sexta-feira, 13 de julho de 2012

Moonrise Kingdom e o gosto de ler

Uma das coisas que me fascinaram no filme foi a atracção pelos livros e pelo acto de contar histórias. Sempre que Suzy abre um livro, o momento é solene, quase sagrado. Eis um vídeo engraçado, com o incrível narrador (outro achado genial), sobre os livros do filme:



Também a música tem um papel fundamental no filme, desde o Young Person's Guide to Orchestra e o Noye's fludde de Britten até à canção de... Françoise Hardy (le temps de l'amour). Como não ficar rendido a um filme que adora livros e música ? :)

Há muitas imagens que certamente guardarei para sempre na memória; por exemplo, a de Suzy no alto do farol perscrutando a ilha com os binóculos - a procura da "lonjura" (no espaço e no tempo), do "outro", porque o aqui e agora é feio e triste. Imagem que vale 1000 palavras, sim.


Um filme afinal feliz, onde as tragédias de vida quase sufocantes, que encercam mas não conseguem derrotar a aventura, são distanciadas com um sorriso melancólico.

E o final não é happy end, é open end, como deve ser.

5 comentários :

Enviar um comentário