domingo, 12 de janeiro de 2014

Bach, para começar musicalmente o ano aqui no Livro


O Largo do concerto nº5, BWV 1056, é uma daquelas (muitas) obras de J.S. Bach que não têm igual: são geniais e pronto, e por mais conhecidas que sejam resta-nos ouvir num estado entre o pasmo e a levitação . E talvez cantar.

Três escolhas:

A lentidão e interioridade sublimes, os silêncios do piano de W. Kempff


A pureza e a minuciosa perfeição de T. Pinnock no cravo, mais autêntico


O toque doce e contido (triste?) de Maria João Pires


Numa obra de 3 minutos, como pode uma interpretação ter mais 40 segundos que outra ? Não é incrível ? E sem que se lhe possa apontar defeito ! Mais ou menos 40 segundos, a obra de mestre Bach não se importa - fica até a ganhar com a variedade. Até porque o próprio J.S. usou este Largo numa das cantatas, e num concerto para oboé, e num concerto para violino...

Querem-me obrigar a escolher uma para a ilha deserta ?
Kempff. A mais "hereje".

9 comentários :

Gi disse...

Fico com a versão com a Maria João Pires e os violinos em pizzicato a crescer de repente para o final.
Sublime.

Paulo disse...

Eu, para ser diferente, devia preferir a versão de Pinnock (belíssima também, por sinal, como as outras duas). Contudo, fico-me com a de MJP.

Mário Gonçalves disse...

Será que detecto aqui um cheirinho de patriotismo a prevalescer ? :)

Obviamente não ficava nada descontente, na ilha, com a vossa escolha.

Paulo disse...

Não, Mário :)

Gi disse...

No que me diz respeito não tem nada a ver com patriotismo, Mário, juro.

Mário Gonçalves disse...

Nem seria crime ...

Crime é a minha 'bacorada':
prevalescer, francamente !

prevalecer prevalecer prevalecer prevalecer prevalecer prevalecer prevalecer prevalecer prevalecer prevalecer prevalecer prevalecer prevalecer prevalecer prevalecer prevalecer prevalecer prevalecer … [100 vezes]

Paulo disse...

Não achei mal: é uma mistura de prevalecer com crescer.

No meu caso também não tem nada a ver com patriotismo, como pode calcular. É uma questão empática. Maria João Pires toca duas notas juntas e eu começo a pairar. Poucos pianistas me transmitem emoções tão fortes como ela.

Mário Gonçalves disse...

Já me tem acontecido, em concerto. Infelizmente, é cada vez mais raro. Devia ir ao Barbican para o Schumann, mesmo que passasse o resto do ano a poupar em CDs. Tarde de mais - esgotadíssimo.

Virginia disse...


Ganhei um pedacinho do serão a ouvir Bach, num dia atribulado com muita família pelo meio…ou 8 ou 80.

Mas agora descansei com o piano e o cravo….também gosto muito doutro adagio de outro concerto dele, mas não me lembro do numero agora…fico em extase quando oiço.

Para a ilha levaria a obra inteira de Bach e nem me preocupava com as interpretações :)))

Acho o Kempff um nadinha lento, mas foi o som que mais gostei!

Abº

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