terça-feira, 18 de março de 2014

Augusta Raurica, vila romana no Reno


Foi novidade para mim, um teatro romano junto a Basileia. Augusta Raurica é um sítio arqueológico no vale do Reno superior, 10 km a leste dessa cidade, na actual vila de Augst.
É um dos raros sítios romanos na Europa central, e o mais extensivamente conservado e protegido.


Augusta Raurica, ou Colonia Augusta Rauracorum, foi fundada por Lucius Munatius Plancus cerca de 44 A.C., numa região habitada por uma tribo de celtas gálicos - os Rauraques ( Rauraci), que devem o nome ao rio Araura, actualmente Aar.

A construção da cidade avançou mais a partir do ano 10 D.C, sob o imperador Augusto, uma vez conquistados os Alpes centrais (25 - 7 A.C.). 

Por volta de 200 D.C., Augusta Raurica era um próspero centro de comércio, atingindo uma população de cerca de 20 000 habitantes. Possuía uma Cúria, um Fórum, um Anfiteatro, um Aqueduto, templos, banhos e o maior Teatro a norte dos Alpes, com 10 000 lugares.


Exportava carnes salgadas para outras partes do Império. Homens e bens, quase tudo o que circulava entre o Baixo e o Alto Reno passava por Augusta Raurica - nas suas pontes sobre o Reno cruzavam-se duas importantes rotas de tráfego comercial: a rota norte-sul das fronteiras fortificadas (limes) para Itália, e a rota este-oeste entre a Gália e o Danúbio.


Museu Romano de Augst é um museu arqueológico a céu aberto, onde também se mostra a reconstrução de uma casa romana. Ainda falta escavar 80 % da presumida área arqueológica. 




Visitei o local agora, de autocarro a partir de Basileia. Não me fez arrepios na espinha - falta qualquer coisa de mais evocativo, mais único.

Reconstrução do peristilo de uma casa romana

Grande riqueza em pratas.

Só me arrebatou a câmara dos mosaicos, uma sala fria fechada. Ali sim, entrei noutra era, dentro havia um inquietante silêncio, os mistérios do tempo e do templo.





Não é Conímbriga, mas é muito bonito.


Como acabou tudo? Durante o séc. III alguns terramotos podem ter destruído grande parte da cidade, que perdeu importância comercial; por volta de 300 D.C. foi construída uma fortificação (Castrum Rauracense) que se tornou a base principal da Legio Prima Martia, a legião que guardava esta parte das fronteiras romanas. Manteve-se até ao século VI , quando sucessivas invasões germânicas conquistaram os povos helvéticos e arrasaram a fortificação.




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