sábado, 21 de abril de 2012

Branda do Crastibô


Continuando por cá: já que tenho mostrado sítios remotos lá de fora, hoje aqui vai um sítio remoto... cá dentro, como o momento turístico exige. Pobre, triste, abandonado, mas tão bonito nesta desgraça toda... típico, enfim.


Soube por voz amiga desta aldeia abandonada nas faldas da Peneda, para os lados de Ponte da Barca. Não há estrada - a mais próxima fica a dezenas de quilómetros.


Não admira que a aldeia tenha ficado deserta. Mas a natureza, já de si generosa, encarregou-se de integrar as casa abandonadas, os muros e as calçadas, o musgo encarregou-se de decorar, e num nenhures de Portugal (é impressionante a quantidade de nenhures que há em Portugal !) nasceu esta beleza.


Uma branda é uma aldeia de ocupação temporária, no Verão, mais acima da encosta; lá em baixo, corresponde-lhe a Inverneira, aldeia de inverno. Anualmente as populações transferiam-se com o gado prara onde os pastos e os terrenos têm melhores condições.


Agora, Crastibô recebe apenas visitas de caminhantes - a Branda está num percurso pedestre de montanha que parte da aldeia de Sistelo, na EN 202-2, no concelho de Arcos para percorrer o Vale Glaciário do rio Vez. Vale a pena, parece.


E é assim, o Portugal que ainda não está estragado é o Portugal que ninguém já quer. Mas a Europa é isto também.

Fontes: Aromâncias e A Caminhar por...

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