Akademik Vernadsky Stantsiia (Station)
Está constituída por uma dezena de pavilhões construídos em madeira e metal sobre rocha - um edifício principal de dormitórios e espaços comuns, tanques e abrigo de geradores para fornecimento de energia, vários laboratórios e equipamentos. Em 1980 foram melhoradas as condições de habitabilidade e de investigação, ampliando as capacidades para 24 residentes temporários (em rotação); por regra a ocupação é de uns 14-15 investigadores e pessoal.
O primeiro edifício para quem desembarca é a recepção, serviço postal e escritório administrativo.
A mão de Boas Vindas em amarelo vivo é um sinal distintivo da estação.
A Ucrânia tomou posse da estação britânica em 1996, pelo preço simbólico de uma libra ! A moeda da compra está embutida no balcão do bar da estação.
A primeira equipa ucraniana chegou à estação em Novembro de 1995, e a transferência foi realizada pela troca de bandeiras.
Os ucranianos que vieram residir na estação adoptaram uma 'praxe' britânica - o habitual mergulho nas águas geladas vestindo apenas gravata e calções, no pino do Inverno Austral, que é a estação 'quente' ...
Os recordes de temperatura são - 43 º e +13º. Julho e Agosto são os meses mais frios, de Novembro a Fevereiro os mais 'quentes'. O Iverno Austral (ausência de Sol) é de Março a Outubro.
O edifício principal tem dois andares, em baixo o dormitório e laboratórios e em cima áreas sociais - cozinha, sala de jantar, centro médico-cirúrgico, ginásio, biblioteca, loja e bar, o célebre Faraday Bar.
Adelie House, em madeira revestida de chapa metálica.
A loja mais próxima do Pólo Sul.
O fornecimento de energia está a cargo de um dos três geradores diesel, estando sempre dois em manutenção mas prontos a entrar ao serviço em caso de avaria.
Os dois pontos de referência vistos do mar são o poste indicador de distâncias e o tanque negro:
Tanque de combustível para os geradores
'O mais difícil é sobreviver ao frio e longo inverno, que aqui é entre Março e Outubro. Nem sequer as aves ficam, voam para Norte onde está menos frio. Não podemos usar os barcos insufláveis, porque o gelo fica impenetrável. Estamos sempre sós, e é quase sempre noite escura - a luz do dia mal chega a três horas, e mesmo essas são uma espécie de crepúsculo. Com a Noite Polar, perdemos a noção das horas, andamos num estado permanente de dormência; saír, só de lanterna na mão, atafulhados com roupa aquecida, de máscara e óculos de neve.'
[excerto do testemunho de um Vernadskyano]
Correio para muito longe.
Recentemente os pavilhões da base foram pintados de verde.
Renovação.
O Noosfera
Mas o protagonismo da Ucrânia como potência Antártica não se fica por aqui; em 2021, um ano antes da invasão militar russa da Ucrânia, o antigo quebra-gelos britânico RRS James Clark Ross entrou ao serviço da Ucrânia, restaurado e remodelado: o Noosfera. É um belo apoio logístico à Vernadsky e à investigação dos mares e da atmosfera.
Com 5700 toneladas, está equipado com uma bateria de laboratórios e equipamento submarino, podendo pesquisar até 8 km de profundidade.
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V. I. Vernadsky (1863 - 1945) foi um cientista pioneiro nas Ciências da Terra, fundou a bioquímica e a radiogeologia, criou a tese da biosfera / noosfera; tem estudos aprofundados sobre a crosta terrestre - mineralogia, cristalografia, .... Foi o primeiro Presidente da Academia das Ciências da Ucrânia. Descendente de uma família de cossacos de Kiev, passou a infância em Kiev e Kharkiv. Na sua vida académica em S. Petersburgo, declarou-se sempre, em palestras e textos, pela causa do povo ucraniano oprimido e empobrecido; nos seus estudos, publicações, viagens e contactos frequentemente abordava a questão ucraniana, em franca divergência da posição oficial soviética.
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