domingo, 26 de fevereiro de 2017

Califado kaput


Pensei que ia festejar a "limpeza" de Mosul, como se fosse possível uma guerra limpa. O número de vítimas civis é assustador.

Sem festa, sem alegria, sinto ainda assim uma alívio pelo desaparecimento do pesadelo 'daesh', apesar de tudo é uma vitória das forças democráticas (+ ou - ) e civilizadas (- ou + ). Oh, que maldita realidade esta tão pouco maniqueísta, em que os bons são tão maus, sem que os maus tenham nada de bondade.

Vejamos o lado positivo. Não me parece que haja espaço para nascer outra organização islamista deste calibre. Não vai haver quem queira ser "califa no lugar do califa" (René Goscinny, Iznogoud). Os sunitas radicais vão ficar incapacitados por longos anos, e tirando talvez ataques talibãs no Paquistão, o terrorismo islâmico vai decrescer. Se algum perigo está a espreita, vem da possível mas improvável coligação Irão-Rússia-(Turquia), tão incoerente que até custa a acreditar.

No lado de 'cá', Trump e LePen são a paranóia que se segue. A União Europeia até tem uma boa oportunidade de ganhar peso político, financeiro e negocial, assim queiram os países mediterrânicos e nórdicos aliar-se entre si sob liderança alemã, que remédio. Assim queira a liderança alemã desvalorizar ainda mais o euro e promover o federalismo. Com entusiasmo. É contra a corrente que se deve fazer o maior esforço, não é ? Se prevalecerem os nacionalismos, como parece ser o caso do Reino Unido e França, adeus Europa. É o que querem os extremos, tanto à direita como à esquerda.


Bom. Morra o ISIS, morra, Pim !
Celebração cumprida.



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