sábado, 5 de abril de 2014

Brahms, o Nº 1


Na Casa da Música ouviu-se o concerto para piano nº1 de Brahms, uma das obras que levava sem hesitar para a ilha deserta. Entre a intensidade trágica e a orquestração engenhosa do 1º andamento e o suavíssimo e cristalino adagio encontra-se o que de melhor se fez em música neste planeta.

Dirigiu a OSP Lothar Zagrosek, com Herbert Schuch ao piano. Academismo competente, ausência de marca pessoal. Ouviu-se Brahms sem ruído.

De resto, a primeira parte foi dedicada ao Mar, com duas obras menores, La Mer de Debussy, e o Mar calmo e Viagem Próspera de Mendelssohn (Meeresstille und glückliche Fahrt, Op.27).

As minhas gravações de culto para os concertos de Brahms são: Bruno Leonardo Gelber, nos anos 70; Kovacevich, com W. Sawallisch; e a mais recente, de N. Angelich com Paavo Järvi e uma excelente orquestra da rádio de Frankfurt. Há muitas edições no mercado a evitar, pois esta é uma das obras em que se evidenciam diferenças entre uma boa e uma má interpretação.

No youtube, o melhor que se arranja é uma interpretação dirigida por Simon Rattle (excesso de gravitas, lento até mais não), com Kristian Zimerman ao piano; como não permite a inserção (embed), aqui fica só o link:

Adagio do concerto nº 1 para piano de Brahms
Kr. Zimerman (pn), Simon Rattle
https://www.youtube.com/watch?v=RFOfW1H8k7s

3 comentários :

Virginia disse...


Tenho imensa pena ( a posteriori) de não ter ido a esse concerto. Os dois concertos de Brahms estão na vanguarda dos meus favoritos, são dramáticos, empolgantes e um deles longo.....

Estou a ouvir uma interpretação no Youtube que não é a que rencomendou. Estou a gostar muito da interpretação do Kun Woo Paik e a orquestra checa. Mas é claro que não percebo nada de técnica, só sou sensível ao som que sai do piano....

O meu filho ficou trsite por eu não lhe ter lembrado do concerto - sou eu que compro os bilhetes, ele nunca pára por cá....

Bom Domingo!

Mário Gonçalves disse...

Concordamos sobre Brahms, mas olhe que o concerto foi apenas mediano. Nem piano nem direcção de orquestra eram por aí além.

Para mim, um concerto só vale se proporcionar uma experiência superior à de ouvir uma boa gravação em casa. Não foi o caso.

O pior é que até Junho não há nada de jeito na CM. Desgraças orientais e música pimba. Enfim.

Virginia disse...

Concordo 100% e ultimamente muito poucos concertos me dão a sensação de estar a assistir a algo de extraordinário. Em casa tenho uma aparelhagem ligada à TV que me permite ver os concertos do Muzze ou do Brava HD alto e bom som. Acho que estou blasée, pois o som na CdM parece-me sempre abafado!! Tenho saudades de um concerto decente!! :)
Bom domingo!

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