sexta-feira, 13 de julho de 2012

Outra pequena jóia, esta germânica. 150 anos depois.

Brahms,1886:

Uma canção ligeira, quase pop, quem diria ? Brahms light.
Lembra
Lily Marleen.

Primeiro, a versão instrumental, que prefiro:

Wie Melodien zieht es mir durch den Sinn, op.105 no.1


tocam
Angel García Jermann, violoncelo
Kennedy Moretti, piano

Agora, cantada por Hans Hotter com Gerald Moore ao piano, grande dupla !


Wie Melodien zieht es
Mir leise durch den Sinn,
Wie Frühlingsblumen blüht es,
Und schwebt wie Duft dahin.

Doch kommt das Wort und faßt es
Und führt es vor das Aug',
Wie Nebelgrau erblaßt es
Und schwindet wie ein Hauch.

Und dennoch ruht im Reime
Verborgen wohl ein Duft,
Den mild aus stillem Keime
Ein feuchtes Auge ruft.

It moves like a melody,
Gently through my mind;
It blossoms like spring flowers
And wafts away like fragrance.

But when it is captured in words,
And placed before my eyes,
It turns pale like a gray mist
And disappears like a breath.

And yet, remaining in my rhymes
There hides still a fragrance,
Which mildly from the quiet bud
My moist eyes call forth.

4 comentários :

Paulo disse...

Prefiro a versão cantada. E com Hans Hotter e Gerald Moore...
A versão para violoncelo soa-me demasiado easy listening.

Virginia disse...

São ambas uma beleza...adoro Brahms!

Obrigada!

Gi disse...

Bonito, mesmo para quem não ama Brahms.

Mário disse...

oh, Gi,

à espera de um amor tardio? um dia terá uma revelação, súbita e fatal :)