sábado, 7 de dezembro de 2013

Michael Sanderling à frente da OCM:
grande concerto, a terminar a temporada.


Menos mal, vá lá, desta vez o meu funesto pessimismo foi defraudado. A orquestra tocou lindamente, Michael Sanderling preparou-a e dirigiu-a com imensa segurança e controle, os metais e os pianíssimos estiveram admiráveis - coisa rara na OCM.


O 2º andamento foi para mim o mais bem sucedido. A alternância de secções foi vertiginosa e impecável, o humor presente a rodos fez-me sorrir várias vezes. O adagio final teve entrada avassaladora, as cordas impetuosas em crescendo, mas conseguindo depois quase-silêncios prolongados de arrepiar, como nos derradeiros compassos.

O programa original da C.M. (antes de este concerto ser transformado em homenagem) intitulava-se "Transfiguração". Foi o que sucedeu à orquestra. Estou satisfeito. Não ouviria melhor em casa (critério definitivo para avaliar um concerto).

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Cereja no topo: não avistei nenhum VIP; a polícia abundava fardada e à paisana mas o senhor, se lá foi, primou pela discrição. Ou então passou o concerto a jantar no restaurante, o que lhe deve cair mais no gôto. 

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