segunda-feira, 23 de junho de 2014

Ars - no meio de salinas de Ré, um porto e a torre sineira mais alta da ilha.


Há certamente aldeias ou vilas mais merecedoras da classificação "plus belles villages de France" do que esta Ars-en-Ré; embora a ilha tenha sido invadida e saqueada por ingleses e holandeses, falta a Ars fazer-nos sentir História ou Arte. Mas é certamente airosa, florida, de arquitectura coerente e ainda autêntica ao longo das ruas e vielas ("venelles"). Casas de um a três pisos no máximo, fachadas brancas ou branco-sujo, janelas com portadas ou venezianas de madeira à boa maneira mediterrânica em cores suaves - azul, verde, cinzento.

E, claro, as omnipresentes bicicletas, às centenas.

A entrada da vila, junto ao porto, bordada de esplanadas.

Aquele edifício junto ao cais, à esquerda, foi em tempos a estação de combóio que serviu a ilha até 1935.

Lá dentro da vila é assim: caminhando ou pedalando, sempre um gosto.

Portadas venezianas e rosas tremedeiras, o bilhete postal.

O centro é a Place Carnot: tem a igreja de St. Étienne e a Maison do Sénéchal, com o seu torreão muito peculiar.

O portal da Igreja, romano-gótica (séc XI-XV)

A invulgar torre sineira, em flecha octogonal de 40 metros.

Esta casa já foi uma mercearia (épicerie) durante anos, agora é uma épicerie gourmande - ou seja: serve também comidas e bebidas. O pratinho de gambas estava excelente !

A Maison du Sénechal, único exemplar de edifício renascentista em pedra, começou por ser a sede do governador da ilha - o colector de impostos para o Rei e para a República.

Não faltam ângulos bonitos na Place Carnot.

Mas há surpresas modernas, como esta galeria de arte que muito me agradou:

Gilles Candelier - Paradoxes

O passeio à noite - e eram mornas as noites de Junho - sabia pela vida, depois de bem comido e regado.


La doulce vie. É difícil encontrar mais luminosa e harmoniosa suavidade.



2 comentários :

Paulo disse...

Muito apetecível, sem dúvida.

Gi disse...

Até o meu cão acha que devíamos passar mais tempo de férias...