quarta-feira, 21 de abril de 2010

Coisas que me enervam:

o mau uso da matemática

Todos os aldrabões deste mundo, desde astrólogos e pós-modernos a políticos e técnicos da educação, gostam imenso de usar terminologia e instrumentos matemáticos para dar crédito às suas aldrabices. Mentir com a matemática está de moda. Falar em "vectores", "diferenciais", "correlações" ou (ah ah ah!) "mínimo divisor comum", descontextualizados e esvaziados de sentido, ou usar a estatística sem critérios nem rigor para construir as maiores mentiras, ou as maiores vulgaridades, em estudos geralmente inúteis ou enviesados e para se concluir aquilo que à partida se quer - é para isto que muitos "aprendem" as bases da matemática no ensino básico e secundário!

É desgastante, por exemplo, o tempo que se perde a fabricar e a analizar papéis intitulados "avaliação" ou "diagnóstico" em que se despejam tabelas comparativas, médias, percentagens, desvios padrões, papéis que depois são objecto da ordem de trabalhos em longas reuniões, e que para além erros processuais não servem para n-a-d-a.

Ignoram a maioria das vezes que

1º não se pode comparar o incomparável: duas amostras de dimensão ou de características muito diferente não podem servir para um estudo comparativo sério. Sejam turmas de alunos , países ou repartições.

2º a diferença é boa, a uniformidade é má
Frequentemente o objectivo é chegar a um padrão de uniformidade, em que haja desvios mínimos, em que se eliminem discordâncias; ora numa escola ou numa repartição ou na União Europeia o que é bom é que HAJA diferenças, horrível seria que todos fossem iguais à média.

3º resultam na pioria dos serviços por intimidação
os casos escandalosos já estão à partida conhecidos e diagnosticados, os números só servem para intimidar os responsáveis por diferenças mais que compreensíveis e até benéficas.

Odeio isto. Mas odeio. É muito pior que todas as nuvens de cinza que todos os vulcões deste mundo possam emitir. Tapa os olhos de forma insidiosa.

domingo, 18 de abril de 2010

Mais imagens do vulcão Eyjafjallajökull



Assim era o Eyjafjallajökull antes da erupção, com o cone coberto por um espesso manto de gelo.

Enquadramento do glaciar, ainda no início da erupção





Vídeo do telegraph.co.uk:
http://www.telegraph.co.uk/earth/earthvideo/7544497/Icelandic-volcano-spews-more-lava-dramatic-pictures.html /

(imagens do Flickr)

sábado, 17 de abril de 2010

Eyjafjallajökull

Com um nome destes, não admira que rebente em explosões de lava e lance toneladas de cinza pelos céus.

Os homens esquecem facilmente que o planeta não é um hotel com spa e ar condicionado (felizmente). E a fragilidade dos nossos "life-supporting systems" é evidente perante fenómenos como este: muitas das comodidades que damos por adquiridas entram em completa falência.

Do que mais precisamos não é de "proteger o planeta Terra": é sim , e cada vez mais, de nos proteger do planeta Terra. E isso só com mais ciência.