Nas nossas viagens, tentei sempre conseguir algum concerto ou ópera numa sala local; foram afinal muito poucos, uns em boas salas de concerto, outros em igrejas, palácios, pavilhões.
Começo em 1991, no Grand Théatre de Genève
Guillaume Tell de Rossini
com Chris Merritt, José Van Dam, Gregory Kunde, Jane Eaglen
[Gravação sonora de 'Asile hereditaire' aos 3:02:11 , o genial Finale aos 3:33:30,
Em frente, nos jardins da Place de Neuve, havia jogos de xadrez gigante !
Em Edimburgo, no Usher Hall, estive em 1995 para ouvir András Schiff acompanhar Peter Schreier no ciclo Winterreise de Schubert.
1996 - Rudolfinum de Praga
Em pleno Inverno, nevava com temperaturas de arca frigorífica. Fomos ao Concerto de Ano Novo, em que a Filarmónica de Praga tocou Donizetti, Korngold, Rossini e Dvorak, claro, que tem estátua à entrada.
Este foi o nosso máximo requinte em salas de concerto, a melhor de sempre: o Kultur- und Kongresszentrum Luzern.
Em 2003 estivemos lá para ouvir Claudio Abbado dirigir uma retumbante 2ª de Mahler, cantava Anna Larsson; e dias depois com Cecilia Bartoli, divertidíssima, acompanhada pelos músicos do “Le Musiche Nove”.
O KKL foi obra do arquitecto francês Jean Nouvel. onstruído entre 1995 e 2000, é uma das mais belas e de melhor acústica salas de concerto do mundo.
A 2ª de Mahler por Abbado foi gravada e acabaria mesmo por ser editada em disco. Um momento único, que me marcou intensamente - estava de cadeira de rodas na sequência de uma violenta entorse do tornozelo.
2007 - Ópera Real de Estocolmo
Cosi fan Tutte, de Mozart, com Maria Fontosh, Susann Végh.
Gostei muito de ouvir Végh, o cenário do jardim estava espantoso, boas cenas de conjunto. Uma récita decente mas dentro do mediano.
2010 - Ópera de Zurique
Estreei-me em Wagner com Os Mestres Cantores de Nuremberga, encenação de Nikolaus Lehnhoff, direcção de Philippe Jordan. Cantaram Matti Salminen, Michael Volle, Alfred Muff, Robert Dean-Smith.
Talvez a melhor récita a que já assisti. Nem sou fã de Wagner, mas os Mestres ainda não são demenciais como as seguintes; canto, teatralização, orquestra, tudo ajudou a umas horas de suspensão do tempo. Mesmo com cenários muito desiguais - excelente a viela em escadaria no 1º acto e a fortificação no 3º, mas o 2º acto era uma macacada moderna de fugir.2012 - Veneza, La Fenice
O Teatro de La Fenice está emparedado pela densa rede de casario e canais de Veneza. Não se consegue uma perspectiva larga do edifício.
Rigoletto, de Verdi, dir. Daniele Abbado, com Dimitri Platanias, Désirée Rancatore, Celso Albelo.
Que grandes vozes! Albelo deslumbrante, um belo 'Caro Nome', mas uma encenação triste - esperava mais do La Fenice do que trajes escuros do século XX e um cinzentão de paredes com portas e janelas em papelão de recorte cúbico.
2015 - Lubeck, MuK (Musik und Kongresshalle)
2015 - Palau de les Arts, Valencia
Engolidos pelo monstro de Calatrava. À noite é mais feio.Fomos ouvir a Norma de Bellini , direcção de Davide Livermore, com uma Mariella Devia perto da reforma mas ainda com muita classe !
Concerto improvável foi em Cheltenham, em 2016 quando passeei pelos Cotswolds. A sala foi a antiga Câmara, de bela arquitectura.
-----------------------------------------------------------------------------------------------
Alguns outros houve, por vezes grandes concertos - Madrid, Viena, Glasgow, Heidelberg, Bolonha, Valladolid, Barcelona, Paris, Roma... mas não tenho suficientes documentos para os acrescentar a esta lista.

.jpg)
.jpg)































Sem comentários:
Enviar um comentário