sexta-feira, 10 de junho de 2011

, uma ilha arrumadinha

A alteia ou malva-rosa (rose trêmière), planta-ícone da ilha, decora todas as soleiras.

Não será a Suíça, mas na ilha de Ré as vilas parecem postais vivos - harmoniosas, ordenadas, floridas, bonitas , limpas, simpáticas, tranquilas.


As coisas mudam num feriado ou ponte, ou na época alta - invasão de multidões, carros estacionados onde calha e esplanadas apinhadas e ruidosas.

Tendo a sorte de ir fora de época com bom tempo, é um paraíso. Começa pelo aeroporto minúsculo, que mal se vê, e se atravessa para a rua em poucos minutos (não há corredores!), onde debaixo de tendas em pano se dão os reencontros e boas vindas. Depois, é tudo pertinho, La Rochelle a 10 minutos e a mais outros 10. Anda-se devagar mas tudo é próximo. Há quem vá-e-volte de bicicleta.

As principais vilas são portuárias, com marinas repletas de lanchas e veleiros, cais em anfiteatro de esplanadas, casinhas em calcário com venezianas azul-claro, cinzentas ou verdes, de onde irradiam ruas em labirinto bordeadas de passeios floridos de alteias (rose trêmière) e algum comércio simpático.


L'Esprit du Sel (há salinas em Ré)

As gentes, são pescadores e "lobos-do-mar" de cachimbo, boné e barba amarela, salineiros, agricultores (vinha), muita gente na apanha/cultura de mexilhão e ostras, lojistas e gente da hotelaria, e turistas, claro, de bicicleta. Diz-se "bon après midi" e "bonne soirée m'sieu/dame" com cuidadosa pontualidade. O empregado cumprimenta (!) "qu'est-ce que je peux vous servir, m'sieu/dame?", depois "bon appétit". Já não se vê disto. Paris não é nada disto.

As principais vilas:

Saint Martin de Ré




À noite, a mais animada

Ars en Ré


Vale a pena ler a mensagem...


A mais florida

La Flotte





Mercado medieval (séc XII)



Bicicletas


Devo ter acertado na melhor altura para ir: já se apanha sol e calor à mistura com trovoada, sossego à semana, e o festival Ré Majeure de que já falei para quebrar a pasmaceira.

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