domingo, 26 de abril de 2009

Lenga-lengas da infância

Entretive-me recentemente a recolher algumas das cantilenas da minha infância, às quais associo memórias de sítios e pessoas, de verões , jardins e família...Suponho que ainda se usam nos jardins de infância.
É curioso que ainda as acho bonitas. Não sei se se passa com a maioria das línguas, mas o português presta-se muito a estes jogos de sons , ritmos e palavras. Só transcrevo algumas - por recordação minha ou dos meus próximos. Mais alguém quer colaborar ?

O gato maltês
Era uma vez
Um gato maltês
Tocava piano
E falava francês
Queres que te conte outra vez?

Nove vezes nove, oitenta e um
Nove vezes nove, oitenta e um
Sete macacos e tu és um

Pim, pam, pum
Pim, pam, pum
Cada bola mata um
Da galinha p’ró perú
Quem se livra és tu!

O Preto
Truz, truz!
Quem é?
É o preto que quer café
Quanto custa? - Um tostão
Vá-se embora seu ladrão

Truz, truz!
Quem é?
É o preto que quer café
Quanto custa?
-Um pataco.
-Vá-se embora, seu macaco

Tempo
O tempo perguntou ao tempo
Quanto tempo, o tempo tem
O tempo respondeu ao tempo
Que o tempo tem tanto tempo
Quanto o tempo o tempo tem

Cai neve, cai neve
Cai neve, cai neve
Cai neve no jardim
Branquinha cobre o chão e então
Tudo é branquinho assim.

Atirei o pau ao gato
Atirei o pau ao gato to to
Mas o gato to to
Não morreu eu eu
Dona Chica ca ca
Desmaiou ou ou
Com o miau com o miau
Que o gato deu :
Miau !

Tão, baladão,
Tão, baladão,
Cabeça de cão.
Orelhas de gato,
não tem coração.

Lá vai uma, lá vão duas
Lá vai uma, lá vão duas,
Três pombinhas a voar
Uma é minha, outra é tua
Outra é de quem a apanhar.

Sarapico, pico, pico
Sarapico, pico, pico
Quem te deu tamanho bico
Foi a Gata Borralheira
Que come ovos com manteiga.

Os cavalos a correr,
As meninas a aprender.
Qual será a mais bonita
Que se vai esconder?

Mão morta, mão morta
Mão morta, mão morta
Vai bater aquela porta.

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