quinta-feira, 8 de junho de 2017
Como se tivesse ido ouvir DiDonato a Oviedo cantar pela Paz
Estive para ir, sim, com bilhetes comprados e tudo. Mas a vida passa rasteiras com cada vez maior frequência, e tive de cancelar.
Joyce DiDonato, mezzosoprano
Il Pomo D'Oro
dir. Maxim Emelyanychev
En guerra y paz.
Armonía a través de la música
Foi na terça-feira, dia 6.
Um programa encenado e coreografado.
Era assim o Programa:
GUERRA
G. F. Händel (1685-1759): “Scenes of horror, scenes of woe”
(Storgé), de Jephtha, HWV 70
L. Leo (1694-1744): “Prendi quel ferro, o barbaro!”
(Andromaca), de Andromaca
E. de’ Cavalieri (1550-1602): Sinfonía, Rappresentatione di
Anima et di Corpo (instrumental)
H. Purcell (1659-1695): Ciaccona en sol menor para tres violines
y bajo Z730 (instrumental)
H. Purcell: “When I am laid in earth” (Lamento de Dido),
Dido and Aeneas. Z626
G. F. Händel: “Pensieri, voi mi tormentate” (Agrippina),
Agrippina HWV 6
C. Gesualdo (1566-1613): “Tristis est anima mea”, Tenebrae
Responsoria nº 2 (instrumental)
G. F. Händel: “Lascia ch´io pianga” (Almirena), Rinaldo
HWV 7
PAZ
H. Purcell: “They tell us that you mighty powers” (Orazia),
The Indian Queen Z630
G. F. Händel: “Crystal streams in murmurs flowing”
(Susanna), Susanna HWV 66
A. Pärt (1935-): Da pacem, Domine (instrumental)
G. F. Händel: “Augelletti, che cantate” (Almirena), Rinaldo
HWV 7
G. F. Händel: “Da tempeste il legno infranto” (Cleopatra),
Giulio Cesare HWV 7
Um vídeo do ARTE com a récita no Liceo de Barcelona pode ser visto aqui.
Falta o principal, ter ido, mas mesmo assim posso dizer que - foi uma grande noite de música, pois claro ! Não sei se vai dar para ir à Gulbenkian no ano que vem, veremos. Atrasada embora, será uma consolação.
Sobre o concerto, Joyce DiDonato explica-se, convincente e categoricamente:
Deixo duas prendas magníficas - os dois encores do concerto de Oviedo.
1. Jommelli, Sprezza il furor del vento.
2. R. Strauss, Morgen ! - espantoso violino dos Pomo D'Oro!
Críticas, comentários:
http://www.beckmesser.com/
http://www.elcomercio.es/culturas/musica/201706/07/joyce-didonato-musica-entre-20170607000552-v.html
segunda-feira, 5 de junho de 2017
O tranquilo Tamisa que aqui se chama - the Isis !
A denominação celta 'Tamesas' foi romanizada como 'Tamesis', e com o passar dos anos acabou truncada para 'Isis' entre Oxford e Dorchester; os estudantes mantêm com gosto o culto dessa tradição, apesar da actual ressonância antipática. The Isis é o curso de água onde os universitários remam, e foi nome literário do Tamisa para Carroll, C. S. Lewis, Phillip Pullmann...
É um rio vagaroso, gentil, de margens planas. A maior beleza é a do arvoredo em redor e reflectido. Passear nas margens não é nada de especial - nos poucos percursos pedonais de jeito abundam ciclistas apressados; é sobretudo um curso de água para prática de remo, e para uns poucos anti-sociais ou excêntricos é uma rua onde morar, numa daquelas estreitas barcas de canal típicas de Inglaterra, que também se encontram no afluente Cherwell.
http://isismagazine.org.uk/
https://www.facebook.com/isismagazine/
Actualmente já não é um semanário, mas uma publicação de fim de termo lectivo, com um website.
Um exemplo do design (sempre diferente de revista para revista) é a apresentação do índice:
Páginas de poesia:
Um festa de design gráfico e irreverência.
Ao contrário daquela coisa repelente que dá pelo mesmo nome, por desgraçada coincidência, The Isis é um triunfo civilizacional. Viva o Isis !
sábado, 3 de junho de 2017
Seis minuros de paz, por Mendelssohn e Herreweghe
Verleih' uns Frieden gnädiglich
Dá-nos graciosamente a paz
Entre 1830 e 1831 Mendelssohn viajou largamente pela Europa, com estadas em Munique, Salzburgo, Linz, Viena, Graz, Veneza, Florença, Roma, Pompeia, Génova, Milão. Mas a mais demorada visita foi a Roma onde esteve 5 meses e onde compôs esta oração à paz.
Uma obra baseada em três versos que se repetem continuamente em quatro partes vocais. Começa contemplativa e vai em crescendo, até usar todas as forças vocais e orquestrais no último verso, um final caloroso que deixa esperança nessa paz que se anuncia.
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