

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