sábado, 29 de maio de 2010

Brindemos à idade (continuação)

Como é sabido, isto da idade é um privilégio antigo. Os nossos remotos antepassados das cavernas raramente ultrapassavam 30 anos, tantas eram as mazelas de que sofriam, para além dos perigos que espreitavam fora da caverna. E as coisas evoluiram muito lentamente. Mesmo na Grécia antiga ou na África recente, chegar a velho é um privilégio tal que traz o reconhecimento de sabedoria e a respeitosa liderança da aldeia. Os jovens não servem senão para guerreiros...

Quem escreveu bastante sobre a questão nos povos do ártico foi Jack London.

Só com a segurança da civilização e os progressos da medicina as coisas evoluiram rapidamente, e de tal modo que subverteram a hierarquia: os velhos são muitos, demais, inúteis, um fardo; e duram demasiado. Os mais jovens ocupam os cargos de poder e influência, são os modelos de beleza e de conduta, mas o seu apogeu é breve.

Dois testemunhos muito belos de como ver a idade avançada:

Youth, large, lusty, loving-
Youth, full of grace, force, fascination.
Do you know that Old Age may come after you with equal grace, force,
fascination?

Walt Whitman

Age [along with retirement] appears to be best in four things — old wood best to burn, old wine to drink, old friends to trust, and old authors to read.
Francis Bacon

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