terça-feira, 1 de outubro de 2013

Uma orquestra antípoda na Tasmânia


A Tasmânia é uma ilha nos antípodas da Europa, no canto extremo sul da Austrália, banhada pelos confins subantárticos dos Oceanos Pacífico e Índico, descoberta pelos holandeses, colonizada pelos ingleses, à bruta como é sabido, norma a que nem nós, lusíadas, escapamos.

Tão longínqua e tão europeia:


Os locais chamam-lhe Tassie - 'a world apart, not a world away'.

A orquestra da Tasmânia, sediada na bela capital colonial Hobart, nivela-se pelo melhor da Europa e América. Howard Shelley e Marko Letonja têm sido os maiores impulsionadores, Ashkenazy também deu uma ajuda:
Olhar para o mapa e constatar que uma distância que ultrapassa todas as distâncias não é fatalmente sinónimo de isolamento, provincianismo e atraso...

...é assim, Hobart, 42°52′ S, 147°19′ E,  215 000 habitantes :




Esplanadas, ruas pedonais com floreiras, teatro, temporada de concertos - nada mal, esta Hobart.

Quem diria! A Tasmânia dos convictos, a selva de Maoris e dos Tasmanian devils ! A ilha era conhecida ainda há poucos anos atrás por uma coisa só: o "Diabo-da-Tasmânia", espécie de urso/canguru negro, feio mas inofensivo.

Agora, tem música !


Exemplos:

1.
Julius Benedict (1804-1885) - Concerto para piano Op. 89
III. Rondò brillante
Howard Shelley, piano e direcção
Tasmanian Symphony Orchestra



2.
Ferdinand Hiller (1811-1885)- Concerto para piano No.2, Opus 69
3º andamento
Tasmanian Symphony Orchestra
Howard Shelley, piano



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E como não há nada de música aqui perto de mim que valha a deslocação, com isto me dou por satisfeito neste dia 1 de Outubro.



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