segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Dunedin Consort: 'O beauteous Queen'


Os escoceses Dunedin Consort, dirigidos por John Butt, estão pela segunda vez nomeados para os Gramophone Awards, e é bem merecido, como passo a provar. Em 2014, são duas as nomeações, uma pelos Brandeburgueses de Bach que já anteriormente mencionei, outra pelo Requiem de Mozart, de que arriscam uma impressionante nova versão.

Deixo aqui uma amostra de outra gravação dos Dunedin, a oratória Esther de Handel (versão de 1720) editada em 2012 ; é uma ária para tenor daquelas preciosidades raras que só Handel sabe fazer:


O beauteous queen, unclose those eyes!
canta Robin Blaze.

(Ahasuerus, priest of the Israelites:)

O beauteous queen, unclose those eyes!
My fairest shall not bleed;
Hear love's soft voice that bids thee rise
And bids thy suit succeed.
Ask, and 'tis granted from this hour,
Who shares our heart shall share our power.
O beauteous queen . . . (da capo)


- Dunedin Consort, dirigido por John Butt

O nome do agrupamento vem do gaélico Din Eidyn, 'o monte de Odin', como era conhecida a elevação do Castelo de Edimburgo. São apenas 20 e apostam mais na riqueza do detalhe e do contraponto que na 'gravitas' opulenta de uma grande orquestra.

Esther é uma das 29 oratórias (e 42 óperas) de Handel - possivelmente uma estafa de hora e meia se a interpretação for medíocre. Escrita em 1710, revista em 1720, aprimorada em 1732, foi baseado na tragédia homónima de Racine que Handel escreveu a que seria a primeira oratória inglesa.

Esta gravação só é comparável à de Cristopher Hogwwod com a Academy of Ancient Music, mas vai de facto mais longe na procura de autenticidade. Para comparação, esta interpretação também sublime de Anthony Rolfe Johnson, contando com uma orquestra bem mais nutrida. Não sei de qual goste mais.


Talvez de Blaze.



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