segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Fratres para violino e piano de Arvo Pärt, por Repin e Lugansky


Uma medida possível da grandeza de uma obra musical é a grandeza do silêncio que se faz no fim. Tenho sentido isso várias vezes, a importância do silêncio depois de música de génio - com Brahms e Bach sobretudo. Mas não só - com A Day in the Life de Lennon e McCartney, God Only Knows de Brian Wilson...

Obra prima já bem conhecida da música contemporânea, Fratres de Arvo Pärt é o que me apetece ouvir neste dia tempestuoso depois de ver as notícias de um mundo tempestuoso. Precisamos de distância. Cada vez mais. Precisamos de alternativas ao desastre.




Nunca a Humanidade se olhou como uma multidão de Irmãos. Talvez seja essa a única Utopia, afinal.


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