domingo, 17 de março de 2013

A União Europeia com tiques de ditadura estalinista 'das bananas'

Esta sim, a maior machadada de sempre na minha simpatia e apoio ao projecto europeu.

Não se faz: entrar por um país membro adentro, não com tanques mas com ordem de confisco às contas bancárias dos cidadãos, e à boa maneira socialista soviética, esbulhar a classe média (oh, burgueses !) das suas poupanças.

Como não são os 'pobres' mas os 'ricos' que assim pagam a crise, não se vê por aí grande movimento solidário ou de protesto. Cá, a notícia vem sempre depois do Papa e dos futebóis - afinal é apenas o Chipre.

Pois este sim, é o momento de ter medo, raiva e revolta: anuncia-se o tipo de tirania que pode estar à espreita, e não é neo-liberal, é de raiz colectivista. O Estado está falido, vai-se ao bolso dos endinheirados: é 'os ricos que paguem a crise' a ser levado à prática pelo poder central europeu. Podia ser num regime militar sul-americano, mas não: é aqui.

Mil vezes antes a estratégia do FMI, que nos empobrece também, sim, mas com algum sentido de justiça e equidade. Porque sabe o valor do dinheiro, não lhe toca senão com luvas. Pode penalizar ganhos futuros, mas a propriedade de cada um é intocável. Ao ponto de dar as tais garantias sobre depósitos, que a UE tanto apregoa mas foi a primeira a atropelar.

É a primeira vez que me sinto um inimigo, e um fraco e vulnerável inimigo, para quem manda na Europa.

Tristeza, enorme.

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