Nas curtas excursões de férias pela Europa enquanto a saúde permitiu, éramos tentados às vezes a trazer lembranças, sempre coisas pouco volumosas e leves. Para muitos poderão ser 'bugigangas' ou 'pechisbeque', para nós estão associadas a memórias, não tanto memórias afectivas mas memórias de quando o tempo passado em viagem era um prazer (apesar dos incómodos, sempre).
Ibrik turco de cobre, de Ohrid via Zagreb (1983).Nesses anos fizemos a costa do Adriático, ainda a Jugoslávia era um país. Oito anos depois, pouco restava de Sarajevo.
Gosto muito do efeito duplicador da sombra com o sol baixo.
Gobelino 'jacquard ' com cena de caça; este veio de Veneza (2000) de uma loja junto ao Grande Canal; nessa altura não havia limite ao peso da bagagem de cabine, a Lufthansa não pôs problemas. Ainda se voava tranquilamente
Aguarela Toscana de Florença (2002). O jovem aguarelista pintava sob a loggia da fachada dos Uffizi, a dar para o rio Arno. Só me arrependo de não ter comprado mais.
O relógio Past Times de Cambridge. É uma simples réplica chinesa em resina a imitar rétro vitoriano, mas a caixa está muito bem fabricada.
Tentei-me com outro relógio pastiche, em Heidelberg, com pêndulo rotativo de 4 contrapesos em latão e campânula de acrílico. Tão giro!
Relógio de contrapesos de Heidelberg (versão plástico e latão) - desde 2005, ainda funciona: made in Germany
Tartaruga de estimação.
Obviamente, necessariamente, o que mais trazíamos eram livros, que pesavam como chumbo nas malas. Muitos deles escolhidos para aprofundar o que tínhamos acabado de aprender.