segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Welcome Yule, solstício no Parque


O germânico e pagão Yule (Jul- na Escandinávia), anterior ao nosso Natal, decorre entre 20 e 23 de Dezembro, em celebração do Sol que renasce - culto de Isis, Alcione, Mitras, Saturno, Odin, com fogueiras e danças ao pôr do Sol.

Este ano o solstício acontece na terça, 22.
E no Parque da Cidade entardece assim:








Wolcum Yole !





sábado, 19 de dezembro de 2015

Kurt Masur (1927-2015), um grande que partiu aos 88


O maestro Kurt Masur era um especialista de Mendelssohn e Dvorak. Dirigiu a Filarmónica de Nova Iorque durante 11 anos, sempre com grande elegância - a marca que deixou: equilíbrio e precisão clássica, e uma imagem única. Ficou na memória o seu Requiem de Brahms em homenagem às vítimas do 11 de Setembro. Na Alemanha esteve à frente de outra grande orquestra - a Gewandhaus Leipzig.

Anne Sophie Mutter tocou e gravou muitas vezes com Masur, uma dupla formidável; aqui fica um dos pontos altos da carreira - o concerto para violino de Mendelssohn:


Outro momento único - A Novo Mundo de Dvorak, com a NYPO:




Este ano foi funesto para os grandes maestros da era clássica.


sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Um poema de Nancy Campbell


Já aqui dei notícias de Nancy Campbell, uma escritora de prosa e poesia de Oxford que tem feito longas estadias no Ártico, sobretudo na Gronelândia, como artista residente em museus. Publicou vários escritos em editoras alternativas, e já há algum tempo sou seu seguidor no blog.

Deixo aqui um pequeno poema moral incluído no livrinho Disko Bay *. Quando o compra-compra natalício começa a cansar, sabe bem imaginar que, se quisermos, podemos desistir do capitalismo, construir o nosso próprio kayak e partir, mundo fora...


Giving up on capitalism

The first kayak he made was a one-krone kayak,
one krone was all he got for it.
He threw the coin down on his mother's bench:
fifty øre for coffee and sugar,
fifty øre for needles.

The next kayak he made was a two-kroner kayak,
he was given two kroner for it.
He ran to lay the coins on his mother's palm:
one krone for whisky,
one krone for blue cotton.

Then he made a kayak all for himself.
He had only enough skins
to cover a slim hull
but he pegged them down deftly
and paddled away.





* Enitharmon Press, 2015