sábado, 10 de fevereiro de 2018

Maneiras de estar quentinho, no New Yorker


Ainda sob a 'vaga de frio' (foi mesmo ?), achei graça a estes bonecos que salpicavam as páginas de um recente número do New Yorker. Não sei quem é autor.








Giros. Bom fds quentinho !

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

Frio poético, que talvez aqueça a alma


La grande plaine est blanche, immobile et sans voix.
Pas un bruit, pas un son; toute vie est éteinte.
Mais on entend parfois, comme une morne plainte,
Quelque chien sans abri qui hurle au coin d’un bois.

                             A vasta planície está branca, imóbil e sem voz.
                             Não há ruído, nem um som; toda a vida se extingue.
                             Mas ouve-se por vezes, como triste queixume,
                             Algum cão sem abrigo uivando no canto dum bosque.


Guy de Maupassant


La neige tombe, indiscontinûment,
Comme une lente et longue et pauvre laine,
Parmi la morne et longue et pauvre plaine,
Froide d'amour, chaude de haine.

                              Cai a neve, indescontinuamente,
                              Como uma lenta e longa e pobre lã,
                              Por entre a triste e longa e pobre planura,
                              Fria de amor, quente de ódio.


Émile Verhaeren


The cold earth slept below;
         Above the cold sky shone;
                And all around,
                With a chilling sound,
From caves of ice and fields of snow
The breath of night like death did flow
                Beneath the sinking moon.

                      Por baixo, a terra fria adormecida;
                              Em cima brilhava o frio céu;
                                     E a toda a volta,
                                     Com som de arrepiar,
                     Das caves de gelo e dos campos de neve
                     O respiro da noite qual morte soprou
                                     Sob uma lua cadente.


Percy Bysshe Shelley

                         
Quando está frio no tempo do frio, para mim é como se estivesse agradável, 
Porque para o meu ser adequado à existência das cousas 
O natural é o agradável só por ser natural. 

Alberto Caeiro.

domingo, 4 de fevereiro de 2018

Kunsthaus (III): Giacometti, o Suíço


Para um país interior, montanhoso, pequeno e fechado ou até 'tacanho' como alguns o caracterizam, a Suíça deu um surpreendente contributo às artes. Paul Klee, Ferdinand Hodler, os Giacometti, Adèle d'Affry... e às letras: Hermann Hesse, Blaise Cendrars, Rousseau, Elias Canetti...  Um país que não precisou de estar nas Descobertas nem nas Rotas do ouro e da seda para ter um lugar destacado na cultura europeia.

[É verdade que a música suíça é uma nulidade, não há compositores suíços de jeito; mas não faltam excelentes orquestras em Basileia e Zurique, e salas com uma programação de excelência].

Albert Giacometti é figura de culto, todos os museus e muitos jardins têm o seu Giacometti, que se tornou um ícone suíço também pela sua forte marca estética - as figuras esguias em bronze, que se diriam anoréxicas ou famélicas não fosse a energia do seu movimento.

Na Kunsthaus, Giacometti ocupa sempre um espaço previlegiado, mas a disposição das obras é mudada frequentemente. Agora estava assim:




Homem caminhando à chuva, 1948


Homem vacilando, 1950


  
O carrinho, 1950


E aqui termino esta série de posts dedicados à Kunsthaus.

O edifício neo-grec de Karl Moser.