terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Lisboa, FCG, dois "Brahms" com Elisabeth Leonskaja.


Escapada anual a Lisboa, desta vez mais cedo que o habitual. É que, podendo, não perco um concerto de Brahms para piano, e Elisabeth Leonskaja vem à FCG tocar os dois de uma assentada. Raridade.


Leonskaja não é conhecida pela delicadeza, nem pela subtileza, nem pela excelência do toque. Não é nenhuma Maria João Pires. É uma pianista à boa maneira russa (por acaso é georgiana), técnica impecável, força máscula, um pouco martelado às vezes, mas abundante em dinâmica e pathos. Em Brahms pode resultar ora melhor, ora pior. Não espero pianíssimos sublimes, mas sangue, suor e lágrimas.

Preocupa-me mais Ainars Rubikis, que vai dirigir a orquestra da Fundação, do qual tenho ouvido dizer praticamente a mesma coisa: falta de subtileza e empenho nos momentos delicados, tendência para os fortíssimos  com excesso de metais. As duas sensibilidades parecem demasiado ressonantes, preferia algum equilíbrio.

Veremos. De resto, há pouco para fazer em Lisboa, por esta altura.

Fica a Leonskaja com Paavo Järvi :

0 comentários :