segunda-feira, 7 de julho de 2014
Los tesoros de la sombra, escribió Borges
Si el sueño fuera (como dicen) una
tregua, un puro reposo de la mente,
¿por qué, si te despiertan bruscamente,
sientes que te han robado una fortuna?
¿Por qué es tan triste madrugar? La hora
nos despoja de un don inconcebible,
tan íntimo que sólo es traducible
en un sopor que la vigilia dora
de sueños, que bien pueden ser reflejos
truncos de los tesoros de la sombra,
de un orbe intemporal que no se nombra
y que el día deforma en sus espejos.
¿Quién serás esta noche en el oscuro
sueño, del otro lado de su muro?
If sleep is truce, as it is sometimes said,
A pure time for the mind to rest and heal,
Why, when they suddenly wake you, do you feel
That they have stolen everything you had?
Why is it so sad to be awake at dawn?
It strips us of a gift so strange, so deep,
It can be remembered only in half-sleep,
Moments of drowsiness that gild and adorn
The waking mind with dreams, which may well be
But broken images of the night’s treasure,
A timeless world that has no name or measure
And breaks up in the mirrors of the day.
Who will you be tonight, in the dark thrall
Of sleep, when you have slipped across its wall?
— Jorge Luis Borges, “Sueño”
domingo, 6 de julho de 2014
Requiem de Berlioz, dirige Gardiner, no Mezzo
Em cima da hora - é (foi) hoje às 20.30 : atenção à transmissão pelo Mezzo do
Requiem de Hector Berlioz no Festival de Saint-Denis, dirigido por John Eliot Gardiner e com Michael Spyres, em 2012.
[ repete dia 11 às... 8.30 :( ]
Com tempo, alerta para a Ariodante de Handel a ser transmitida no sábado às 20.30.
quarta-feira, 2 de julho de 2014
Cancelas do Barroso e quadros de Nadir
Fui finalmente a Boticas visitar o Centro de Artes Nadir Afonso, coisa decidida já há largos meses.
Na viagem , optei por subir ao Barroso por Cabeceiras de Basto, saindo para Alturas, Vilarinho Seco e Boticas pela N311.
Tive sorte. Fui brindado com um belo dia de sol, estrada bordada de plantas e arbustos floridos, campos de searas já crescida muito dourada, terrenos encerrados pelos lindos muros de pedra transmontanos e cancelas de madeira.
A estrada, num bom piso cinzento claro, serpenteia no planalto de pedras e árvores com uma graça que se integra na decoração campestre.
Do Centro de Artes não vou falar muito.
A arquitectura magnífica e premiada já foi abundantemente divulgada, e na verdade a luminosidade interior é primorosa. A exposição é relativamente pequena, embora com algumas das melhores obras dee Nadir. Claro que me deliciei em particular com este pequeno guache 'Boticas':
Ainda nem tudo está a funcionar em pleno, o horário não contempla domingos, e o hotel ao lado ainda não abriu, pelo que a oferta de alojamento e restauração em Boticas é fraca. Em contrapartida, não faltam espaços floridos e ajardinados.
Espero agora pela abertura do Museu de Chaves.
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