segunda-feira, 4 de maio de 2009

Passeio de domingo






O vento leste, contra o quebrar da crista das ondas, levanta a espuma; assim as ondas ainda são mais bonitas.
Boa semana!

domingo, 3 de maio de 2009

Crepúsculo, hoje


Também este crepúsculo nós perdemos.
Ninguém nos viu hoje à tarde de mãos dadas
enquanto a noite azul caía sobre o mundo.
Olhei da minha janela
a festa do poente nas encostas ao longe.
Às vezes como uma moeda
acendia-se um pedaço de sol das minhas mãos.
Eu recordava-te com a alma apertada
por essa tristeza que tu me conheces.
Onde estavas então?
Entre que gente?
Dizendo que palavras?
Porque vem até mim todo o amor de repente
quando me sinto triste, e te sinto tão longe?
Caiu o livro em que sempre pegamos ao crepúsculo,
e como um cão ferido rodou a minha capa aos pés.
Sempre, sempre te afastas pela tarde
para onde o crepúsculo corre apagando estátuas.

In Vinte Poemas de Amor
e Uma Canção Desesperada


Pablo Neruda

sábado, 2 de maio de 2009

Otche Nash, de Kedrov

Uma das mais bonitas peças da liturgia ortodoxa. Valha-nos O Pai Nosso, quando tudo o resto parece falhar.



Youth Choir of Petcherskaja Lavra Kiev
Dir. Olena Solovey
Synagogue of Augsburg, Germany

Otche nash, izbe esi na Nebesynkh
Da evyatitsya imya tvoe
Da priidet tsaratvie tvoe
Da budet volya tvoya
yako na Nebesi, i na zemli

Khlyab nasli nasnshtnii
dazhd nam does :
I ostavi nam dolgi nasbya

I ne wedi nas vo isku- shenie:
No izbavi nas ot lukavago.